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Estação Ferroviária de Estarreja

estação ferroviária em Portugal
Estarreja Logos IP.png
Comboio Intercidades a passar pela Estação de Estarreja, em 2010.
Inauguração 8 de Junho de 1863
Linha(s) Linha do Norte (Pk 287,421)
Coordenadas 40° 45′ N 8° 34′ W
Concelho Estarreja
Serviços Ferroviários Urbano
InterRegional
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Parque de estacionamento Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos Sala de espera Telefones públicos Bar ou cafetaria Elevadores

A Estação Ferroviária de Estarreja é uma interface da Linha do Norte, que serve a localidade de Estarreja, em Portugal. Entrou ao serviço, de forma provisória, em 19 de Novembro de 1862[1], tendo sido oficialmente inaugurado em 8 de Junho de 1863.[2]

Índice

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

A Estação situa-se junto à localidade de Estarreja[3], em frente à Avenida Visconde Salreu.[4]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, tinha seis vias de circulação, com comprimentos entre os 448 e 632 m; as plataformas apresentavam todas 220 m de extensão e 90 cm de altura.[5]

 
Horários das Linhas do Norte e Leste em 1876, incluindo a estação de Estarreja.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Norte

InauguraçãoEditar

O troço da Linha do Norte entre o Entroncamento e Vila Nova de Gaia foi construído em duas frentes, a partir destas duas estações, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[6] O lanço entre Gaia e Estarreja entrou ao serviço de forma provisória em 19 de Novembro de 1862[7], tendo sido aberto oficialmente em 8 de Junho de 1863.[2] O troço seguinte da Linha do Norte, até Taveiro, entrou ao serviço em 10 de Abril de 1864[6], tendo o primeiro comboio em Taveiro saído de Estarreja nesse dia.[8] Após a inauguração do troço até Taveiro, foram organizados serviços mistos entre Coimbra e Vila Nova de Gaia, transitando por todas as estações neste troço, incluindo Estarreja.[9]

A estação foi construída junto ao centro da povoação, tendo sido um dos principais factores para o desenvolvimento de Estarreja.[10]

 
Horário da Linha do Norte em 1933, incluindo a estação de Estarreja.

Século XXEditar

O orçamento da Companhia Real para 1903, apresentado em Dezembro de 1902, incluiu a ampliação das vias e das gares na estação de Estarreja.[11]

Em 26 de Novembro de 1906, foi duplicada a via férrea entre Espinho e Estarreja.[1]

Em 16 de Janeiro de 1909, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a Companhia do Vouga estava interessada na construção de uma linha entre Estarreja e Bestide.[12]

Em 1913, a estação de Estarreja era servida por carreiras de diligências até Salreu, Albergaria-a-Nova, Albergaria-a-Velha, Arcozelo das Maias, Foz, Mouquim, Oliveira de Azeméis, Oliveira de Frades, Pessegueiro do Vouga, Ribeiradio, São Pedro do Sul, Termas de D. Amélia, Souto de Lafões, Valmaior, Carvoeiro, Vila Chã, Viseu, e Vouzela.[13]

Em 1 de Agosto de 1926, a Empreza de Transportes da Murtosa inaugurou um serviço rodoviário para o transporte de passageiros, mercadorias e bagagens, entre a estação de Estarreja e o despacho central em Pardelhas, servindo pelo caminho as localidades de Veiros, Santa Luzia, Monte e Murtosa[14][15] Em Junho de 1934, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses inaugurou um serviço próprio de camionagem, entre a estação de Estarreja e a Murtosa, onde foi instalado um despacho central.[16]

Em 1933, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses realizou obras de reparação e melhoramento no edifício de passageiros desta estação.[17]

Em 24 de Setembro de 1954, três comboios colidiram na estação de Estarreja, provocando grandes estragos no material circulante, e nas vias e nas plataformas de passageiros, tendo apenas ficado ligeiramente ferido um dos maquinistas.[18] O inquérito subsequente apurou que o factor da estação tinha dado indevidamente avanço ao comboio de serviço J-1, provocando a colisão com o comboio M-30309 que estava em manobras; dois vagões descarrilaram para cima da linha geral, onde estava a entrar, a grande velocidade, o comboio recoveiro n.º 52, do qual descarrilaram a locomotiva, o furgão e 18 vagões.[18]

Num artigo de 1955 da Gazeta dos Caminhos de Ferro, o jornalista Rogério Torroais Valente relatou que a estação de Estarreja era uma das que tinham mais movimento nos seus ramais particulares, com as expedições em 1375 vagões e 18791 T, enquanto que as chegadas eram de 1115 vagões e 16418 T.[19]

Ver tambémEditar

Unidade de Suburbanos do Grande Porto

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Caíde/Marco  Guimarães


(g) Covas 
         
 Guimarães (g)
(g) Nespereira 
         
 
(g) Vizela 
         
 Caíde (d)
(b) Braga 
         
 Pereirinhas (g)
(b) Ferreiros 
         
 Meinedo (d)
(b) Mazagão 
         
 Cuca (g)
(b) Aveleda 
         
 Bustelo (d)
(b) Tadim 
         
 Lordelo (g)
(b) Ruilhe 
         
 Penafiel (d)
(b) Arentim 
         
 Giesteira (g)
(b) Couto de Cambeses 
         
 Paredes (d)
(m)(b) Nine 
         
 Vila das Aves (g)
(m) Louro 
         
 Oleiros (d)
(m) Mouquim 
         
 Caniços (g)
(m) Famalicão 
         
 Irivo (d)
(m) Barrimau 
         
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
         
 Cête (d)
(m)(g) Lousado 
         
 Parada (d)
(m) Trofa 
         
 Recarei-Sobreira (d)
(m) Portela 
         
 Trancoso (d)
(m) São Romão 
         
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
         
 S. Martinho do Campo (d)
(m) Leandro 
         
 Valongo (d)
(m) Travagem 
         
 Suzão (d)
(m)(d) Ermesinde 
         
 Cabeda (d)
(m) Ág. Santas / Palm.ª 
         
 
(m) Rio Tinto 
         
 
(m) Contumil 
         
 General Torres (n)
(n)(m) Porto (Campanhã) 
         
 Vila Nova de Gaia (n)
(m) Porto (São Bento) 
         
 Coimbrões (n)
(n) Aveiro 
         
 Madalena (n)
(n) Cacia 
         
 Valadares (n)
(n) Canelas 
         
 Francelos (n)
(n) Salreu 
         
 Miramar (n)
(n) Estarreja 
         
 Aguda (n)
(n) Avanca 
         
 Granja (n)
(n) Válega 
         
 Espinho (n)
(n) Ovar 
         
 Silvalde (n)
(n) Carvalheira-Maceda 
         
 Paramos (n)
(n) Cortegaça 
             
 Esmoriz (n)

Linhas: d Linha do Dourog Linha de Guimarães
b Ramal de Bragam Linha do Minhon Linha do Norte
Fonte: Página oficial, 2010.04

Referências

  1. a b NONO, Carlos (1 de Novembro de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1485). p. 655-656. Consultado em 19 de Março de 2017. 
  2. a b NONO, Carlos (1 de Junho de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1475). p. 381-382. Consultado em 19 de Março de 2017. 
  3. «Estarreja» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 63 (1513). 1 de Janeiro de 1951. p. 485. Consultado em 21 de Março de 2017. 
  4. «Estação de Estarreja». Comboios de Portugal. Consultado em 18 de Novembro de 2014. 
  5. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  6. a b TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  7. MARTINS et al, 1996:243
  8. NONO, Carlos (1 de Abril de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1471). p. 245-246. Consultado em 19 de Março de 2017. 
  9. «Escada Rolante: Há 104 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 81 (1931). 16 de Novembro de 1968. p. 152. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  10. «Estarreja» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1614). 16 de Março de 1955. p. 51. Consultado em 21 de Março de 2017. 
  11. «Orçamento da Companhia Real» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (361). 1 de Janeiro de 1903. p. 6-7. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  12. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1229). 1 de Março de 1939. p. 158-159. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  13. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 2 de Março de 2018. 
  14. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (927). 1 de Agosto de 1926. p. 236. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  15. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (928). 16 de Agosto de 1926. p. 255. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  16. «Direcção Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1117). 1 de Julho de 1934. p. 335. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  17. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 8 de Abril de 2014. 
  18. a b «O Descarrilamento do "Rápido" do Algarve» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1605). 1 de Novembro de 1954. p. 305-309. Consultado em 30 de Dezembro de 2016. 
  19. VALENTE, Rogério Torroais (1 de Outubro de 1955). «Os ramais particulares da rede ferroviária portuguesa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1627). p. 341-344. Consultado em 23 de Março de 2017. 
 
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BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 

Leitura recomendadaEditar

  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • QUEIRÓS, Amílcar (1976). Os Primeiros Caminhos de Ferro de Portugal: As Linhas Férreas do Leste e do Norte. Coimbra: Coimbra Editora. 45 páginas 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas 

Ligações externasEditar