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Estação Ferroviária de Grândola

estação ferroviária em Portugal
Grândola
Estação de Grândola, em 2016.
Inauguração 22 de Outubro de 1916
Linha(s) Linha do Sul (PK 101,984)
Coordenadas 38° 10′ 54,52″ N, 8° 33′ 16,48″ O
Concelho Grândola
Serviços Ferroviários Intercidades
Horários em tempo real
Serviços Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento Serviço de táxis Telefones públicos

A Estação Ferroviária de Grândola é uma interface da Linha do Sul, que serve a localidade de Grândola, no Distrito de Setúbal, em Portugal.

Índice

Vista de rua da estação.

CaracterizaçãoEditar

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, contava com três vias, que apresentavam 724 e 346 m de comprimento; todas as plataformas tinham 70 cm de altura e 210 m de comprimento.[1]

AcessosEditar

Esta interface tem acesso pelo Largo da Estação Ferroviária, junto à localidade de Grândola.[2][3]

 
Inauguração da estação de Grândola.

HistóriaEditar

No Século XIX, Sousa Brandão idealizou a construção de uma linha ao longo do vale do Rio Sado, que forneceria uma ligação mais rápida entre Lisboa e o Algarve do que a linha que estava em construção, que dava a volta por Beja.[4] Esta proposta só voltou a ser considerada nos finais do Século, em 1898, quando se começou a estudar o plano da Rede Ferroviária ao Sul do Tejo, cuja comissão técnica sugeriu uma linha de Setúbal a Garvão, seguindo o vale do Sado.[4] A linha deveria passar por Grândola, uma vez que aquela vila era considerada como o pólo de uma rica e populosa região até ao litoral.[5] As representações regionais, consultadas durante a preparação do Plano da Rede, propuseram a construção de um ramal até Sines, que deveria sair de Grândola ou Apeadeiro de Alvalade.[4]

Assim, a linha de Setúbal a Garvão foi inserida no Plano da Rede, decretado em 27 de Novembro de 1902.[6] Também foi inserido o Ramal de Sines, embora sem um ponto inicial definido, que foi mais tarde estabelecido em Alvalade.[4]

A construção da Linha do Sado iniciou-se em 1907, mas sofreu vários atrasos, devido primeiro à instabilidade governamental, e depois por causa da Primeira Guerra Mundial.[4] Em 1 de Julho de 1916, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que estava para breve a construção do troço entre Grândola e Lousal.[7] No entanto, este troço foi aberto em duas partes, tendo a secção até Canal Caveira entrado ao serviço em 20 de Setembro dese ano, e até Grândola em 22 de Outubro.[8] O troço seguinte, até à estação provisória de Alcácer do Sal, abriu à exploração em 14 de Julho de 1918.[8]

Em 1934, a Comissão Administrativa do Fundo Especial de Caminhos aprovou a instalação de uma báscula de 20 toneladas na estação de Grândola.[9]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. «Grândola». Comboios de Portugal. Consultado em 23 de Janeiro de 2017 
  3. «Grândola - Linha do Sul». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 23 de Janeiro de 2017 
  4. a b c d e SOUSA, José Fernando de (16 de Setembro de 1936). «A Conclusão do Ramal de Sines» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1170). p. 483-484. Consultado em 23 de Janeiro de 2017 
  5. SOUSA, José Fernando de (16 de Outubro de 1903). «A Linha do Sado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (380). p. 345-346. Consultado em 15 de Janeiro de 2012 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  6. SOUSA, José Fernando de (16 de Outubro de 1903). «A Linha do Sado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (380). p. 345-346. Consultado em 15 de Janeiro de 2012 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  7. «Efemerides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1231). 1 de Abril de 1939. p. 202-204. Consultado em 23 de Janeiro de 2017 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  8. a b TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 25 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  9. «Direcção-Geral dos Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1107). 1 de Fevereiro de 1934. p. 99. Consultado em 26 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
 
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Ligações externasEditar