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Estação Ferroviária de Lagos

A Estação Ferroviária de Lagos é uma gare da Linha do Algarve, que serve a cidade de Lagos, no Distrito de Faro, em Portugal. Foi inaugurada em 30 de Julho de 1922,[1] tendo sido substituída por um novo terminal em 2003.

Lagos
Nova Estação de Lagos, em 2009.
Inauguração 30 de Julho de 1922
Linha(s) Linha do Algarve (PK 347,175)
Coordenadas 37° 6′ N 8° 40′ W
Concelho Lagos
Serviços Ferroviários Regional
Serviços Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Bar ou cafetaria Parque de estacionamento Sala de espera Pessoal de apoio na estação Lavabos adaptados Ligação a autocarros
Gare da estação de Lagos, em 2007.

Índice

Caracterização e serviçosEditar

Em 2003, podiam-se realizar manobras nesta interface,[2] e, em 2004, ostentava a classificação C da Rede Ferroviária Nacional.[3]

Em 2009, possuía 3 vias, a primeira com um comprimento útil de 215 m, enquanto que as segunda e terceira vias comportavam cada uma um comprimento de 192 m; as duas plataformas tinham, cada uma, uma extensão de 160 m e uma altura de 70 cm.[4] Em Janeiro de 2011, o esquema já tinha sido alterado, continuando a contar com 3 vias, mas a primeira passou a 234 m de comprimento, e as restantes, 208 m; as duas plataformas passar a deter ambas 159 m de comprimento, tendo a primeira subido 75 cm de altura, e a segunda, mantido os 70 cm.[5]

Localização e acessosEditar

A estação situa-se junto à cidade de Lagos, tendo acesso pela Estrada de São Roque.[6][7]

Serviço ferroviárioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Meia Praia
Direção Faro
  CP Regional
Linha do Algarve
  Terminal

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Algarve

AntecedentesEditar

Nos finais do Século XIX, uma viagem entre Lisboa e o Algarve era muito difícil e longa, sendo necessário tomar o comboio até Beja, e depois tomar uma diligência até Mértola, onde se embarcava com destino a Vila Real de Santo António, utilizando-se outra vez o transporte por diligência ao longo da costa Algarvia.[8] Esta situação gerava grandes entraves ao desenvolvimento da região, embora ainda se tenham criado alguns núcleos industriais, como um de fábricas conserveiras em Lagos.[9]

O primeiro projecto para um caminho de ferro no Algarve foi apresentado pelo empresário Joseph William Henry Bleck, que propunha a construção de uma linha entre Lagos e Vila Real de Santo António.[10] Esta concessão foi anulada por uma portaria de 19 de Dezembro de 1893.[10]

Entretanto, em 1 de Julho de 1889 foi inaugurado o troço entre Amoreiras e Faro, completando a ligação ferroviária entre o Algarve e o Barreiro via Beja.[11] Uma lei de 29 de Março de 1883, que tinha autorizado o estado a gerir directamente a construção da linha até ao Algarve, determinou desde logo a construção de um ramal para o Barlavento Algarvio.[11] Em 1 de Maio de 1896, foi noticiado que os deputados Figueiredo Mascarenhas e Sárrea Prado estavam a insistir com o Ministro das Obras Públicas para construir o ramal de Tunes até Lagos.[12]

Em meados de 1897, o ministro da Fazenda apresentou uma proposta para o arrendamento das redes ferroviárias estatais, onde deveria ser posta em concurso a construção e exploração de vários troços.[13] No caso da rede do Sul e Sueste, um dos ramais cuja construção deveria ser posta em concurso era de Tunes a Lagos.[13] Uma portaria de 10 de Novembro desse ano encarregou o director dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste de fazer os estudos para o prolongamento de Faro até Vila Real de Santo António, e para o troço de Portimão a Lagos, que ainda não tinha sido estudado.[10] Nessa altura, já existia um projecto para o traçado da via férrea até à margem esquerda do Rio Arade em Portimão.[10]

Em 1898, ordenou-se a formação de uma comissão técnica para estudar o futuro Plano da Rede ao Sul do Tejo, cujo relatório propôs o ramal de Tunes até Lagos como um dos troços que deviam ser inseridos no Plano.[14] O Plano foi decretado em 27 de Novembro de 1902.[14]

Entretanto, iniciaram-se as obras do ramal, tendo o primeiro troço, de Tunes a Algoz, entrado ao serviço em 10 de Outubro de 1899, já sobre a gestão da Administração Geral dos Caminhos de Ferro do Estado, criada por uma lei de 14 de Julho desse ano.[11] Este caminho de ferro, então conhecido como Ramal de Portimão, chegou a Poço Barreto em 19 de Março de 1900, Silves em 1 de Fevereiro de 1902, e à margem esquerda do Rio Arade em 15 de Fevereiro de 1903, onde foi construída a estação provisória de Portimão.[11][15]

 
Mapa do Plano da Rede ao Sul do Tejo, decretado em 1902. Um dos troços planeados era o de Portimão a Lagos.

PlaneamentoEditar

Em Janeiro de 1899, foi aberto um inquérito administrativo, para a apreciação do público sobre os projectos ferroviários dos Planos das Redes Complementares ao Norte do Mondego e Sul do Tejo; entre as linhas incluídas, estava o ramal de Tunes a Lagos.[16]

Em 20 de Março de 1899, já existia um projecto para este ramal, da autoria do engenheiro António da Conceição Parreira,[17] e em 1905, já se tinha escolhido e estudado o local onde a Estação de Lagos deveria ser construída.[18] No entanto, a existência de projectos de maior importância noutros pontos do país, e os problemas técnicos e financeiros em construir uma ponte sobre o Rio Arade, entre outros factores, atrasaram consideravelmente a conclusão do ramal.[11]

Em 27 de Abril de 1911, a autarquia de Lagos propôs a criação de um itinerário ferroviário de Londres a Lagos, passando por Paris, Madrid, Sevilha, Huelva e Vila Real de Santo António, para desenvolver as actividades turísticas no concelho.[19] Em 1912, o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Ribeiro Lopes, começou a cobrar um imposto de 1% sobre as exportações do concelho, de forma a angariar os fundos necessários a este projecto.[20] O seu sucessor, Vítor da Costa e Silva, conseguiu obter o apoio do estado para este empreendimento, tendo uma lei de 11 de Abril de 1917 autorizado o governo português a auxiliar financeiramente os Caminhos de Ferro do Estado, de modo a concluir as obras em diversos troços, incluindo o Ramal de Lagos.[21] Este projecto também foi apoiado por Brito Camacho, que levou ao parlamento as reclamações dos habitantes da cidade, tendo conseguido a aprovação de um projecto de lei para continuar o caminho de ferro até Lagos.[22] Outro defensor foi Alberto Carlos da Silveira, que foi homenageado pela Câmara Municipal de Lagos em 16 de Outubro de 1912, pelo seu papel na aprovação do caminho de ferro até Lagos, e no financiamento deste projecto por parte da autarquia.[23]

Em 21 de Agosto de 1912, a Câmara de Lagos contratou um empréstimo para financiar as obras; este contrato foi distratado pela Lei 460, de 24 de Setembro de 1915, que autorizou o Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado a contrair um novo empréstimo no valor de 500.000$000 na Caixa Geral de Depósitos, para este efeito.[24] O Decreto 4811, de 18 de Setembro de 1918, autorizou o Director Geral dos Transportes Terrestres a fazer um novo empréstimo com a Caixa Geral de Depósitos, para continuar os trabalhos em vários troços, incluindo o de Portimão a Lagos.[25] Desta forma, conseguiram-se reunir os recursos financeiros suficientes para completar o ramal até Lagos.[11] Em 1915, foi concluída a ponte sobre o Rio Arade.[26]

O projecto original do engenheiro António da Conceição Parreira para a estação previa a sua instalação no Rossio de S. João, na saída Norte da cidade,[17] mas, devido aos elevados custos de implementação de uma ponte sobre o Rio Molião (presentemente Ribeira de Bensafrim), acabou por ser construída na margem Leste do Rio.[20] A zona do Rossio de São João já tinha sido emparcelada a pensar na instalação da futura gare ferroviária e da ponte sobre o rio.[27]

 
Antiga Estação de Lagos, nos seus primeiros anos.

Construção e inauguraçãoEditar

Em 16 de Junho de 1921, foi noticiado que as obras no troço entre Portimão e Lagos estavam paralisadas.[28]

Em 30 de Julho de 1922, teve lugar a inauguração da Estação Ferroviária de Lagos;[11] este acontecimento foi celebrado com diversos eventos musicais e desportivos, tendo-se organizado um comboio especial.[29]

Na altura da inauguração, o complexo da estação era formado pelo edifício do terminal, um bairro para os funcionários, e uma cocheira para locomotivas.[27] Este último edifício destacava-se pela sua forma em leque, com cobertura em "sheds".[27] A estação contava com 8 vias, sendo uma geral, uma directa, uma de resguardo, três para manobras e duas de saco, para transbordo de mercadorias e estacionamento.[20] Apenas as vias de saco e no interior da cocheira terminavam dentro da estação, convergindo todas as outras na via directa, que ligava a estação à Linha do Algarve. A via directa terminaria alguns metros no sentido contrário à Linha do Algarve.[20]

A instalação do caminho de ferro inseriu-se numa fase de desenvolvimento da cidade de Lagos que começa na Década de 1920, que também incluiu obras como a construção da Avenida da Guiné.[27] Esperava-se que com a abertura da estação começasse uma vaga de desenvolvimento urbano na zona da Meia-Praia, o que não chegou a acontecer nessa altura.[27]

Em 1926, o governo autorizou a adjudicação de uma empreitada, para a conclusão dos trabalhos de construção do acesso rodoviário à Estação.[30]

 
Acesso à estação de Lagos, nos primeiros anos. Ao fundo vê-se a ponte em construção.

Transição para a CPEditar

Em 11 de Maio de 1927, os Caminhos de Ferro do Estado foram integrados na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que passou a gerir as antigas redes do Sul e Sueste e do Minho e Douro.[31]

 
Construção da ponte de acesso à estação, nos anos 20.

Década de 1930Editar

Em 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial da Caminhos de Ferro aprovou a implantação de canalizações de água nas habitações dos funcionários nesta estação.[32] Em 1934, aquele órgão autorizou a construção de uma fossa e canalização para servir de esgoto das retretes nas habitações dos funcionários.[33]

Um diploma de 7 de Outubro de 1936, emitido pelo Ministério das Obras Públicas e Comunicações, autorizou a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses a conceder um preço especial para o transporte de sal desde as estações de Faro, Olhão e Fuseta até Portimão e Lagos.[34]

Uma das primeiras carreiras de autocarros no Algarve, criada na Década de 1930, ligava Sagres à estação de Lagos.[35]

 
Vista geral da estação, nos primeiros anos.

Década de 1950Editar

Em 26 de Julho de 1950, foram aprovadas obras na cocheira das locomotivas de Lagos, de forma a apoiar a circulação nas automotoras no Algarve.[36] As automotoras começaram a circular entre Lagos e Vila Real de Santo António em 1 de Novembro de 1954.[37]

Década de 1990Editar

Em 1991, iniciaram-se os comboios InterRegionais entre Lagos e Vila Real de Santo António.[38]

 
Antigo edifício da estação de Lagos, em 2008.

Século XXIEditar

Em 17 de Agosto de 2001, decorreu uma sessão pública no Centro Cultural de Lagos, sobre as intervenções a realizar na estação de Lagos, no âmbito do projecto Estações com Vida da Rede Ferroviária Nacional.[39] Este evento incluiu um discurso do presidente da Rede Ferroviária Nacional, a projecção de um filme sobre o projecto, e a assinatura de dois protocolos entre a Rede Ferroviária Nacional, a Câmara Municipal de Lagos e o Instituto Portuário do Sul.[39] Estes protocolos referiam-se ao projecto, a construção e o financiamento da remodelação da estação de Lagos, da renovação da zona ribeirinha entre a estação e a Meia Praia, e a requalificação da zona em redor da gare ferroviária.[39] A sessão terminou com discursos do presidente da câmara, do Secretário de Estado da Administração Marítima e Portuária, José Junqueiro, e do Secretário de Estado Adjunto e dos Transportes, Rui Cunha.[39]

Em 2002, iniciou-se a construção do novo terminal de passageiros.[40] Nesse ano, os comboios regionais no Ramal de Lagos passaram a classe única.[41] Em 2003, terminou-se a primeira fase da intervenção na nova estação,[42] passando todo o tráfego a ser efectuado no novo terminal, tendo começado a remoção das vias que restavam na antiga estação; o edifício principal continuou, no entanto, a servir como bilheteira e sala de espera, devido ao facto das novas instalações ainda não se encontrarem edificadas. A segunda fase da intervenção na nova estação foi iniciada em 2004.[43] A abertura do novo edifício principal, em Agosto de 2006, ditou o encerramento das antigas instalações, situação que ainda permanece. A deslocalização dos serviços ferroviários deu-se com o propósito de aproveitar a zona onde se encontravam as antigas infra-estruturas, para a construção de vários edifícios comerciais e residenciais.[44]

Já em 1999, se previa o aproveitamento da antiga cocheira como espaço museológico,[27] que seria gerido pela Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado[45]

Em 23 de Fevereiro de 2009, a Assembleia Municipal de Lagos aprovou o Plano de Pormenor da Zona Envolvente à Estação Ferroviária de Lagos; este plano prevê a regeneração urbana, definição de estratégias de promoção, e introdução de serviços sociais e de de infra-estruturas viárias e urbanas para os utentes que utilizem esta zona.[46]

 
Mapa do Plano da Rede de 1930, onde se vê o projecto para a linha de Lagos a Vale da Isca.

Ligação projectada até Sagres, Santiago do Cacém e ValdiscaEditar

A comissão de 1898 para o Plano da Rede ao Sul do Tejo também propôs uma linha de via estreita entre Lagos e Santiago do Cacém na Linha de Sines, que serviria principalmente para estimular a produção agrícola e mineira no litoral alentejano.[14] No entanto, a comissão considerou desde logo esta linha como de importância secundária, não tendo chegado a ser inserida no Plano quando este foi promulgado em 1902.[14] No inquérito administrativo em 1899, também estava inserido um caminho de ferro de via estreita, desde Lagos até um ponto da Linha do Sado, passando por Aljezur e Odemira.[16]

Na altura da inauguração da estação, estava planeada a sua continuação até Sagres.[20]

Devido aos problemas de comunicações na zona do litoral, as autarquias de Odemira, Lagos e Aljezur pediram que fosse construído um caminho de ferro que ligasse estes três concelhos.[47] Em 19 de Agosto de 1925, foi publicada uma portaria que ordenou a realização de estudos para um caminho de ferro de Lagos a Sines,[48] tendo esta linha chegado a ser projectada em 1928.[47]

No Plano Geral da Rede Ferroviária, promulgado pelo Decreto n.º 18:190, de 28 de Março de 1930, um dos projectos classificados foi a Linha de Aljezur, de Lagos a Valdisca, passando por Odemira, São Teotónio e Aljezur.[49] Como o governo não tinha recursos financeiros para construir totalmente as linhas projectadas, inicialmente deviam ser construídos apenas alguns troços mais importantes; no caso da Linha de Aljezur, devia ser construída apenas a parte que mais contribuiria para o Porto de Lagos.[49]

Movimento de passageiros e mercadoriasEditar

Em termos de passageiros, a estação de Lagos sempre teve um movimento intenso, especialmente durante o período balnear.[50] Mesmo antes da construção do Aeroporto de Faro, em 1965, a estação já era utilizada como meio de transporte por veraneantes portugueses e estrangeiros.[51] Em relação ao transporte de mercadorias, um dos principais produtos que foram expedidos pela estação foi o peixe enlatado.[50]

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. VENTURA, p. 92
  2. «Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2004». Rede Ferroviária Nacional. 31 de Outubro de 2003. 61 páginas 
  3. «Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005». Rede Ferroviária Nacional. 13 de Outubro de 2004. 83 páginas 
  4. «Directório da Rede 2010». Rede Ferroviária Nacional. 22 de Janeiro de 2009. 88 páginas 
  5. «Directório da Rede 2012». Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. 84 páginas 
  6. «Lagos». Comboios de Portugal. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  7. «Lagos - Linha do Algarve». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  8. MENDES, p. 9
  9. MENDES, p. 11
  10. a b c d «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1198). 16 de Novembro de 1937. p. 541-542. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  11. a b c d e f g TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1683). p. 76-78. Consultado em 30 de Dezembro de 2015 
  12. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1161). 16 de Maio de 1936. p. 259. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  13. a b «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1190). 16 de Julho de 1937. p. 367-368. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  14. a b c d SOUSA, José Fernando de (16 de Setembro de 1936). «A Conclusão do Ramal de Sines» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1170). p. 483-484. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  15. «Silves a Portimão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (364). 16 de Fevereiro de 1903. p. 56. Consultado em 30 de Dezembro de 2015 
  16. a b «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 61 (1466). 16 de Janeiro de 1949. p. 112. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  17. a b «Silves a Portimão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (361). 1 de Janeiro de 1903. p. 24. Consultado em 1 de Fevereiro de 2012 
  18. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 18 (424). 16 de Agosto de 1905. p. 250. Consultado em 1 de Fevereiro de 2012 
  19. BAPTISTA, p. 224
  20. a b c d e VASQUES, José Carlos. «A Meia Praia». Centro de Estudos Marítimos e Arqueológicos de Lagos. Consultado em 9 de Março de 2010. Arquivado do original em 5 de Setembro de 2014 
  21. MARTINS et al, p. 253-254
  22. MENDES, p. 69
  23. BAPTISTA, p. 231
  24. PORTUGAL. Lei n.º 640, de 24 de Setembro de 1915. Ministério do Fomento - Secretaria Geral. Publicado no Diário do Govêrno n.º 194, Série I, de 24 de Setembro de 1915
  25. PORTUGAL. Decreto n.º 4811, de 31 de Agosto de 1918. Secretaria de Estado do Comércio - Direcção Geral dos Transportes Terrestres - Secretaria Geral. Publicado no Diário do Govêrno n.º 201, Série I, de 16 de Setembro de 1918
  26. MENDES, p. 85
  27. a b c d e f MARQUES et al, p. 454
  28. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1233). 1 de Maio de 1939. p. 237-238. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  29. COUTINHO, p. 81
  30. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (933). 1 de Novembro de 1926. p. 321. Consultado em 1 de Fevereiro de 2012 
  31. REIS et al, p. 63
  32. «Direcção Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1089). 1 de Maio de 1933. p. 277. Consultado em 4 de Abril de 2010 
  33. «Fundo Especial de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1113). 1 de Maio de 1934. p. 259. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  34. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1173). 1 de Novembro de 1936. p. 525-526. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  35. GUERREIRO, p. 20
  36. MARTINS et al, p. 264
  37. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1606). 16 de Novembro de 1954. p. 334. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  38. REIS et al, p. 150
  39. a b c d «"Estações com Vida" em Lagos». DiáriOnline. 17 de Agosto de 2001. Consultado em 13 de Janeiro de 2017 
  40. «Relatório e Contas 2002». Rede Ferroviária Nacional. 2003 
  41. REIS et al, p. 202
  42. «Relatório e Contas 2003». Rede Ferroviária Nacional. 2004 
  43. «Relatório e Contas 2004». Rede Ferroviária Nacional. 2005 
  44. MORENO, Natália Luís (18 de Agosto de 2001). «"Estações com Vida" para tornar o caminho de ferro mais atractivo». Região Sul. Consultado em 9 de Março de 2010. Arquivado do original em 3 de Março de 2016 
  45. «Simulador virtual vai ensinar a conduzir comboios». Sol. 17 de Fevereiro de 2010. Consultado em 9 de Março de 2010 
  46. «Aviso n.º 9307/2009 - Plano de Pormenor da Zona Envolvente à Estação Ferroviária de Lagos». Câmara Municipal de Lagos. 17 de Agosto de 2001 
  47. a b QUARESMA, p. 369
  48. MARTINS et al, p. 256
  49. a b PORTUGAL. Decreto n.º 18:190, de 28 de Março de 1930. Ministério do Comércio e Comunicações - Direcção Geral de Caminhos de Ferro - Divisão Central e de Estudos - Secção de Expediente, Publicado na Série I do Diário do Governo n.º 83, de 10 de Abril de 1930.
  50. a b COUTINHO, p. 82
  51. PAULA, p. 136

BibliografiaEditar

  • BAPTISTA, José Alberto (2010). Lagos: O Republicanismo e a Administração Municipal (1908-1914). Lagos: Câmara Municipal de Lagos. 257 páginas 
  • COUTINHO, Valdemar (2008). Lagos e o Mar Através dos Tempos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos. 95 páginas 
  • GUERREIRO, Aníbal C. (1983). História da Camionagem Algarvia (de passageiros) 1925-1975: Da Origem à Nacionalização. Vila Real de Santo António: Edição do autor. 233 páginas 
  • MARQUES, Maria da Graça Maia; et al. (1999). O Algarve da Antiguidade aos Nossos Dias: Elementos para a sua História. Lisboa: Edições Colibri. 750 páginas. ISBN 972-772-064-1 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • MENDES, António Rosa (2010). Faro: Roteiros Republicanos. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, S. A. 95 páginas. ISBN 978-989-554-726-5 
  • PAULA, Rui Mendes (1992). Lagos: Evolução Urbana e Património. Lagos: Câmara Municipal de Lagos. 392 páginas 
  • QUARESMA, António Martins (2006). Odemira Histórica: Estudos e Documentos. Odemira: Câmara Municipal de Odemira. 501 páginas. ISBN 972-98168-5-9 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • VENTURA, Maria da Graça Mateus; MARQUES, Maria da Graça Maia (1993). Portimão. Col: Cidades e Vilas de Portugal. Lisboa: Editorial Presença. 130 páginas. ISBN 972-23-1710-5 
 
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Ligações externasEditar