Estação Ferroviária de Livração

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Livração, igualmente conhecida como Livração - Caldas de Canaveses, é uma interface da Linha do Douro, que serve a localidade de Constance, no distrito do Porto, em Portugal. Também funcionava como entroncamento com a Linha do Tâmega, cujo troço de Livração a Amarante funcionou de 21 de Março de 1909[3] a 25 de Março de 2009.[4]

Livração
BSicon BAHN.svg
Estação de Livração, em 2016.
Identificação:[1] 08474 LIV (Livração)
Denominação: Estação de Livração
Classificação: E (estação)[2]
Coordenadas:
41° 12′ 59,7″ N, 8° 09′ 18,19″ O
Concelho: bandeiraMarco de Canavezes
Linha(s):
Serviços: Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR yellow.svgU
Conexões: Serviço de táxis
Equipamentos: Sala de espera Telefones públicos Lavabos Parque de estacionamento
Website:
Automotora do tipo 0450 em serviço regional (n.º 862), em 2008, antes da eletrificação.
Disambig grey.svg Nota: Para outra interface ferroviária com nome semelhante, veja Apeadeiro de Livramento.
Antiga gare da Linha do Tâmega na estação ferroviária de Livração, em 2016.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Situa-se na localidade de Constance, tendo acesso pela Rua da Estação.[5]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, a estação dispunha de duas vias de circulação, ambas com 244 m de comprimento; as duas gares apresentavam 197 e 125 m de comprimento, e uma altura de 30 e 40 cm.[6]

ServiçosEditar

Esta interface é servida por comboios Regionais, InterRegionais e Urbanos da operadora Comboios de Portugal.[5]

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: Linha do Douro § História

InauguraçãoEditar

Esta estação situa-se no lanço entre Caíde e Juncal da Linha do Douro, que foi aberto à exploração no dia 15 de Setembro de 1878.[7]

Ligação à Linha do TâmegaEditar

Em 1887, foi estudada uma linha de via larga entre Livração e Vidago, onde entroncaria com a também planeada linha da Régua a Chaves.[8] Em finais de 1899, o engenheiro Cachapuz, em representação de uma sociedade de financeiros italianos, pediu autorização ao estado para construir várias linhas férreas em Portugal, incluindo uma de Livração a Chaves.[9] Em 15 de Fevereiro de 1900, foi decretado o Plano da Rede Complementar ao Norte do Mondego, que classificou a Linha do Vale do Tâmega, de via estreita, com origem em Livração.[10][8] Uma portaria de 9 de Março de 1903 ordenou a elaboração do projecto para a linha de Livração a Vidago,[8] tendo os estudos sido concluídos no ano seguinte.[11] Esta linha começou a ser construída ainda na Década de 1900, por conta do governo,[12] tendo o primeiro lanço, de Livração a Amarante, entrado ao serviço em 21 de Março de 1909.[7] Nesse ano, foi autorizada a instalação de uma oficina de montagem e reparação de material circulante em Livração.[13]

Em Julho de 1902, a divisão do Minho e Douro dos Caminhos de Ferro do Estado criou bilhetes a preços especiais de várias estações, incluindo Livração, até São Bento e Campanhã, para uma exposição no Palácio de Cristal.[14]

Em 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial autorizou a Direcção Geral de Caminhos de Ferro a outorgar com a Construtora Moderna Lda. no contrato para a empreitada n.º 12 da Estação de Livração,[15] relativa à construção de um alpendre.[16]

CP Urbanos do Porto

(Serv. ferr. suburb. de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Marco de Canaveses  Guimarães


(b) Ferreiros 
 
 
   
 Braga (b)
(b) Mazagão 
     
 Guimarães (g)
(b) Aveleda 
     
 Covas (g)
(b) Tadim 
     
 Nespereira (g)
(b) Ruilhe 
     
 Vizela
(b) Arentim 
     
 Pereirinhas (g)
(b) Cou.Cambeses 
     
 Cuca (g)
(m)(b) Nine 
     
 Lordelo (g)
(m) Louro 
     
 Giesteira (g)
(m) Mouquim 
     
 Vila das Aves (g)
(m) Famalicão 
     
 Caniços (g)
(m) Barrimau 
     
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
 
 
 
   
 Cabeda (d)
(m)(g) Lousado 
           
 Suzão (d)
(m) Trofa 
           
 Valongo (d)
(m) Portela 
           
 S. Mart. Campo (d)
(m) São Romão 
           
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
           
 Trancoso (d)
(m) Leandro 
           
 Rec.-Sobreira (d)
(m) Travagem 
           
 Parada (d)
(m)(d) Ermesinde 
           
 Cête (d)
(m) Palmilheira 
 
 
 
     
 Irivo (d)
(m) Águas Santas 
 
 
 
     
 Oleiros (d)
(m) Rio Tinto 
           
 Paredes (d)
(m) Contumil 
       
 
 
 Penafiel (d)
(n)(m) P.-Campanhã 
               
 
(m) P.-São Bento 
     
 
       
 
(n) General Torres 
     
 
 
 Bustelo (d)
(n) Gaia 
 
 
     
 Meinedo (d)
(n) Coimbrões 
         
 Caíde (d)
(n) Madalena 
         
 Oliveira (d)
(n) Valadares 
         
 Vila Meã (d)
(n) Francelos 
         
 Livração (d)
(n) Miramar 
         
 Recesinhos (d)
(n) Aguda 
         
 M.Canaveses (d)
(n) Granja 
         
 Aveiro (n)
(n) Espinho 
         
 Cacia (n)
(n) Silvalde 
         
 Canelas (n)
(n) Paramos 
         
 Salreu (n)
(n) Esmoriz 
         
 Estarreja (n)
(n) Cortegaça 
         
 Avanca (n)
(n) Carv.-Maceda 
         
 Válega (n)
(n) Ovar 
         
 

2011-2019 []

Linhas: d L.ª Dourog L.ª Guimarães
b L.ª Bragam L.ª Minhon L.ª Norte
Fonte: Página oficial, 2020.06

 
Automotora 9101 na gare de via estreita de Livração, em 1993.

Em 15 de Janeiro de 1949, entrou ao serviço o lanço entre Celorico de Basto e Arco de Baúlhe, tendo sido organizados dois comboios especiais para a cerimónia de inauguração, um de Porto - São Bento a Livração, e outro até Arco de Baúlhe.[17] No mesmo dia, fez-se o primeiro comboio regular até Arco de Baúlhe, que partiu de Livração.[17]

Encerramento da Linha do TâmegaEditar

O troço entre Arco de Baúlhe e Amarante foi encerrado ao serviço em 1 de Janeiro de 1990, devido à reduzida procura.[18][19] No dia 25 de Março de 2009, o troço entre Livração e Amarante foi encerrado para se proceder a obras de beneficiação, com uma duração estimada de 2 anos.[20][18] Foi criado um serviço alternativo, por via rodoviária[21], que foi suspenso em 31 de Dezembro de 2011.[22]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. MARTINS et al, 1996:252
  4. «Linha do Tâmega e Linha do Corgo». Rede Ferroviária Nacional. Julho de 2009. Consultado em 26 de Dezembro de 2016. Arquivado do original em 7 de novembro de 2009 
  5. a b «Livração». Comboios de Portugal. Consultado em 21 de Novembro de 2014 
  6. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  7. a b «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 5 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. a b c «Linhas Transmontanas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (366). 16 de Março de 1903. p. 85. Consultado em 26 de Dezembro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 51 (1247). 1 de Dezembro de 1939. p. 520. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. «Novos Melhoramentos nos Caminhos de Ferro Portugueses» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 61 (1466). 16 de Janeiro de 1949. p. 107. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1607). 1 de Dezembro de 1954. p. 339. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  12. AGUILAR, Busquets de (1 de Junho de 1949). «A Evolução História dos Transportes Terrestres em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1475). p. 383-393. Consultado em 13 de Novembro de 2014 
  13. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 51 (1229). 1 de Março de 1939. p. 158-159. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  14. «Avisos de serviço» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 15 (350). 16 de Julho de 1902. p. 220. Consultado em 26 de Dezembro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  15. «Direcção-Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1103). 1 de Dezembro de 1933. p. 623. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  16. «A rede ferroviária portuguesa vai ser melhorada» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1103). 1 de Dezembro de 1933. p. 639. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  17. a b «Novos melhoramentos ferroviários» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 61 (1467). 1 de Fevereiro de 1949. p. 123-129. Consultado em 13 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  18. a b «Linha do Tâmega: Crónica de uma ferrovia de "vida estreita"». O Basto. 3 de Março de 2014. Consultado em 26 de Dezembro de 2016. Arquivado do original em 28 de Fevereiro de 2017 
  19. REIS et al, 2006:150
  20. «Suspensão da Circulação - Linhas do Tâmega e Corgo». Rede Ferroviária Nacional. Março de 2009. Consultado em 26 de Dezembro de 2016. Arquivado do original em 24 de junho de 2009 
  21. «L. Corgo e L. Tâmega - interrupção da circulação». Comboios de Portugal. 17 de Maio de 2010. Consultado em 26 de Dezembro de 2016. Arquivado do original em 15 de abril de 2009 
  22. «Amarante: Transportes alternativos à antiga linha do Tâmega terminam a 31 de dezembro». Expresso. 28 de Dezembro de 2011. Consultado em 26 de Dezembro de 2016 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Livração

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externasEditar

  Este artigo sobre uma estação, apeadeiro ou paragem ferroviária é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.