Estação Ferroviária de Loulé

estação ferroviária em Portugal

A estação ferroviária de Loulé, igualmente conhecida como Loulé - Praia de Quarteira, é uma interface ferroviária da Linha do Algarve, que serve nominalmente as localidades de Loulé e de Quarteira, no distrito de Faro, em Portugal.

Loulé
Estação Ferroviária de Loulé
dístico na plataforma na estação de Loulé, em 2017
Identificação: 78238 LOU (Loulé)[1]
Denominação: Estação Satélite de Loulé
Administração: Infraestruturas de Portugal (sul)[2]
Classificação: ES (estação satélite)[1]
Tipologia: C [2]
Linha(s): Linha do Algarve (PK 324+220)
Altitude: 50 m (a.n.m)
Coordenadas: 37°6′15.78″N × 8°3′30.05″W

(=+37.10438;−8.05835)

Mapa

(mais mapas: 37° 06′ 15,78″ N, 8° 03′ 30,05″ O; IGeoE)
Município: border link=LouléLoulé
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Faro
terminal
  AP   Albufeira
P-Campanhã
  IC   Albufeira
Lis-Oriente
P-Campanhã
Almancil
Faro
  R   Boliqueime
Lagos

Conexões:
Ligação a autocarros
Ligação a autocarros
10 87 L QV A
Serviço de táxis
Serviço de táxis
LLE
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Bar ou cafetaria Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Sala de espera Telefones públicos
Endereço: Estrada da Estação, s/n
Quatro Estradas
PT-8100-321 Loulé
Inauguração: 1 de julho de 1889 (há 134 anos)
Website:
A estação de Loulé vista da passagem pedonal superior, em 2017.

Descrição

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Localização e acessos

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Sala de espera da estação de Loulé, em 2017: incl. painel informativo da rede “Apanha-me!” e horários da C.P..

A estação situa-se na zona Sul do concelho,[3] a cerca de cinco quilómetros de distância da cidade de Loulé[4] (seis, por via pedonal),[5] situando-se a Quarteira a distância pouco maior.[6]

A estação de Loulé é servida pelos três serviços da “Apanha-me!” / Rede de Transportes Urbanos Municipal (org. C.M.L. e EVA Transportes) denominados Linha Vermelha, que a ligam em regime de shuttle aos centros urbanos de Loulé,[7] Almancil,[8] e Quarteira / Vilamoura,[9] em articulação de horários com os serviços ferroviários Intercidades e Alfa Pendular. Em dados de 2022, este interface não é porém diretamente servido pelo transporte público coletivo rodoviário de passageiros da rede regional Vamus Algarve (contratada à mesma EVA Transportes), distando as paragens mais próximas (das carreiras 10 e 87)[10] quase um quilómetro da estação (via Estrada da Estação e EN396).[11]

Infraestrutura

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Terminal de carga da estação, em 2010.

Esta interface apresenta três vias de circulação, identificadas como I+IA, II, e III, com extensões de 510, 385, e 407 m, respetivamente, todas acessíveis por plataformas de 178 e 319 m de comprimento e 90 cm de altura; existem ainda sete vias secundárias, identificadas como IV, V, VI, VII, G1, G3, e G5, cujos comprimentos variam entre 370 e 37 m; destas, três (V, VI, e VII) não estão eletrificadas, estando as restantes vias eletrificadas em toda a sua extensão.[2] Esta configuração constitui um Ramal de Estação[1] / terminal de mercadorias,[12] o Terminal de Loulé: centrado ao PK 323+93, é gerido pela empresas Takargo e Servareias e tipificado como terminal ferroviário multiserviço.[2]:181§49

 
Aspeto geral da estação de Loulé, em 2017.

O edifício de passageiros situa-se do lado és-nordeste da via (lado esquerdo do sentido ascendente, a Vila Real de Santo António).[13][14]

Serviços

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Em dados de 2023, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo regional tipicamente com nove circulações diárias em cada sentido entre Lagos e Faro,[15] de tipo intercidades com três circulações diárias em cada sentido entre Lisboa - Santa Apolónia e Faro, e de tipo Alfa Pendular com duas circulações diárias em cada sentido entre Porto-Campanhã e Faro.[16][17]

História

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 Ver artigo principal: História da Linha do Algarve

Construção e inauguração

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Mapa da rede do Sul e Sueste em 1895, incluindo a gare de Loulé.

A instalação de uma gare ferroviária em Loulé estava planeada no âmbito da construção da via férrea até Faro, tendo o governo autorizado, em 7 de Março de 1888, a construção de latrinas e de cais cobertos e descobertos.[18] A linha foi inaugurada, no lanço entre Amoreiras-Odemira e Faro, em 1 de Julho de 1889, como parte do Caminho de Ferro do Sul.[19] Na altura da sua construção, situava-se a aproximadamente cinco quilómetros de distância de Loulé, junto à estrada que ligava esta localidade a Quarteira, de forma a servir estas duas localidades.[20]

Século XX

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Quando foi inaugurado o troço até Estação de Portimão, em 15 de Fevereiro de 1903, foi organizado um comboio especial para a cerimónia a partir de Faro; pelo caminho, parou em Loulé, onde embarcou uma banda filarmónica.[21]

Em Março de 1905, já tinha sido ordenada a realização de obras de ampliação na gare de Loulé, com a construção de novas linhas e cais, adaptação de um armazém e habitação de funcionários, e o prolongamento de uma plataforma.[22]

Em 1910, o deputado republicano Alexandre Braga fez uma visita a Loulé, tendo sido recebido na gare por uma grande multidão que o acompanhou até à vila.[4]

Durante a Primeira Guerra Mundial, verificou-se uma escassez de alimentos na região do Algarve, o que provocou protestos por parte dos habitantes; no caso de Loulé, um grupo de operários impediu que um vagão de feijão saísse da estação em 15 de Outubro de 1917, com destino a Faro, tendo o conteúdo do vagão sido posteriormente vendido na praça pública de Loulé.[23]

Em 11 de Maio de 1927, os Caminhos de Ferro do Estado foram incorporados na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que passou a explorar as antigas linhas do governo, incluindo o Caminho de Ferro do Sul.[24] Após a integração, a Companhia iniciou um programa de remodelação das linhas que antes pertenciam ao estado, incluindo a renovação da via férrea entre Boliqueime e Faro, iniciada em 1933, e obras de restauro na gare de Loulé.[25]

A gare ferroviária de Loulé também foi muito utilizada pelos habitantes de Almancil, apesar daquela localidade ter uma gare ferroviária própria.[26] Em termos de mercadorias, foi um dos mais importantes entrepostos no Algarve, tendo recebido regularmente cereais e farinhas para a cidade de Loulé, que foi um dos principais centros de panificação na região.[27]

Ligação à vila de Loulé

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Ramal até Loulé e São Brás de Alportel

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À semelhança do que acontecia noutras estações na Linha do Algarve, a forma como a estação se encontrava muito longe da localidade de Loulé dificultou o movimento de passageiros e mercadorias.[28] Além disso, nos primeiros anos do século XX, a rede rodoviária no concelho estava pouco desenvolvida, e os veículos eram muito lentos, agravando ainda mais a situação.[29] Como consequência dos problemas de comunicações, o caminho de ferro teve inicialmente pouco impacto no desenvolvimento das actividades comerciais no concelho.[30][3] No entanto, os louletanos inicialmente aceitaram bem a chegada do caminho de ferro, tendo sido organizadas várias excursões a Lisboa.[31] Esse movimento depois caiu de forma considerável, devido à distância entre a estação e a vila.[32]

 
Anúncio de 1900 à empresa Pablo Garcia Delgado.

Em 1901, a autarquia de Loulé autorizou Francisco Pinto Ferreira, administrador da Quinta de Quarteira, a construir um ramal entre aquela quinta e a gare ferroviária de Loulé, por conta do Conde da Azambuja.[33] Na sequência da inauguração da via férrea até Portimão, em 1903, a Câmara de Loulé exigiu em 1905 a construção de um ramal de via estreita entre a vila e a Estação de Almancil, sem sucesso.[33] Também em 1905, foi pedida a concessão para a construção de uma ligação ferroviária assente na estrada, ligando a gare de Loulé ao Apeadeiro de São Francisco, em Faro, passando pelas localidades de São Romão, São Brás de Alportel, Estoi e Conceição.[34] A tracção podia ser animal, a vapor ou eléctrica.[34] Por um alvará de 20 de Março de 1906, Joaquim Lopes do Rosário obteve a concessão para um caminho de ferro do tipo americano, apenas da vila de Loulé até Faro, devendo a via férrea utilizar o leito das estradas n.º 196, de Loulé a São Brás de Alportel, e n.º 17, daquele ponto até Faro.[33] Este caminho de ferro seria utilizado para o transporte de passageiros e mercadorias.[33] Em 28 de Março desse ano, o concessionário fez uma proposta à câmara para prolongar a linha até à gare de Loulé, atravessando a vila e seguindo pela estrada municipal n.º 65.[33] A câmara aceitou este requerimento na sessão de 4 de Abril, mas conservou o direito de estabelecer em que condições faria a concessão definitiva, quando lhe fosse apresentado o projecto e o respectivo alvará do governo.[33] Em 25 de Abril, Joaquim Lopes do Rosário pediu à câmara para tornar a licença definitiva, uma vez que já tinha saído no Diário do Governo o alvará de 20 de Março, o que lhe foi concedido, com as seguintes condições: todas as obras necessárias para a linha deviam ser aprovadas pela câmara, incluindo os desvios no leito das estradas; a estrada municipal n.º 65 deveria ser alargada, de forma a ficasse pelo menos um espaço livre de 3,5 m para o trânsito ordinário e intervalo de 0,8 m entre a parte mais saliente dos veículos da via férrea e os edifícios, muros, vedações, ou a aresta superior da berma da estrada quando não houvesse construções; o concessionário deveria colocar postes de sinalização dentro da vila, onde fosse necessária sinalização para a circulação dos comboios; não poderia haver restrições ao uso público das estradas ou das serventias públicas ou privadas, que seriam mantidas ou substituídas à custa do concessionário; as obras de construção seriam fiscalizadas pela autarquia; e o concessionário teria de indemnizar os prejuízos resultantes da construção ou exploração da via férrea.[35]

Entre 1913 e 1914, as autarquias de Loulé e São Brás de Alportel pediram ao governo a construção do ramal da gare de Loulé a São Brás de Alportel, totalizando cerca de 23 km.[32] O projecto foi aprovado pelo parlamento em 1913,[36] e autorizado pela lei n.º 262 de 23 de Julho de 1914.[20] Ainda se iniciaram os estudos para a linha nesse ano, embora os planos tenham sido suspensos devido ao início da Primeira Guerra Mundial.[36]

 
Armazém de mercadorias da estação, em funcionamento em 2017.

Em 1 de Maio de 1921, o jornal O Século reproduziu um comunicado da Confederação Geral do Trabalho sobre a realização de um comício em São Brás de Alportel, para discutir a falta de trabalho e pedir a construção da linha de São Brás de Alportel.[36] Em 15 de Março de 1923, o correspondente do Diário de Notícias em São Brás de Alportel informou que a autarquia, em conjunto com a de Loulé, tinha reiniciado os seus esforços para a construção da linha, e que o governo tinha reservado, no ano anterior, a quantia de 200 contos para financiar as obras.[36] No Jornal de Notícias de 17 de Março desse ano, relatou-se que o senador Rêgo Chagas e que o deputado Estêvão Águas tinham estado com o Ministro do Comércio, acerca do estudo e a construção do ramal, e em 22 de Março noticiou que a autarquia de Loulé tinha formado uma comissão para irem a Lisboa pedir ao governo para iniciar as obras.[36] Em 28 de Março, foi mostrado no jornal o teor do comunicado ao Ministro do Comércio e Comunicações, e a edição de 6 de Abril noticiou que o deputado João de Sousa Uva e os senadores Rêgo Chagas e Mendes dos Reis tinham escrito ao presidente da câmara de São Brás, a prometer que estavam a trabalhar neste assunto, e que o ministro do Comércio estava interessado no início das obras.[36] Quinze dias depois, o jornal relatou que o ministro Mendes dos Reis tinha criticado o governo pelo mau estado dos transportes no Algarve, tanto nas estradas como nos caminhos de ferro, no transporte de passageiros e de mercadorias.[36] Salientou-se a falta de vagões, que provocou uma carência de carvão, lenha, farinhas e matéria prima na região, levando à paralisão das fábricas, e que atrasou o transporte de cortiça, que poderia demorar até seis meses.[36] Cerca de quatro meses depois, o jornal apresentou um comunicado da autarquia de Loulé, onde se previa que em breve iria ser autorizada a construção da linha férrea, desta vez utilizando comboios eléctricos.[36]

 
 
Mapa do projecto cancelado para o desvio de Loulé (1926); Loulé-Gare marcado.

Alteração ao traçado da Linha do Sul

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Em 1926, quando estava a decorrer a substituição dos carris e travessas nas linhas do Sul e Sueste, a Câmara Municipal de Loulé aproveitou para requisitar, em substituição do ramal pedido em 1914, que o traçado da Linha do Sul fosse alterado, de forma a que a via férrea passasse mais perto da vila.[20][32] A ideia não era original; já em 1908, o presidente da Câmara, José da Costa Mealha, tinha feito uma nova proposta, aprovada por unanimidade pela autarquia, para pedir ao governo a alteração do traçado da via férrea entre Boliqueime e Almancil, de forma a aproximá-la de Loulé.[33] Desta forma, não só se melhorariam os acessos à vila, como se aliviaria a crise que o concelho então atravessava.[33]

Assim, iniciaram-se os estudos, embora este pedido tenha encontrado uma forte oposição em São Brás de Alportel, que continuava com esperanças de ver construído o ramal.[32] O jornalista José Fernando de Sousa também criticou esta alteração, alegando que seria muito difícil e dispendiosa de construir devido ao relevo e à altitude da vila em relação à estação existente, piorando as condições de circulação naquele troço e prolongando as viagens dos comboios.[20] Além disso, iria reduzir o acesso das populações costeiras desta zona ao transporte ferroviário.[20] No entanto, os estudos confirmaram que a alteração era possível de fazer e não teria grandes custos, mas a ideia foi afastada pelo governo, que em vez disso propôs a construção de uma linha até ao Baixo Alentejo.[32] Este projecto, denominado de Linha de Almodôvar, foi classificado pelo Plano Geral da Rede Ferroviária, promulgado pelo Decreto n.º 18:190, de 28 de Março de 1930, com um traçado do Carregueiro, na Linha do Sul, ao Apeadeiro de Vale Formoso, passando por Castro Verde, Almodôvar, Querença e Loulé.[37] Posteriormente, este projecto também foi afastado devido à presença, nessa região, de boas estradas asfaltadas e de uma rede de camionagem já organizada.[32]

Transportes rodoviários

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As dificuldades de acesso levaram ao desenvolvimento dos transportes rodoviários no concelho, uma vez que eram necessários para vencer a distância entre a vila e a estação, tendo algumas das empresas assumido igualmente a função de promotoras, tornando-se responsáveis pela venda dos bilhetes de comboio.[38] Por exemplo, a empresa de transportes de Pablo Garcia Delgado transportava passageiros e vários tipos de mercadorias entre São Brás de Alportel e a gare de Loulé, e vendia senhas para excursões de comboios.[38] Em 1931, a empresa Louletana Lda. contratou, com a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, o estabelecimento de um serviço de camionagem combinado de mercadorias entre a estação e a localidade de Loulé;[39] posteriormente, a empresa Auto-Algarve, Lda., que sucedeu à Louletana, criou um serviço de passageiros no mesmo percurso.[40]

Movimento[20][32]
Anopass.merc.
191840 9218 161
191944 4463 133
193617 0866 982
193717 7977 558
193817 1859 373

No entanto, os problemas de comunicações acabaram por reduzir a competitividade dos comboios em relação aos transportes rodoviários noutros percursos,[28] especialmente a partir da década de 1930.[32] Na gare de Loulé, sentiu-se mais o impacto no movimento de passageiros, que passou de quase 45 mil em 1919 para pouco mais de 17 mil em 1936.[32] O valor voltou a aumentar para 17 797 no ano seguinte, mas voltou a cair para perto dos 17 mil em 1938.[32] Embora o número de passageiros em viagens regulares tenha decaído na década de 1930, devido igualmente ao facto dos bilhetes de comboio serem geralmente superiores aos de autocarro, continuou estável a procura a preços especiais, como os descontos aos fins de semana, épocas balnear e das amendoeiras em flor, bilhetes de grupo, etc..[32] Em termos de mercadorias, verificou-se um acréscimo no movimento ao longo dos anos 30, provocado principalmente pela criação de um despacho central em Loulé, nos princípios da década, que facilitou o transporte de carga entre a vila e a estação.[32]

 
Vista da estação, em Abril de 2010.

Século XXI

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Em 2003, a estação foi alvo de uma intervenção, por parte da Rede Ferroviária Nacional.[12]

Em Abril de 2004, os utentes desta estação e os moradores da zona protestaram contra a falta de segurança de uma passagem de nível nas proximidades da estação.[41]

Em Agosto de 2005, vários passageiros ficaram apeados na gare após a composição do serviço Intercidades em que deviam seguir viagem, com destino à Gare do Oriente, partiu sem os acolher; no mesmo dia, uma outra composição, de serviço Regional, iniciou a marcha quando uma passageira ainda se encontrava a retirar a sua bagagem, o que resultou em ferimentos ligeiros.[41] Ainda nesse ano, o piso das gares estava irregular devido à falta de algumas lajes, o que provocou pelo menos um acidente.[41] No mesmo ano, o deputado José Soeiro do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português apresentou um requerimento na Assembleia da República para a construção de uma passagem subterrânea na gare de Loulé.[42]

Em Novembro de 2009, alguns militares da Guarda Nacional Republicana salvaram uma mulher, que se tinha lançado para uma via nesta estação, imediatamente antes da passagem de uma composição, com o propósito aparente de se suicidar.[43]

 
Vista geral da estação, em 2017.

Em 2004, esta interface possuía a tipologia "D" da Rede Ferroviária Nacional,[44] em 2021 esta classificação havia sido subida para "C".[45] Em 2009, a estação de Loulé era servida por três vias de circulação, apresentando a primeira 510 m de cumprimento, a segunda 380 m, e a terceira 402 m; as duas plataformas tinham 210 e 300 m de comprimento, tendo cada uma 90 cm de altura.[46] Em Janeiro de 2011, as três linhas já tinham sido alteradas, contando com 515, 297 e 317 m de comprimento; as plataformas também sofreram modificações, passando a deter 167 e 218 m de extensão, e 55 e 70 cm de altura[47] — valores mais tarde[quando?] alterados para os atuais.[2]

Ver também

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Referências

  1. a b c (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. a b c d Diretório da Rede 2024. I.P.: 2022.12.09
  3. a b OLIVEIRA, 1986:26
  4. a b MENDES, 2010:18
  5. OpenStreetMaps / GraphHopper. «Cálculo de distância pedonal (37,1045; −8,0577 → 37,0687;−8,1073)». Consultado em 18 de maio de 2023 : 6110 m: desnível acumulado de +159−44 m
  6. OpenStreetMaps / GraphHopper. «Cálculo de distância pedonal (37,1045; −8,0577 → 37,0687;−8,1073)». Consultado em 18 de maio de 2023 : 7330 m: desnível acumulado de +44−88 m
  7. lcglobal.pt : Loulé (consultado em 2022.04.25)
  8. lcglobal.pt : Almancil (consultado em 2022.04.25)
  9. lcglobal.pt : Quarteira e Vilamoura (consultado em 2022.04.25)
  10. Paragens EVA n.os 3488 e 3490
  11. OpenStreetMaps / GraphHopper. «Cálculo de distância pedonal (37,10298; −8,05716 → 37,10453;−8,05767)». Consultado em 18 de maio de 2023 : 920 m: desnível acumulado de +3−4 m
  12. a b «Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2004». Rede Ferroviária Nacional. 2004. 93 páginas 
  13. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  14. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  15. Horário dos Comboios : Vila Real de S. António ⇄ Lagos («horário em vigor desde 2022.12.11»). Esta informação refere-se aos dias úteis.
  16. Horário Comboios AP e IC Porto/Lisboa ⇄ Faro / Lagos / V. R. S.to António («horário em vigor desde 2022.12.11»).
  17. Horário Comboios AP e IC Lisboa ⇄ Braga - Viana do Castelo - Valença - Porto / Faro («horário em vigor desde 2022.12.11»).
  18. «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha. Ano 1 (1). 15 de Março de 1888. p. 2-4. Consultado em 24 de Outubro de 2011 
  19. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1683). p. 75-78. Consultado em 22 de Dezembro de 2016 
  20. a b c d e f SOUSA, José Fernando de (16 de Outubro de 1926). «Duas Pretenções Singulares» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (932). p. 305-207. Consultado em 24 de Outubro de 2011 
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  43. PALMA, Ana (23 de Novembro de 2009). «GNR de Loulé salva mulher do comboio». Correio da Manhã. Consultado em 22 de Dezembro de 2016 
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  45. Diretório da Rede 2021. I.P.: 2019.12
  46. «Directório da Rede 2010». Rede Ferroviária Nacional. 22 de Janeiro de 2009. 89 páginas 
  47. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 

Bibliografia

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  • CAVACO, Carminda (1976). O Algarve Oriental: As Vilas, O Campo e o Mar. I. Faro: Gabinete de Planeamento da Região do Algarve. 492 páginas 
  • GUERREIRO, Aníbal (1983). História da Camionagem Algarvia (de passageiros) 1925-1975 (da origem à nacionalização). Vila Real de Santo António: Edição do autor. 233 páginas 
  • LOURO, Estanco (1986) [1928]. O Livro de Alportel: Monografia de uma Freguesia Rural - Concelho. São Brás de Alportel: Câmara Municipal de São Brás de Alportel. 478 páginas 
  • MARTINS, Isilda (2001). Loulé no Século XX: Da Decadência da Monarquia à Implantação da República. Volume 1 de 5. Lisboa: Edições Colibri e Câmara Municipal de Loulé. 304 páginas. ISBN 972-772-272-5 
  • MENDES, António (2010). Faro: Roteiros Republicanos. Col: Colecção Roteiros Republicanos. Matosinhos: Quidnovi - Edição e Conteúdos, S. A. e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. 95 páginas. ISBN 978-989-554-726-5 
  • NORTE, Cristóvão (2005). Almancil: Monografia e Memórias. Almancil: Associação Empresarial de Almancil. 164 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • RODRIGUES, Joaquim (2005). A Indústria de Curtumes e do Calçado de Loulé (1850-1945). Loulé: Câmara Municipal de Loulé. 287 páginas 
  • OLIVEIRA, Ataíde (1986) [1905]. Monografia do Concelho de Loulé. Faro: Algarve em Foco Editora. 356 páginas 
 
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Ligações externas

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