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Estação Ferroviária de Lousado

estação ferroviária em Portugal
Lousado IPcomboio2.jpg
Comboio Presidencial a entrar em Lousado, em 2014.
Linha(s) Linha do Minho (PK 25,520)
Linha de Guimarães (PK 25,307)
Coordenadas 41° 21′ 03,26″ N, 8° 31′ 35,85″ O
Concelho Vila Nova de Famalicão
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR yellow.svgUBSicon LSTR orange.svgR
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras
Telefones públicos Sala de espera
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento Lavabos adaptados Lavabos
NYCS-bull-trans-Z-Std.svgTRF1


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgEsmeriz (Sentido Valença)
BSicon eABZg+l grey.svgBSicon exCONTfq grey.svgSt. Tirso (Sentido Guimarães)
BSicon BHF grey.svgLousado
BSicon BHF grey.svgTrofa (Sentido Porto)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Lousado, originalmente denominada de Louzado, é uma interface da Linha do Minho, que funciona como bifurcação com a Linha de Guimarães, e que serve a Freguesia de Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão, em Portugal.

Índice

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Situa-se na localidade de Lousado, em frente ao Largo da Estação.[1] Junto à estação, encontra-se o Museu Ferroviário de Lousado.

Descrição físicaEditar

Segundo o Directório da Rede 2011, publicado pela Rede Ferroviária Nacional em 25 de Março de 2010, a estação do Lousado possuía quatro vias de circulação, com comprimentos entre os 222 e 1153 m; todas as quatro plataformas tinham 70 cm de altura, apresentando duas 220 m de extensão, e as restantes 150 m.[2]

 
Mapa da rede ferroviária em 1895, onde esta estação surge com o nome primitivo, Louzado.

HistóriaEditar

InauguraçãoEditar

Esta interface situa-se no troço da Linha do Minho entre Porto e Nine, que foi inaugurado em 21 de Maio de 1875, em conjunto com o Ramal de Braga.[3]

Ligação à Linha de GuimarãesEditar

Em 31 de Dezembro de 1883, a Companhia do Caminho de Ferro de Guimarães abriu à exploração o primeiro troço da Linha de Guimarães, da Trofa a Vizela.[4]

Em 16 de Abril de 1901, foi noticiado que a Companhia do Caminho de Ferro do Porto à Póvoa e Famalicão pediu a concessão de uma linha de Lousado até Mindelo, que serviria para ligar a Linha da Póvoa à de Guimarães.[5] Em 1 de Julho de 1901, foi noticiado que este projecto tinha sido recusado, uma vez que iria prejudicar a Linha do Minho, que perderia o tráfego entre Guimarães e o Porto.[6]

Transição para a Companhia do NorteEditar

Na altura da sua inauguração, a Linha de Guimarães utilizava bitola métrica, e aproveitava a plataforma de via da Linha do Minho entre Lousado e Trofa, no sistema de via algaliada.[7] Esta situação, que era suposto ser apenas provisória, acabou por se tornar definitiva, tendo o troço em comum gerado grandes problemas de tráfego para ambas as linhas.[8] Assim, quando na Década de 1920 se iniciaram as preparações para a fusão entre as Companhias de Guimarães e da Póvoa, o estado impôs a construção de uma via independente para a Linha de Guimarães entre as duas estações, incluindo uma ponte nova sobre o Rio Ave.[8]

Em 14 de Janeiro de 1927, a Companhia de Guimarães fundiu-se com a Companhia do Caminho de Ferro do Porto à Póvoa e Famalicão, formando a Companhia dos Caminhos de Ferro do Norte de Portugal[4], sem ter sido ainda construído o novo troço da Trofa ao Lousado, motivo pelo qual o estado continuou a insistir neste ponto.[9]

 
Mapa do projecto da Linha do Ave, mostrando igualmente um projecto de Famalicão a Santo Tirso, de forma a ligar directamente a Linha da Póvoa à Linha de Guimarães, sem passar por Lousado.

Décadas de 1940 e 1950Editar

A Companhia do Norte foi integrada na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que começou a explorar as antigas linhas daquela empresa no dia 1 de Janeiro de 1947.[10]

Um diploma do Ministério das Comunicações, publicado no Diário do Governo n.º 115, II Série, de 19 de Maio de 1948, aprovou o projecto da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para ampliar a estação de Lousado e construir uma concordância para ligar directamente a Linha de Guimarães à Linha de Famalicão, embora este projecto deveria ser completado com um estudo sobre os dispositivos de segurança a utilizar e obras necessárias numa passagem de nível já existente.[11]

Um despacho de 9 de Dezembro de 1948, publicado no Diário do Governo n.º 297, II Série, de 23 de Dezembro, aprovou os projectos da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para aditamentos ao indicador geral do serviço que prestam as estações e apeadeiros e aos quadros de distâncias quilométricas de aplicação nas linhas do Minho e Douro, de forma a que o apeadeiro de Lousado na Linha do Minho e a estação de Lousado na Linha de Guimarães passassem a ser uma só estação, com o mesmo nome, sendo estabelecidas distâncias próprias para a nova estação.[12]

Em 1949, foi algaliada a linha entre Famalicão e Lousado.[13] Esta obra permitiu que fossem feitos comboios directos da Póvoa de Varzim a Guimarães e Fafe.[14]

Em 1954, a estação de Lousado ganhou uma menção honrosa simples no XIII Concurso das Estações Floridas.[15]

Década de 1980Editar

Na primeira metade da Década de 1980, foi criado o núcleo museológico de Lousado, instalado nas antigas cocheiras da estação, no âmbito de um programa da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para preservar o seu património histórico.[16]

Remodelação da Linha de GuimarãesEditar

Em 1986, foi formado o Gabinete do Nó Ferroviário do Porto, que tinha como objectivo desenvolver as ligações ferroviárias à cidade do Porto e aos seus arredores.[17] Neste sentido, programou-se a duplicação e electrificação da via, remodelação de estações e apeadeiros e modernização da sinalização e telecomunicações nos troços de Ermesinde a Braga e de Lousado a Guimarães, sendo este último adaptado a via larga.[17] Em Janeiro de 1996 foi terminado o estudo prévio para a remodelação entre Lousado e Nine, e nesse ano já estavam em fase de conclusão os projectos de remodelação de Lousado a Santo Tirso e São Romão, esperando-se que as respectivas obras se iniciassem no último trimestre de 1996.[17] O objectivo destas obras era melhorar as condições de serviço dos comboios, possibilitando a criação de vários serviços suburbanos de passageiros, incluindo um semi-rápido cadenciado de São Bento a Braga, que passaria por Lousado.[18]

Em 19 de Janeiro de 2004, a Linha de Guimarães foi reaberta após a modernização.[19][20]

Ver tambémEditar

CP Urbanos do Porto

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Marco de Canaveses  Guimarães


 
         
 Marco de Canaveses (d)
 
         
 Livração (d)
(g) Guimarães 
         
 Recesinhos (d)
(g) Covas 
         
 Vila Meã (d)
(g) Nespereira 
         
 Oliveira (d)
(g) Vizela 
         
 Caíde (d)
(b) Braga 
         
 Pereirinhas (g)
(b) Ferreiros 
         
 Meinedo (d)
(b) Mazagão 
         
 Cuca (g)
(b) Aveleda 
         
 Bustelo (d)
(b) Tadim 
         
 Lordelo (g)
(b) Ruilhe 
         
 Penafiel (d)
(b) Arentim 
         
 Giesteira (g)
(b) Couto de Cambeses 
         
 Paredes (d)
(m)(b) Nine 
         
 Vila das Aves (g)
(m) Louro 
         
 Oleiros (d)
(m) Mouquim 
         
 Caniços (g)
(m) Famalicão 
         
 Irivo (d)
(m) Barrimau 
         
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
         
 Cête (d)
(m)(g) Lousado 
         
 Parada (d)
(m) Trofa 
         
 Recarei-Sobreira (d)
(m) Portela 
         
 Trancoso (d)
(m) São Romão 
         
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
         
 S. Martinho do Campo (d)
(m) Leandro 
         
 Valongo (d)
(m) Travagem 
         
 Suzão (d)
(m)(d) Ermesinde 
         
 Cabeda (d)
(m) Ág. Santas / Palm.ª 
         
 
(m) Rio Tinto 
         
 
(m) Contumil 
         
 General Torres (n)
(n)(m) Porto (Campanhã) 
         
 Vila Nova de Gaia (n)
(m) Porto (São Bento) 
         
 Coimbrões (n)
(n) Aveiro 
         
 Madalena (n)
(n) Cacia 
         
 Valadares (n)
(n) Canelas 
         
 Francelos (n)
(n) Salreu 
         
 Miramar (n)
(n) Estarreja 
         
 Aguda (n)
(n) Avanca 
         
 Granja (n)
(n) Válega 
         
 Espinho (n)
(n) Ovar 
         
 Silvalde (n)
(n) Carvalheira-Maceda 
         
 Paramos (n)
(n) Cortegaça 
             
 Esmoriz (n)

Linhas: d Linha do Dourog Linha de Guimarães
b Ramal de Bragam Linha do Minhon Linha do Norte
Fonte: Página oficial, 2010.04

Referências

  1. «Lousado». Comboios de Portugal. Consultado em 21 de Novembro de 2014 
  2. «Directório da Rede 2011». Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 67-68 
  3. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 5 de Agosto de 2013 
  4. a b TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). pp. 133–140. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  5. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 64 (1520). 16 de Abril de 1951. p. 76. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  6. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 64 (1525). 1 de Julho de 1951. p. 160-168. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  7. SOUSA, José Fernando de (16 de Fevereiro de 1937). «Um caso lamentável: A Ponte do Ave na Linha do Minho» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1180). p. 99. Consultado em 5 de Novembro de 2013 
  8. a b SOUSA, José Fernando de (16 de Fevereiro de 1937). «Um caso lamentável: A Ponte do Ave na Linha do Minho» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1180). p. 99-100. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  9. SOUSA, José Fernando de (1 de Abril de 1935). «Interêsse Regional e Nacional: A Transversal de Trás-os-Montes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1135). p. 150-151. Consultado em 11 de Dezembro de 2016 
  10. REIS et al, 2006:62-63
  11. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1452). 16 de Junho de 1948. p. 354-356. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  12. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 61 (1470). 16 de Março de 1949. p. 224-227. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  13. REIS et al, 2006:102
  14. MAIO, José da Guerra (16 de Abril de 1949). «Porto-Póvoa-Famalicão-Guimarães-Fafe» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1472). p. 267-268. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  15. «XIII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1608). 16 de Dezembro de 1954. p. 365. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  16. MARTINS et al, 1996:47
  17. a b c MARTINS et al, 1996:224-226
  18. MARTINS et al, 1996:227
  19. «Nova linha ferroviária de Guimarães inaugurada amanhã». Público. 18 de Janeiro de 2004. Consultado em 17 de Dezembro de 2016 
  20. REIS et al, 2006:237

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
 
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Ligações externasEditar