Estação Ferroviária de Moscavide

estação ferroviária em Portugal
Moscavide
BSicon BAHN.svg
Estação de Moscavide, em 2019.
Identificação[1] 31047 MOE (Moscavide)
Denominação Apeadeiro de Moscavide
Classificação A (apeadeiro)
Coordenadas
38° 46′ 39,66″ N, 9° 05′ 58,3″ O
Concelho
Linha(s) Linha do Norte (PK 7,644)
Coroa L (navegante rede)
Serviços
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Oriente
Sintra
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Sacavém
Alverca
Oriente
Alcântara-Terra
  CP Lisboa
Linha da Azambuja
  Sacavém
Cast. Ribatejo
    Sacavém
Azambuja
Oriente
Santa Apolónia
   
Equipamentos Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes
Elevadores
Parque de estacionamento Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Ticket vending icon.svg coroa L
NYCS-bull-trans-N.svgNavegante
Inauguração
  • original: 1913 (há 106 anos)
  • modernização: 17 de Dezembro de 2003 (há 16 anos)
Website
Estação de Moscavide, vista de sul.
Disambig grey.svg Nota: Para a estação de metropolitano com o mesmo nome, veja Estação Moscavide.

A Estação Ferroviária de Moscavide é uma estação da Linha do Norte, situada na freguesia de Moscavide, no concelho de Loures, em Portugal. É servida exclusivamente por serviços urbanos de passageiros USGL, nomeadamente as denominadas “linhas” de Sintra e da Azambuja.

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

A estação situa-se junto à Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Moscavide[2] e junto à Rua de Moscavide, Parque das Nações, em Lisboa.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Norte

Esta interface faz parte do lanço da Linha do Norte entre Lisboa-Santa Apolónia e o Carregado, que foi inaugurado no dia 28 de Outubro de 1856 pela Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal, posteriormente substituida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[3] Apesar da linha férrea passar à direita da povoação de Moscavide, não a servia directamente.[4]

Um diploma de 9 de Janeiro de 1913 do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, aprovou um projecto de aviso ao público da C. P. relativo à abertura de vários novos apeadeiros, incluindo o de Moscavide, situado ao PK 7,650 da “Linha do Leste[5] (= Linha do Norte).

 
Apeadeiro de Moscavide, já com abrigo nos anos 1950.

Em 1935, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses construiu várias plataformas no apeadeiro de Moscavide.[6]

Em 1940, uma das principais aspirações da população de Moscavide era a instalação de uma marquise no apeadeiro.[7] Também em 1940 teve lugar a Exposição do Mundo Português, tendo a C. P. criado vários comboios especiais desde Sacavém até Belém, que paravam em Moscavide.[8]

Um despacho da Direcção Geral de Caminhos de Ferro, publicado no Diário do Governo n.º 82, II Série, de 9 de Abril de 1948, aprovou um projecto da C. P. para aditamento ao indicador geral do serviço que prestavam as gares ferroviárias, no sentido de estabelecer a venda permanente de bilhetes no apeadeiro de Moscavide, então situado ao PK 7,614 da “Linha do Leste”.[9] (= Linha do Norte).

A nova estação de Moscavide entrou ao serviço em 17 de Dezembro de 2003[10], agora situada no PK 7,644.[carece de fontes?]

Em 2012, com a criação da freguesia do Parque das Nações, passou a fronteira municipal entre Lisboa, a poente, e Loures, a nascente, a ser constituída pelo eixo da via férrea, ficando a estação virtualmente partilhada pelos dois concelhos, com repercussões também tarifárias.[11]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56 º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. «Moscavide». Comboios de Portugal. Consultado em 20 de Setembro de 2017 
  3. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 4 de Março de 2018 
  4. PROENÇA e DIONÍSIO, 1924:590
  5. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1155). 1 de Fevereiro de 1936. p. 99-100. Consultado em 4 de Março de 2018 
  6. «Os nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1154). 16 de Janeiro de 1936. p. 52-55. Consultado em 4 de Março de 2018 
  7. «Moscavide: Os seus melhoramentos e as suas aspirações» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1252). 16 de Fevereiro de 1940. p. 129. Consultado em 4 de Março de 2018 
  8. «Horário dos combóios especiais para a Exposição» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 623. Consultado em 4 de Março de 2018 
  9. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1448). 16 de Abril de 1948. p. 288. Consultado em 4 de Março de 2018 
  10. «Cronologia». Rede Ferroviária Nacional. Consultado em 3 de Fevereiro de 2014. Arquivado do original em 6 de Setembro de 2010 
  11. Comboios Urbanos de Lisboa Lisboa: C.P., 2020.01
 
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BibliografiaEditar

  • PROENÇA, Raúl; DIONÍSIO, Santana (1991) [1924]. Guia de Portugal: Generalidades, Lisboa e arredores. Col: Guia de Portugal. Volume 1 de 5 3.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 696 páginas. ISBN 972-31-0544-6 

Ligações ferroviáriasEditar

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