Estação Ferroviária de Ovar

estação ferroviária em Portugal
Ovar IPcomboio2.jpg
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Estação de Ovar, em 2012
Coordenadas 40° 51′ 50,52″ N, 8° 37′ 00,06″ O
Concelho bandeiraOVR
Linha(s) Linha do Norte (PK 300,776)
Serviços Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR green.svgICBSicon LSTR yellow.svgU
Equipamentos Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes
Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente Sala de espera Telefones públicos
Lavabos adaptados Lavabos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento
Inauguração 8 de Julho de 1863
Website


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgCarvalheira - Maceda (Std. Porto)
BSicon BHF grey.svgOvar
BSicon BHF grey.svgVálega (Sentido Lisboa)
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A Estação Ferroviária de Ovar é uma interface da Linha do Norte, que serve o concelho de Ovar, no Distrito de Aveiro, em Portugal.

Comboio na estação de Ovar, em 2008.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

A estação está situada junto ao Largo Serpa Pinto, na cidade de Ovar.[1]

Descrição física e serviçosEditar

Segundo o Directório da Rede 2012, publicado pela Rede Ferroviária Nacional em 6 de Janeiro de 2011, a estação ferroviária de Ovar possuía três vias de circulação, com 880, 610 e 310 m de comprimento; as plataformas apresentavam 332 e 286 m de extensão e 70 cm de altura.[2]

A estação de Ovar é utilizada por serviços Intercidades, Regionais, InterRegionais e Urbanos da operadora Comboios de Portugal.[1]

 
Estação de Ovar, nos primeiros tempos.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Norte

Século XIXEditar

A Estação encontra-se no troço entre Vila Nova de Gaia e Estarreja da Linha do Norte, que foi inaugurado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 8 de Julho de 1863.[3] A estação foi uma das abrangidas pelos serviços mistos que foram criados após a inauguração do troço entre Estarreja e Taveiro, em 10 de Abril de 1864.[4]

Em 1888, a estação de Ovar estava ligada à Praia do Furadouro por um serviço de diligências, cuja viagem durava cerca de uma hora.[5]

O jornal Povo de Ovar de 19 de Abril de 1891 relatou que quando o Regimento de Caçadores 5 passou por Ovar, no regresso do Porto, foi festivamente recebido na estação por um grupo de simpatizantes de republicanos e pela população.[6] Um dos fundadores do Partido Republicano de Ovar foi António Gaioso de Penha Garcia, subdirector das oficinas dos Caminhos de Ferro; com efeito, em Ovar, os únicos proletários do partido eram os funcionários das oficinas.[7]

 
Comboio de mercadorias a passar pela Estação de Ovar, em 2008.

Século XXEditar

Em 1903, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses ordenou que fossem instalados, nesta estação, novos semáforos, do sistema Nunes Barbosa.[8]

Em 6 de Outubro de 1910, realizou-se um cortejo em Ovar, para celebrar a Implantação da República; o cortejo saiu da estação de Ovar, para homenagear os operários republicanos das oficinas.[9] Estes operários estiveram sempre intimamente ligados a todas as acções de dinamização do Partido Republicano de Ovar, tendo constituído uma das influências mais dinâmicas e eficazes junto das massas populares.[10] Durante as incursões da Monarquia do Norte, os ferroviários de Ovar fizeram, em 21 e 22 de Janeiro de 1919, o levantamento e abatimento de pontões, para retardar o avanço das tropas monárquicas.[10] Também participaram directamente nos combates, devendo-se a António Gaioso de Penha Garcia, e a cerca de 400 operários das oficinas de Ovar, o facto dos revoltosos não terem avançado muito além do Rio Vouga; com efeito, a sua resistência deu tempo a que o povo, exército e marinha republicanos se concentrassem e se entrincheirassem nos arredores da cidade de Aveiro, considerando-se a actuação dos ferroviários de Ovar como o principal ponto de viragem no conflito.[10]

Em 1933, as oficinas da estação foram ampliadas pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[11] Em 1934, foi ampliada a oficina de obras metálicas[12][13], tendo as modificações continuado no ano seguinte.[14] Estas obras inseriram-se num programa de desenvolvimento do complexo oficinal de Ovar, levado a cabo nos anos 30, e que tinha como objectivo melhorar a economia nos processos que aí se realizavam; este projecto contemplou, igualmente, a construção de duas oficinas, uma para elementos metálicos como porcas, parafusos e rebites, e outra para instalações eléctricas.[12]

Movimento de mercadoriasEditar

Esta estação recebeu cal de Oliveira do Bairro.[15]

Referências literáriasEditar

O romance A Capital, de Eça de Queirós, começa na estação de Ovar:

Ver tambémEditar

CP Urbanos do Porto

(Serv. ferr. suburb. de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Marco de Canaveses  Guimarães


(b) Ferreiros 
 
 
   
 Braga (b)
(b) Mazagão 
     
 Guimarães (g)
(b) Aveleda 
     
 Covas (g)
(b) Tadim 
     
 Nespereira (g)
(b) Ruilhe 
     
 Vizela
(b) Arentim 
     
 Pereirinhas (g)
(b) Cou.Cambeses 
     
 Cuca (g)
(m)(b) Nine 
     
 Lordelo (g)
(m) Louro 
     
 Giesteira (g)
(m) Mouquim 
     
 Vila das Aves (g)
(m) Famalicão 
     
 Caniços (g)
(m) Barrimau 
     
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
 
 
 
   
 Cabeda (d)
(m)(g) Lousado 
           
 Suzão (d)
(m) Trofa 
           
 Valongo (d)
(m) Portela 
           
 S. Mart. Campo (d)
(m) São Romão 
           
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
           
 Trancoso (d)
(m) Leandro 
           
 Rec.-Sobreira (d)
(m) Travagem 
           
 Parada (d)
(m)(d) Ermesinde 
           
 Cête (d)
(m) Palmilheira 
 
 
 
     
 Irivo (d)
(m) Águas Santas 
 
 
 
     
 Oleiros (d)
(m) Rio Tinto 
           
 Paredes (d)
(m) Contumil 
       
 
 
 Penafiel (d)
(n)(m) P.-Campanhã 
               
 
(m) P.-São Bento 
     
 
       
 
(n) General Torres 
     
 
 
 Bustelo (d)
(n) Gaia 
 
 
     
 Recesinhos (d)
(n) Coimbrões 
         
 Meinedo (d)
(n) Madalena 
         
 Caíde (d)
(n) Valadares 
         
 Oliveira (d)
(n) Francelos 
         
 Vila Meã (d)
(n) Miramar 
         
 Livração (d)
(n) Aguda 
         
 M.Canaveses (d)
(n) Granja 
         
 Aveiro (n)
(n) Espinho 
         
 Cacia (n)
(n) Silvalde 
         
 Canelas (n)
(n) Paramos 
         
 Salreu (n)
(n) Esmoriz 
         
 Estarreja (n)
(n) Cortegaça 
         
 Avanca (n)
(n) Carv.-Maceda 
         
 Válega (n)
(n) Ovar 
         
 

2011-2019 []

Linhas: d L.ª Dourog L.ª Guimarães
b L.ª Bragam L.ª Minhon L.ª Norte
Fonte: Página oficial, 2020.06

Referências

  1. a b «Estação de Ovar». Comboios de Portugal. Consultado em 24 de Novembro de 2014 
  2. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  3. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  4. «Escada Rolante: Há 104 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 81 (1931). 16 de Novembro de 1968. p. 152. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  5. «Guia annunciador do viajante luso-brasileiro: indicador official dos caminhos de ferro e da navegação». Biblioteca Nacional Digital. Ano 10 (37). Lisboa: Empreza do Guia Annunciador. 1888. p. 70. Consultado em 25 de Setembro de 2018 
  6. SARDO e BRANDÃO, 2010:90
  7. SARDO e BRANDÃO, 2010:91
  8. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (363). 1 de Fevereiro de 1903. p. 43-44. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  9. SARDO e BRANDÃO, 2010: 97
  10. a b c SARDO e BRANDÃO, 2010:99
  11. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  12. a b CORRÊA, António de Vasconcelos (16 de Fevereiro de 1939). «A vida da C. P. desde o convénio de 1894» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1228). p. 126-131. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  13. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  14. «Os Nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1154). 16 de Janeiro de 1936. p. 52-55. Consultado em 14 de Abril de 2014 
  15. MOTA, 2002:309

BibliografiaEditar

  • MOTA, Armor (2002). Oliveira do Bairro: Alma e Memória. Oliveira do Bairro: Câmara Municipal. 372 páginas 
  • QUEIRÓS, Eça de (1993) [1925]. A Capital. Col: Romances completos de Eça de Queirós. [S.l.]: Círculo de Leitores. 396 páginas. ISBN 972-42-0673-4 
  • SARDO, Flávio; BRANDÃO, António (2010). Aveiro: Roteiros Republicanos 1.ª ed. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, Lda., e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. 126 páginas. ISBN 978-989-554-719-7 

Ligações externasEditar

 
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