Estação Ferroviária de Queluz-Belas

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Queluz-Belas, originalmente denominada de Queluz-Bellas, e conhecida habitualmente apenas como de Queluz, é uma gare ferroviária da Linha de Sintra, que serve a cidade de Queluz e a vila de Belas, no concelho de Sintra, em Portugal. Está integrada na rede dos comboios urbanos de Lisboa.

Queluz-Belas
BSicon BAHN.svg
Estação de Queluz-Belas em 2020.
Identificação:[1] 60103 QUE (Queluz-Belas)
Denominação: Apeadeiro de Queluz-Belas
Classificação: A (apeadeiro)[2]
Coordenadas:
38° 45′ 31,32″ N, 9° 15′ 24,16″ O
Concelho: bandeiraSintra
Linha(s): Linha de Sintra (PK 12,054)
Coroa: 1
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Monte Abraão
M.S.-Meleças
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Amadora
Rossio
Monte Abraão
Sintra
   
    Amadora
Oriente
Alverca

Conexões:  24  24A  25  102 107 171 179
Serviço de táxis
Equipamentos: Parque de estacionamento Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Caixas Multibanco Lavabos
Inauguração:
Website:
Comboio USGL circulando em Queluz-Belas.
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com a Estação Ferroviária de Monte Abraão, antes denominada de Queluz-Massamá.

DescriçãoEditar

Aspecto das plataformas: vista para sul (esq.) e para norte (d.ta).

LocalizaçãoEditar

A estação tem acesso pelo Rua Doutor José Alberto Ferraz e Rotunda Almoxarife João Crisóstomo a norte da linha ferroviária e pela Rua Dona Maria I e Avenida António Enes, todas elas na localidade de Queluz.[3] Dispõe de dois átrios desnivelados à via férrea, um elevado e outro inferior, interligando assim os arruamentos circundantes neste local de pendor acentuado.[carece de fontes?]

Contígua à estação, na direcção de Sintra, situa-se uma ponte ferroviária que passa sobre a EN 117 e sobre o Rio Jamor, encanado neste curto segmento.[carece de fontes?]

HistóriaEditar

 
Edifício primitivo da estação, com a grafia original: "Queluz-Bellas".

InauguraçãoEditar

Encontra-se no troço da Linha de Sintra entre as Estações de Alcântara-Terra e Sintra, que entrou ao serviço em 2 de Abril de 1887.[4]

Ligações previstas a Idanha-Belas e à EriceiraEditar

Em finais de 1894, foi pedida a concessão para um caminho de ferro do tipo americano, com tracção a vapor, desde a estação de Queluz-Belas até à Ericeira, servindo Mafra[5], projecto que no ano seguinte já tinha sido autorizado.[6] Esta linha nunca chegou a ser construída.[carece de fontes?]

Em 1897, o prior de Belas, Monsenhor Serrano, apresentou um projecto para construir um caminho de ferro entre Queluz e Belas, no sistema de trenvias, embora tenha desistido da concessão em 1898.[7]

Ainda em 1898, o empresário Eurico Allen apresentou ao Conselho Superior de Obras Públicas e Minas um requerimento para construir uma ligação ferroviária, ligando esta estação a Idanha[8] (localidade da freguesia de Belas). No ano seguinte, pediu que a concessão desta linha, em via estreita, fosse prolongada até à Ericeira, servindo várias povoações pelo caminho.[9] Também esta linha nunca chegou a ser construída.[carece de fontes?]

 
Automotora da Linha do Oeste, passando sem parar em Queluz-Belas.

Século XXEditar

Em 1913, existia um serviço de diligências entre Belas e a estação de Queluz.[10]

Esta estação é a primeira das quatro referidas por Fernando Pessoa no seu poema “Anti-Gazetilha” (Sol 1926.11.13; mais tarde incluída como “O Comboio Descendente” em numerosas antologias e musicada nos anos 1980 por Zé Mário Branco), que descreve um sinuoso e improvável «comboio descendente» que segue de «Queluz à Cruz Quebrada», «da Cruz Quebrada a Palmela», e «de Palmela a Portimão».[11][12]

No concurso do ajardinamento das estações da Linha de Sintra, a estação de Queluz-Belas recebeu o quinto prémio em 1933,[13] o quarto prémio em 1934,[14] e o segundo prémio em 1936.[15]

Em 25 de Outubro de 1949, foi organizado um comboio especial de Queluz ao Luso, para transportar o General Franco numa visita a Portugal.[16]

Durante o projecto de modernização e electrificação da Linha de Sintra, em 1957,[17] foram instalados relés do tipo DRS e agulhas motorizadas em várias estações, incluindo Queluz.[18]

Século XXIEditar

 
Átrio superior da estação, em 2020.
CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Em Dezembro de 2002, foram concluídas as obras de remodelação da estação de Queluz-Belas, terminando desta forma a quadruplicação da Linha de Sintra até Queluz-Massamá.[19]

Mudanças de nome em 2005[20]
nome anterior nome novo
Queluz-Massamá Monte Abraão
Tercena-Barcarena Massamá-Barcarena

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Queluz-Belas». Comboios de Portugal. Consultado em 24 de Junho de 2016 
  4. TORRES, Carlos (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  5. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1226). 16 de Janeiro de 1939. p. 81-85. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  6. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1133). 1 de Março de 1935. p. 108. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  7. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 50 (1217). 1 de Setembro de 1938. p. 409. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  8. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 50 (1215). 1 de Agosto de 1938. p. 370. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  9. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1231). 1 de Abril de 1939. p. 198-199. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  10. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 23 de Fevereiro de 2018 
  11. Jerónimo Pizarro: “Sobre a primeira gazetilha de Álvaro de CamposPessoa Plural 1: 320-334. ISSN 2212-4179
  12. Alice Áurea Penteado Martha: “Fernando Pessoa e Cecília Meireles: o encontro entre poesia e criançaEspéculo : Revista de estudios literarios (Universidad Complutense de Madrid) 30
  13. CARREIRO, Jacinto (16 de Junho de 1933). «A Linha de Sintra e os seus jardins» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1091). p. 337-339. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  14. «O ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1116). 16 de Junho de 1934. p. 308-309. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  15. «Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1164). 16 de Junho de 1936. p. 338. Consultado em 17 de Setembro de 2014 
  16. «Figuras Ferroviárias: Engenheiro José de Sousa Nunes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1639). 1 de Abril de 1956. p. 179. Consultado em 20 de Dezembro de 2016 
  17. REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. p. 124. ISBN 989-619-078-X 
  18. MARTINS et al, 1996:158
  19. «Queluz-Belas - Linha de Sintra». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 15 de Julho de 2016 
  20. Fátima Campos; Nadir Fernandes: “Estações da CP da Linha de Sintra têm nomes desadequados : Existe em Monte Abraão uma estação da CP denominada Queluz-Massamá e em Massamá a estação tem o nome de Barcarena.Correio da Manhã (2004.08.27): Interpelação da Junta de Monte Abraão e resposta da Refer

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
 
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Ligações externasEditar