Estação Ferroviária de Recarei-Sobreira

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Recarei - Sobreira, conhecida originalmente como Recarei, é uma interface da Linha do Douro, que serve as localidades de Recarei e Sobreira, no concelho de Paredes, e Lagares, no concelho de Penafiel, em Portugal.

Recarei - Sobreira
Estação de Recarei-Sobreira, em 2021
Identificação:[1] 08177 REC (Rec-Sobreira)
Denominação: Estação Satélite de Recarei - Sobreira
Classificação: ES (estação satélite)[2]
Coordenadas:
41° 09′ 12,52″ N, 8° 23′ 56,22″ O
Concelho: bandeiraParedes
Linha(s): Linha do Douro (PK 25,332)
Coroa: Ticket vending icon.svgNYCS-bull-trans-Z-Std.svgPRD5
Serviços: Logo CP 2.svgBSicon LSTR yellow.svgUBSicon LSTR orange.svgR
Equipamentos: Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente Sala de espera Telefones públicos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento Lavabos adaptados Lavabos Bar ou cafetaria
Diagrama:
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgParada (Sentido Pocinho)
BSicon BHF grey.svgRecarei - Sobreira
BSicon HST grey.svgTrancoso (Sentido Ermesinde)
BSicon CONTf grey.svg
Website:
Três comboios circulando junto a Recarei-Sobreira em 2018: USGP, IR, e carga.
Disambig grey.svg Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Apeadeiro de Sobral.

DescriçãoEditar

Situa-se no Lugar da Estação, na localidade de Sobreira.[3]

Em 2010, a estação dispunha de duas vias de circulação, ambas com 399 m de comprimento; as plataformas tinham 226 m de comprimento, e uma altura de 70 cm.[4]

 
Horário dos comboios de Porto (Campanhã) a Caíde, em 1875, onde esta estação aparece com o nome original: Recarei.
CP Urbanos do Porto

(Serv. ferr. suburb. de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Marco de Canaveses  Guimarães


(b) Ferreiros 
 
 
   
 Braga (b)
(b) Mazagão 
     
 Guimarães (g)
(b) Aveleda 
     
 Covas (g)
(b) Tadim 
     
 Nespereira (g)
(b) Ruilhe 
     
 Vizela
(b) Arentim 
     
 Pereirinhas (g)
(b) Cou.Cambeses 
     
 Cuca (g)
(m)(b) Nine 
     
 Lordelo (g)
(m) Louro 
     
 Giesteira (g)
(m) Mouquim 
     
 Vila das Aves (g)
(m) Famalicão 
     
 Caniços (g)
(m) Barrimau 
     
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
 
 
 
   
 Cabeda (d)
(m)(g) Lousado   Suzão (d)
(m) Trofa   Valongo (d)
(m) Portela   S. Mart. Campo (d)
(m) São Romão   Terronhas (d)
(m) São Frutuoso   Trancoso (d)
(m) Leandro   Rec.-Sobreira (d)
(m) Travagem   Parada (d)
(m)(d) Ermesinde   Cête (d)
(m) Palmilheira 
 
 
 
     
 Irivo (d)
(m) Águas Santas 
 
 
 
     
 Oleiros (d)
(m) Rio Tinto   Paredes (d)
(m) Contumil 
       
 
 
 Penafiel (d)
(n)(m) P.-Campanhã   
(m) P.-São Bento 
     
 
       
 
(n) General Torres 
     
 
 
 Bustelo (d)
(n) Gaia 
 
 
     
 Meinedo (d)
(n) Coimbrões 
         
 Caíde (d)
(n) Madalena 
         
 Oliveira (d)
(n) Valadares 
         
 Vila Meã (d)
(n) Francelos 
         
 Livração (d)
(n) Miramar 
         
 Recesinhos (d)
(n) Aguda 
         
 M.Canaveses (d)
(n) Granja 
         
 Aveiro (n)
(n) Espinho 
         
 Cacia (n)
(n) Silvalde 
         
 Canelas (n)
(n) Paramos 
         
 Salreu (n)
(n) Esmoriz 
         
 Estarreja (n)
(n) Cortegaça 
         
 Avanca (n)
(n) Carv.-Maceda 
         
 Válega (n)
(n) Ovar 
         
 

HistóriaEditar

A Estação insere-se no troço entre Ermesinde e Penafiel da Linha do Douro, que entrou ao serviço em 30 de Julho de 1875.[5][6]

Em Janeiro de 1899, foi aberto o inquérito administrativo sobre quais vias férreas deveriam ser construídas no âmbito dos Planos da Rede, tendo uma das linhas de via estreita propostas sido de Recarei a Viseu, circulando pelo vale do Rio Paiva, e passando por São Pedro do Sul, embora nessa altura já se admitisse que seria de difícil construção.[7] Em Junho desse ano, este plano já tinha sido mudado, fazendo prolongar a linha de Viseu até Mangualde.[8] Posteriormente, voltou-se a verificar uma alteração nas linhas programadas, tendo a via férrea a partir de Recarei ficado apenas até Castro Daire, onde se ligaria à também planeada linha de Lamego a Viseu.[9] Porém, o esquema das linhas a construir foi novamente modificado no Plano da Rede ao Norte do Mondego, decretado em 15 de Fevereiro de 1900, tendo a linha de Recarei a Castro Daire sido substituída por duas novas: a Linha do Vouga, e a Linha Marginal do Douro, de via larga, que deveria continuar a também planeada Linha de São Pedro da Cova, que passaria por Gondomar e Entre-os-Rios, terminando nas estações de Mosteirô ou Estação de Aregos, que se previa que iria servir muito melhor as povoações ribeirinhas do Rio Douro do que a linha a partir de Recarei.[9]

Em 1942, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses construiu uma plataforma para passageiros em Recarei, e expandiu a que já existia.[10] Um diploma publicado pela Direcção Geral de Caminhos de Ferro no Diário do Governo n.º 153, de 4 de Julho de 1944, modificou o nome da estação, de Recarei para Recarei-Sobreira.[11]

A estação foi galardoada com uma menção honrosa simples no XIII Concurso das Estações Floridas, em 1954,[12] e na XVI edição do Concurso, entre 1957 e 1958, recebeu uma menção honrosa.[13] No XVII Concurso, em 1959, foi premiada com uma menção honrosa especial.[14]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Recarei-Sobreira». Comboios de Portugal. Consultado em 27 de Novembro de 2014 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Rede Ferroviária Nacional. Directório da Rede 2011: 67-89. 25 de Março de 2010 
  5. REIS et al, 2006:12
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 9 de Julho de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 61 (1466). 16 de Janeiro de 1949. p. 112. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 51 (1225). 1 de Janeiro de 1939. p. 43-48. Consultado em 2 de Março de 2021 
  9. a b «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 62 (1493). 1 de Março de 1950. p. 854. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. «Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses: Relação dos principais trabalhos efectuados durante o ano de 1942» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 54 (1335). 1 de Agosto de 1943. p. 385-387. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 56 (1361). 1 de Setembro de 1944. p. 355-356. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  12. «XIII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1608). 16 de Dezembro de 1954. p. 365. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. «XVI Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1684). 16 de Janeiro de 1958. p. 102. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  14. «XVII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 72 (1727). 1 de Dezembro de 1959. p. 462. Consultado em 2 de Março de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
 
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BibliografiaEditar

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externasEditar


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