Estação Ferroviária de Rio Tinto

estação ferroviária em Portugal
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação ferroviária na Linha do Minho. Se procura a estação do Metro do Porto com o mesmo nome, veja Estação de Rio Tinto (Metro).
Rio Tinto IPcomboio2.jpg
BSicon BAHN.svg
Estação de Rio Tinto, em 2008.
Coordenadas 41° 11′ 04,37″ N, 8° 33′ 25,77″ O
Concelho bandeiraGDM
Linha(s) Linha do Minho (PK 4,749)
Serviços Logo CP 2.svgBSicon LSTR yellow.svgUBSicon LSTR orange.svgR
Equipamentos Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteira
Elevadores
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Bar ou cafetaria Parque de estacionamento Lavabos
Acesso à Internet
Ticket vending icon.svgNYCS-bull-trans-Z-Std.svgMAI4
Website


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgÁ. Santas-Palmilheira (Std. Valença)
BSicon BHF grey.svgRio Tinto
BSicon BHF grey.svgContumil (Sentido Porto)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Rio Tinto é uma interface da Linha do Minho, que serve a cidade de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, em Portugal.

HistóriaEditar

 
Antigo edifício da Estação de Rio Tinto.

Século XIXEditar

Esta estação encontra-se no troço da Linha do Minho entre Campanhã e Nine, que entrou ao serviço, junto com o Ramal de Braga, em 21 de Maio de 1875.[1][2]

Século XXEditar

Na reunião do Conselho de Ministros de 10 de Janeiro de 1934, foram aprovadas as condições para os contratos definitivos para a realização de várias obras nesta estação, referentes à execução de terraplanagens, e à instalação de uma passagem inferior, do edifício de passageiros, das retretes, da fossa e das canalizações, de um cais coberto e outro descoberto, de uma plataforma de passageiros e a correspondente calçada, dos muros de suporte e das vedações.[3]

 
Automotora da Série 2240 na estação de Rio Tinto, em 2014.

Século XXIEditar

Na Década de 2000, a empresa Rede Ferroviária Nacional estudou a quadruplicação do lanço da Linha do Minho entre Contumil e Ermesinde, sendo um das principais problemas o atravessamento de Rio Tinto, onde a via corre junto à malha urbana.[4] Esta situação podia ser resolvida de duas formas: ou a linha seria quadruplicada à superfície, ou então seria enterrada, passando por debaixo da cidade num túnel.[4] Em Março de 2007, a empresa elaborou um estudo comparativo entre as duas soluções, tendo-se chegado à conclusão que o rebaixamento iria deixar a obra mais longa em cerca de um ano e cinco meses, e 50% mais dispendiosa, apesar das grandes expropriações que seriam necessárias para quadruplicar a linha à superfície.[4] Porém, os resultados do estudo foram contestados pelos habitantes de Rio Tinto, tendo a Agência Portuguesa do Ambiente recebido doze exposições, que incluíram um abaixo-assinado com mais de trezentos subscritores e várias reclamações por parte das autarquias do Porto e de Gondomar, da Junta de Freguesia de Rio Tinto, e da Assembleia Municipal de Gondomar, principalmente do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata naquele órgão.[4] Além das demolições que teriam de ser feitas, os habitantes também receavam que a quadruplicação iria piorar o efeito barreira que já estava a ser provocado pela presença da linha.[4] Em resposta a estas críticas, a Rede Ferroviária Nacional afirmou que «a solução não é sustentável do ponto de vista de exploração, porque, em limite, obrigaria a que todo e qualquer comboio de mercadorias que circulasse neste troço [...] teria de ser dotado de tracção dupla apenas para evitar um hipotético incidente neste local. Tal introduziria uma elevada ineficiência pelos custos técnicos, operacionais e financeiros que tal solução acarretaria à operação.».[4] Apesar dos protestos, em 2009 a obra recebeu uma declaração de impacte ambiental favorável condicionada do Ministério do Ambiente, onde se determinou que deveriam ser empregues várias medidas para reduzir o nível de ruído e as vibrações provocadas pela passagem dos comboios, e que os proprietários deveriam ser pagos de forma justa pelas expropriações dos edifícios a demolir pela quadruplicação da via férrea.[4] Aconselhou igualmente a empresa a expropriar igualmente os edifícios residenciais «cuja função de habitabilidade seja significativamente afectada pela sua proximidade à linha.».[4]

Em 23 de Janeiro de 2018, uma pessoa morreu após ter sido atropelada por um comboio regional junto a Rio Tinto.[5]

CaracterizaçãoEditar

DescriçãoEditar

Em 2010, a estação de Rio Tinto possuía duas vias de circulação, ambas apresentando um comprimento útil de 480 m; as gares tinham de 137 e 161 m de extensão, e 90 cm de altura.[6]

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se junto ao Largo da Estação dos Caminhos de Ferro, na localidade de Rio Tinto.[7]

  Autocarros da STCP:

  • 803 Boavista (Bom Sucesso) - Rio Tinto (Escola Secundária)
  • 805 Marquês - Rio Tinto (Estação) (Via Pedrouços)

  Autocarros da ETG:

  • 55 Porto (Campo 24 de Agosto) - Baguim (Alto da Serra)
  • 68 Porto (Hospital de São João - Circunvalação) - Gondomar (Hospital Fernando Pessoa)

  Autocarros da VALPI:

  • 81 Porto (Campo 24 de Agosto) - Rio Tinto - Valongo (via Azevedo)[8]

MetroEditar

Esta estação faz interface com linha F (laranja) do Metro do Porto na estação Campainha. Apesar disso, esta estação representa alguma distância e não é considerada pelo Metro como paragem de transbordo para CP.

AzulejosEditar

Na estação de comboio podemos observar vários azulejos policromáticos, de grande qualidade artística, feitos na Fábrica da Viúva Lamego, da autoria do pintor João Alves de Sá.

Nestes azulejos de 1936 está representada a lenda da origem do nome de Rio Tinto e cenas da vida do quotidiano local.

No painel central de azulejos podemos ler a seguinte inscrição “BATALHA EM 824 ENTRE ABD-EL-RAMAN KALIFA DE CORDOBA E O CONDE HERMENEGILDO”.

A estação possui também um placa em cerâmica com o seguinte texto “Concurso das Estações floridas – 1º Prémio 1943 S.N.I.”.

Galeria de azulejosEditar

Ver tambémEditar

CP Urbanos do Porto

(Serv. ferr. suburb. de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Marco de Canaveses  Guimarães


(b) Ferreiros 
 
 
   
 Braga (b)
(b) Mazagão 
     
 Guimarães (g)
(b) Aveleda 
     
 Covas (g)
(b) Tadim 
     
 Nespereira (g)
(b) Ruilhe 
     
 Vizela
(b) Arentim 
     
 Pereirinhas (g)
(b) Cou.Cambeses 
     
 Cuca (g)
(m)(b) Nine 
     
 Lordelo (g)
(m) Louro 
     
 Giesteira (g)
(m) Mouquim 
     
 Vila das Aves (g)
(m) Famalicão 
     
 Caniços (g)
(m) Barrimau 
     
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
 
 
 
   
 Cabeda (d)
(m)(g) Lousado 
           
 Suzão (d)
(m) Trofa 
           
 Valongo (d)
(m) Portela 
           
 S. Mart. Campo (d)
(m) São Romão 
           
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
           
 Trancoso (d)
(m) Leandro 
           
 Rec.-Sobreira (d)
(m) Travagem 
           
 Parada (d)
(m)(d) Ermesinde 
           
 Cête (d)
(m) Palmilheira 
 
 
 
     
 Irivo (d)
(m) Águas Santas 
 
 
 
     
 Oleiros (d)
(m) Rio Tinto 
           
 Paredes (d)
(m) Contumil 
       
 
 
 Penafiel (d)
(n)(m) P.-Campanhã 
               
 
(m) P.-São Bento 
     
 
       
 
(n) General Torres 
     
 
 
 Bustelo (d)
(n) Gaia 
 
 
     
 Recesinhos (d)
(n) Coimbrões 
         
 Meinedo (d)
(n) Madalena 
         
 Caíde (d)
(n) Valadares 
         
 Oliveira (d)
(n) Francelos 
         
 Vila Meã (d)
(n) Miramar 
         
 Livração (d)
(n) Aguda 
         
 M.Canaveses (d)
(n) Granja 
         
 Aveiro (n)
(n) Espinho 
         
 Cacia (n)
(n) Silvalde 
         
 Canelas (n)
(n) Paramos 
         
 Salreu (n)
(n) Esmoriz 
         
 Estarreja (n)
(n) Cortegaça 
         
 Avanca (n)
(n) Carv.-Maceda 
         
 Válega (n)
(n) Ovar 
         
 

2011-2019 []

Linhas: d L.ª Dourog L.ª Guimarães
b L.ª Bragam L.ª Minhon L.ª Norte
Fonte: Página oficial, 2020.06

Referências

  1. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 25 de Outubro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. REIS et al, 2006:12
  3. «Linhas do Estado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1107). 1 de Fevereiro de 1934. p. 76. Consultado em 29 de Junho de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  4. a b c d e f g h LUZ, Carla Sofia (5 de Março de 2010). «Linha do Minho será ampliada sem túnel em Rio Tinto». Jornal de Notícias. Consultado em 13 de Junho de 2020 
  5. «Atropelamento mortal condiciona linha de comboio em Rio Tinto». Jornal de Notícias. 23 de Janeiro de 2018. Consultado em 13 de Junho de 2020 
  6. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2011. Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 67-89 
  7. «Rio Tinto». Comboios de Portugal. Consultado em 27 de Novembro de 2014 
  8. «ANDANTE». www.linhandante.com. Consultado em 3 de agosto de 2018 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Rio Tinto

BibliografiaEditar

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Leitura recomendadaEditar

  • Rio Tinto: roteiro turístico. Paços de Ferreira: Héstia Editores. 2006. 21 páginas 
  • ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: O caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6 

Ligações externasEditar



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