Estação Ferroviária de São João do Estoril

estação ferroviária em Portugal
São João do Estoril
BSicon BAHN.svg
Estação de São João do Estoril, em 2018.
Linha(s) Linha de Cascais (PK 22,517)
Coordenadas
38° 42′ 04,93″ N, 9° 23′ 09,99″ O
Concelho bandeiraCascais
Serviços
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
São Pedro do Estoril
Cais do Sodré
  CP Lisboa
Linha de Cascais
  Estoril
Cascais
Conexões 413 419 423
Equipamentos Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Sala de espera
Inauguração 30 de Setembro de 1889 (há 130 anos)
Website
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação da Linha de Cascais, em Portugal. Se procura a estação da SuperVia do Rio de Janeiro, no Brasil, veja Estação Pavuna/São João de Meriti. Se procura a estação do Metrô de Fortaleza, no Brasil, veja Estação São João do Tauape.
Disambig grey.svg Nota: Para as interfaces do Linha do Vouga, em Portugal, com nomes semelhantes, ver Estação Ferroviária de São João da Madeira, Apeadeiro de São João de Ver, e Apeadeiro de São João de Loure.
Disambig grey.svg Nota: Para outras estações da Linha de Cascais, em Portugal, com nomes semelhantes, ver Estação Ferroviária de São Pedro do Estoril, Estação Ferroviária de Monte Estoril, e Estação Ferroviária do Estoril.
Edifício de passageiros e plataforma.

A Estação Ferroviária de São João do Estoril, igualmente denominada de São João, é uma estação da Linha de Cascais da rede de comboios suburbanos de Lisboa, situada em São João do Estoril, no concelho de Cascais, em Portugal.

Passagem de nível.
Abrigo de plataforma.

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se na localidade de São João do Estoril, possuindo acesso pela Rua Nova da estação.[1]

HistóriaEditar

 
Anúncio de 1902 da Companhia Real, onde São João do Estoril surge com a categoria de apeadeiro.
 Ver artigo principal: História da Linha de Cascais

Século XIXEditar

Esta interface foi inaugurada, como parte do troço entre Pedrouços e Cascais da Linha de Cascais, em 30 de Setembro de 1889[2][3][4], pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[5][6] Nesta altura, ainda não existiam as Estações de São Pedro do Estoril, Estoril e Monte Estoril, pelo que a zona de São João do Estoril, por ser a única servida com uma interface ferroviária, foi a que passou por um maior processo de desenvolvimento nos finais do Século XIX.[4]

O troço entre Caxias e o Estoril foi duplicado em 1 de Outubro de 1890.[2]

Em 1902, a Companhia Real instalou, nesta estação, um sistema de sinalização por discos eléctricos, inventado por Neves Barbosa.[7]

Século XXEditar

No dia 7 de Agosto de 1918, foi assinado o contrato de arrendamento, para o aluguer da Linha de Cascais à Sociedade Estoril.[2] Esta empresa levou a cabo um projecto de modernização e electrificação da Linha, incluindo a ampliação desta estação[8]; a electrificação foi inaugurada em 15 de Agosto de 1926.[5]

Quando o contrato com a Sociedade Estoril terminou, em 1976, a exploração da Linha de Cascais voltou a ser assegurada pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[9] Em 23 de Novembro de 1993, foi criada, no âmbito da reestruturação da operadora Caminhos de Ferro Portugueses, a unidade de negócio Suburbano de Cascais.[10]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
**(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
             
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
           
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
     
 
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
           
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
           
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Século XXIEditar

Em 18 de Maio de 2010, a operadora Rede Ferroviária Nacional adjudicou uma empreitada para a remodelação desta interface; esta intervenção, com um prazo aproximado de conclusão de 9 meses, contemplou os acessos e as saídas de emergência das plataformas, a construção de uma passagem inferior pedonal, e a limpeza, reparação e pintura das coberturas e das fachadas do edifício.[11]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «São João do Estoril - Linha de Cascais». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 5 de Maio de 2016 
  2. a b c TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682): 61-64. Consultado em 5 de Maio de 2016 
  3. REIS et al, p. 38
  4. a b «Estação de São João do Estoril». Comboios de Portugal. Consultado em 11 de Junho de 2012. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2013 
  5. a b TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686): 133-140. Consultado em 5 de Maio de 2016 
  6. REIS et al, p. 63
  7. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (352): 250-251. 16 de Agosto de 1902. Consultado em 13 de Fevereiro de 2013 
  8. «A Electrificação da Linha de Cascais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (927). 228 páginas. 1 de Agosto de 1926. Consultado em 13 de Fevereiro de 2013 
  9. REIS et al, p. 62
  10. «Cronologia». Comboios de Portugal. Consultado em 26 de Setembro de 2010. Arquivado do original em 17 de Outubro de 2013 
  11. «Remodelação da Estação de S.João do Estoril». Rede Ferroviária Nacional. Consultado em 13 de Fevereiro de 2013 [ligação inativa] 

BibliografiaEditar

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
 
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Ligações externasEditar