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Estação Ferroviária de Sacavém

estação ferroviária em Portugal
Sacavém IPcomboio2.jpg
Antigo edifício da estação de Sacavém, em 2007.
Inauguração 28 de Outubro de 1856
Linha(s) Linha do Norte (PK 9,625)
Coordenadas 38° 47′ 44,41″ N, 9° 05′ 58,86″ O
Concelho Loures
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR yellow.svgU
Horários em tempo real
Serviços Bilheteiras ou máquina de venda de bilhetes
Elevadores
Parque de estacionamento Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Ticket vending icon.svgNYCS-bull-trans-N.svgNavegante


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon BHF grey.svgBobadela (Sentido Porto)
BSicon BHF grey.svgSacavém
BSicon BHF grey.svgMoscavide (Sentido Lisboa)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Sacavém, originalmente denominada de Sacavem, é uma estação ferroviária da Linha do Norte, situada perto da foz do rio Trancão, na freguesia de Sacavém, concelho de Loures, a oeste da parte norte do Parque das Nações, em Lisboa, Portugal. É utilizada pelos serviços de passageiros da CP Urbanos de Lisboa da Linha da Azambuja e da Linha de Sintra.

Gare de Sacavém, em 2008.

DescriçãoEditar

ArquiteturaEditar

A construção, inicialmente em estilo manuelino, foi depois reconstruída em materiais mais modernos. O painel de azulejos azul e branco, que identifica a estação ainda com a grafia oitocentista (Sacavem), é dos elementos mais antigos da estação, e que subsiste desde os tempos originais.

Vias e garesEditar

No Directório da Rede 2012, publicado pela Rede Ferroviária Nacional em Janeiro de 2011, a estação possuía 4 vias de circulação, com 641, 712 e 747 m de comprimento; as respectivas plataformas tinham 220 e 221 m de comprimento, e 90 cm de altura.[1]

 ServiçosEditar

Transporte ferroviárioEditar

Serviço Municípios Servidos
CP Urbano
Linha da Azambuja
Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira e Azambuja

Urbanos de LisboaEditar

    CP Urbanos de Lisboa
 
Sintra ↔ Alverca
(excepto fins-de-semana e feriados)
 
Alcântara - Terra ↔ Castanheira do Ribatejo
(excepto fins-de-semana e feriados)
 
Alcântara - Terra ↔ Azambuja
(apenas primeiro e último comboio do dia, excepto fins-de-semana e feriados)
 
Santa Apolónia ↔ Azambuja

 Padrão de serviços de comboioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Moscavide
Direção Sintra1
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Bobadela
Direção Alverca1
Moscavide
Direção Santa Apolónia / Alcântara-Terra1
  CP Lisboa
Linha da Azambuja
  Bobadela
Direção Azambuja / Castanheira do Ribatejo1

1Excepto fins-de-semana e feriados

HistóriaEditar

 
Anúncio de 1874 , onde a estação surge com o nome original, Sacavem.

O troço entre Lisboa e o Carregado da Linha do Norte, do qual esta estação se encontra, foi inaugurado no dia 28 de Outubro de 1856.[2] O comboio inaugural passou por aqui sem incidentes, na direcção do Carregado, mas, na viagem em sentido contrário, realizada no dia seguinte, uma das duas locomotivas teve uma avaria a chegar a Sacavém.[3] Assim, algumas das carruagens tiveram de ser deixadas ao longo do caminho, incluindo no interior desta estação, uma vez que a locomotiva restante não possuía potência suficiente para rebocar sozinha a composição inteira.[3] Esta locomotiva continuou, então, com parte do comboio até Lisboa, regressando posteriormente para recolher as carruagens que tinham ficado imobilizadas.[4][3]

Nos horários de 1857, a estação de Sacavem fazia serviço de passageiros e bagagens, nas três classes.[5]

No orçamento da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses para 1902, estava prevista a instalação de uma via transversal Em Sacavém.[6]

Em 16 de Janeiro de 1914, tropas de artilharia prenderam vários grevistas que estavam a retirar os carris na zona de Sacavém, durante uma grande greve dos trabalhadores da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[7] Três dias depois, a greve voltou a reacender-se, tendo sido descarrilado um comboio entre Sacavém e Santa Iria.[8]

Em 1929, a Companhia dos Caminhos de Ferro tinha preparado um grande plano de investimentos, que incluía o desenvolvimento e electrificação da rede urbana de Lisboa, e a criação de uma gare em Sacavém para triagem de comboios de mercadorias.[9]

Com a reestruturação das linhas suburbanas de Lisboa, a Estação de Sacavém ficou integrada no troço comum às linhas de Sintra e da Azambuja.

Referências literáriasEditar

O escritor Eça de Queirós mencionou esta estação ferroviária no livro A Correspondência de Fradique Mendes:

No Guia de Portugal de 1924, é descrita a estação de Sacavém e a via férrea em redor:

Ver tambémEditar

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
   
 
   
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 São João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 4 de Junho de 2016 
  3. a b c «A Inauguração do Caminho de Ferro em Portugal - Revista de Imprensa» (PDF). O Comboio em Portugal - Departamento de Informática da Universidade do Minho. Consultado em 4 de Fevereiro de 2014 
  4. ANDRADE, Carlos (17 de Julho de 2006). «Aqui (não) houve Portugal e os passageiros foram largados no caminho». Diário de Notícias. Consultado em 4 de Junho de 2016 
  5. SABEL (16 de Fevereiro de 1936). «Ecos & Comentários» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1156). p. 117. Consultado em 27 de Setembro de 2016 
  6. «Orçamento da Companhia Real» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (340). 16 de Fevereiro de 1902. p. 51. Consultado em 4 de Fevereiro de 2014 
  7. MARQUES, 2014:122
  8. MARQUES, 2014:124
  9. BARRETO e MÓNICA, 1999:226

BibliografiaEditar

  • BARRETO, António; MÓNICA, Maria Filomena (1999). Dicionário de História de Portugal. Suplemento A/E. Volume 7 1.ª ed. Lisboa: Livraria Figueirinhas. 714 páginas. ISBN 972-661-159-8 
  • MARQUES, Ricardo (2014). 1914: Portugal no ano da Grande Guerra 1.ª ed. Alfragide: Oficina do Livro - Sociedade Editora, Lda. 302 páginas. ISBN 978-989-741-128-1 
  • PROENÇA, Raúl; DIONÍSIO, Santana (1991) [1924]. Guia de Portugal: Generalidades, Lisboa e arredores. Col: Guia de Portugal. Volume 1 de 5 3.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 696 páginas. ISBN 972-31-0544-6 
  • QUEIRÓS, Eça de. A Correspondência de Fradique Mendes. Lisboa: Livros do Brasil. 237 páginas 

Ligações externasEditar