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Estação Ferroviária da Trofa

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação Ferroviária de Trofa)
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a nova estação da Trofa. Se procura a antiga estação, veja Estação Ferroviária da Trofa (antiga).
Trofa IPcomboio2.jpg
Estação da Trofa, durante as obras de construção.
Inauguração 15 de Agosto de 2010
Linha(s) Linha do Minho (PK 22,445)
Coordenadas 41° 20′ 16,66″ N, 8° 32′ 53,25″ O
Concelho Trofa
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR green.svgICBSicon LSTR blue.svgAPBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR yellow.svgU
Horários em tempo real
Serviços Bilheteiras
Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente
Parque de estacionamento Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon BHF grey.svgLousado (Sentido Valença)
BSicon BHF grey.svgTrofa
BSicon HST grey.svgPortela (Sentido Porto)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Trofa é uma interface da Linha do Minho, que serve a localidade da Trofa, em Portugal.

Índice

CaracterizaçãoEditar

 
Ponte Pênsil da Trofa, retratada num painel de azulejos.

Descrição físicaEditar

A interface é composta por cinco secções, divididas por dois pisos de um só edifício.[1] No piso inferior, encontram-se as bilheteiras, uma cafetaria e uma zona comercial, e no piso superior, situam-se as plataformas e as vias, estendendo-se ao longo de um viaduto em ambas as direcções.[1][2]

Esta disposição da estação, inspirada na antiga Ponte Pênsil da Trofa[3], permite a livre circulação pedonal e rodoviária, maximizando desta forma a interoperabilidade entre os diferentes meios de transporte.[4]

A cobertura do edifício é composta por três superfícies desniveladas; as coberturas laterais, que apresentam uma forma quadrada, com um perfil longitudinal ondulado, são constituídas por vigas alveolares, com 27,20 m de vão, que são apoiadas pelos pilares das fachadas, e por uma chapa duplamente nervurada, auto-portante, apresentando vãos de 4 m.[1] Já a cobertura central, com um formato elíptico, como uma carapaça, é formada, igualmente, pela chapa das coberturas laterais, sendo suportada por uma malha de madres e de vigas arqueadas, que se apoiam nos pendurais de duas treliças, amparadas por paredes.[1]

Quanto às alas do edifício, de disposição paralela à do viaduto, albergam dois núcleos de betão armado, duas paredes no cruzamento das coberturas laterais e da cobertura central, e os núcleos dos elevadores, no eixo de simetria.[1] Entre os elementos de betão armado, encontram-se os painéis das fachadas, sustentados por pilares metálicos, que apresentam uma altura média de 16 m e encontram-se afastados 2 m entre si.[1]

Na borda das coberturas, no topo dos pilares, encontram-se palas, que asseguram o travamento da cobertura e dos pilares na horizontal.[1] Os pilares debaixo das coberturas laterais apresentam igualmente palas em três níveis, que lhes servem de travamento e também são utilizadas como quebra-sol a luz solar.[1] Entre os núcleos dos elevadores e as plataformas de embarque, no piso superior, encontram-se lajes de planta semi-elíptica, suspensas na cobertura por tirantes.[1]

As fundações do edifício apresentam uma estrutura indirecta, sendo suportadas por estacas com uma extensão média de 6,50 m.[1] No total, a área do edifício em planta é de aproximadamente 1750 m².[1] Estima-se que os consumos de betão e de aço estrutural sejam respectivamente de 1500m³ e 333 T.[1]

A estação foi projectada pela empresa Grid[1], e edificada pela construtora Opway.[4]

LocalizaçãoEditar

A estação ferroviária da Trofa está situada junto às ruas Poeta Cesário Verde[2] e Alfredo Guedes Machado,Erro de citação: Elemento de fecho </ref> em falta para o elemento <ref>

 
Antiga estação da Trofa.

HistóriaEditar

Planeamento e construçãoEditar

No Século XXI, procurou-se desviar o traçado da Linha do Minho na zona da Trofa, de forma a que este deixasse de circular pelo centro daquela cidade, o que causava diversos problemas de segurança, e devido à localização da estação da Trofa dentro do lanço em causa, decidiu-se construir uma nova interface.[5] Por outro lado, a antiga estação já se encontrava desde há alguns anos num avançado estado de degradação.[5][6]

A 12 de Fevereiro de 2010, a então presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, visitou as obras da Variante da Trofa, prevendo que esta ligação estaria concluída em poucos meses.[7]

InauguraçãoEditar

A antiga estação da Trofa foi encerrada a 14 de Agosto de 2010, passando todos os serviços a serem realizados na nova estação, que foi inaugurada no dia seguinte.[8]

Unidade de Suburbanos do Grande Porto

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Caíde/Marco  Guimarães


(g) Covas 
         
 Guimarães (g)
(g) Nespereira 
         
 
(g) Vizela 
         
 Caíde (d)
(b) Braga 
         
 Pereirinhas (g)
(b) Ferreiros 
         
 Meinedo (d)
(b) Mazagão 
         
 Cuca (g)
(b) Aveleda 
         
 Bustelo (d)
(b) Tadim 
         
 Lordelo (g)
(b) Ruilhe 
         
 Penafiel (d)
(b) Arentim 
         
 Giesteira (g)
(b) Couto de Cambeses 
         
 Paredes (d)
(m)(b) Nine 
         
 Vila das Aves (g)
(m) Louro 
         
 Oleiros (d)
(m) Mouquim 
         
 Caniços (g)
(m) Famalicão 
         
 Irivo (d)
(m) Barrimau 
         
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
         
 Cête (d)
(m)(g) Lousado 
         
 Parada (d)
(m) Trofa 
         
 Recarei-Sobreira (d)
(m) Portela 
         
 Trancoso (d)
(m) São Romão 
         
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
         
 S. Martinho do Campo (d)
(m) Leandro 
         
 Valongo (d)
(m) Travagem 
         
 Suzão (d)
(m)(d) Ermesinde 
         
 Cabeda (d)
(m) Ág. Santas / Palm.ª 
         
 
(m) Rio Tinto 
         
 
(m) Contumil 
         
 General Torres (n)
(n)(m) Porto (Campanhã) 
         
 Vila Nova de Gaia (n)
(m) Porto (São Bento) 
         
 Coimbrões (n)
(n) Aveiro 
         
 Madalena (n)
(n) Cacia 
         
 Valadares (n)
(n) Canelas 
         
 Francelos (n)
(n) Salreu 
         
 Miramar (n)
(n) Estarreja 
         
 Aguda (n)
(n) Avanca 
         
 Granja (n)
(n) Válega 
         
 Espinho (n)
(n) Ovar 
         
 Silvalde (n)
(n) Carvalheira-Maceda 
         
 Paramos (n)
(n) Cortegaça 
             
 Esmoriz (n)

Linhas: d Linha do Dourog Linha de Guimarães
b Ramal de Bragam Linha do Minhon Linha do Norte
Fonte: Página oficial, 2010.04

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m «Estação da Trofa». GRID. Consultado em 18 de Agosto de 2010. Arquivado do original em 7 de novembro de 2013  |urlmorta= e |li= redundantes (ajuda)
  2. a b FERREIRA, Leandro (11 de Agosto de 2010). «Estação da Trofa inaugurada a 15 de Agosto». Transportes XXI. Consultado em 19 de Agosto de 2010 
  3. «Nova Estação inspirada na antiga Ponte Pênsil». O Notícias da Trofa. 12 de Fevereiro de 2009. Consultado em 22 de Agosto de 2009 [ligação inativa] 
  4. a b «OPWAY ganha empreitada na Trofa de mais de 23 milhões de euros». Opway. 12 de Fevereiro de 2009. Consultado em 19 de Agosto de 2010 [ligação inativa] 
  5. a b COSTA, Ana Correia (14 de Janeiro de 2009). «Virtudes e defeitos na estação». Jornal de Noticias. Consultado em 23 de Outubro de 2015 
  6. MARTINS, Hermano (17 de Abril de 2008). «Estação da CP envergonha a Trofa!». O Notícias da Trofa. Consultado em 18 de Agosto de 2010 [ligação inativa] 
  7. «Obras da Variante Ferroviária». Câmara Municipal da Trofa. 12 de Fevereiro de 2010. Consultado em 19 de Agosto de 2010 [ligação inativa] [ligação inativa]
  8. COSTA, Ana Correia (14 de Agosto de 2010). «Ansiosos por estrear a linha». Jornal de Noticias. Consultado em 23 de Outubro de 2015 

Leitura recomendadaEditar

  • Variante da Trofa. Lisboa: Rede Ferroviária Nacional E. P. 2010. 106 páginas. ISBN 978-972-98557-7-1 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Trofa

Ligações externasEditar