Estação Osasco

Estação ferroviária da CPTM na Região Metropolitana de São Paulo, Brasil
CPTM icon.svg Osasco
Plataformas da estação Osasco.
Uso atual Bahn aus Zusatzzeichen 1024-15.svg Estação de trens metropolitanos
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração Estrada de Ferro Sorocabana (1895–1971)
FEPASA (1971–1996)
CPTM icon.svg CPTM (1996–atualmente)
Linhas L08 C.png Diamante
L09 C.png Esmeralda
Sigla OSA
Posição Superfície
Serviços Acesso à deficiente físico Táxi Terminal rodoviário Restaurante Escada rolante Elevador Bicicletário
Informações históricas
Inauguração 20 de agosto de 1895 (125 anos)
Inauguração da
atual edificação
25 de janeiro de 1979 (41 anos)
Projeto arquitetônico Engevix/Sofrerail (1973)[1]

Luiz Carlos Esteves (2009) [2]

Localização
Coordenadas 23° 32' 10" S 46° 38' 5" O
Localização Gnome-globe.png Estação Osasco
Próxima estação
Sentido Itapevi/
Amador Bueno
L08 C.png Sentido Júlio Prestes
Comandante Sampaio Presidente Altino
Osasco
Sentido Osasco L09 C.png Sentido Grajaú
- Presidente Altino
Osasco

A Estação Osasco é uma estação ferroviária pertencente às linhas 8–Diamante e 9–Esmeralda da CPTM, localizada no centro do município de Osasco.

HistóriaEditar

Com a abertura do trecho inicial da Estrada de Ferro Sorocabana em 1875, os arredores dos seus primeiros quilômetros começaram a ser ocupados, entre as décadas de 1880 e 1890. Um desses locais, nos arredores do quilômetro 16 da ferrovia, foi ocupado por uma pequena olaria aberta em 1884 pelo empresário italiano Antonio Agù. A olaria foi batizada com o nome da cidade natal de Agù na Itália: Osasco. Esse nome passou a denominar toda a região do quilômetro 16. Os negócios de Agù prosperaram, e a olaria deu lugar à Companhia de Cerâmica Industrial de Osasco, primeira indústria cerâmica do Brasil.[3][4]

O crescimento da fábrica e a diversificação dos seus produtos (de tijolos para canos, revestimentos cerâmicos, telhas etc.) obrigaram Agù a investir na ampliação da planta industrial. Dentro do projeto de ampliação, Agù procurou a direção da Sorocabana e ofereceu construir uma pequena estação e um desvio ferroviário para atender às necessidades da fábrica. Apesar de funcionar como apeadeiro desde 1886,[5] a estação foi formalmente inaugurada em 20 de agosto de 1895. A estação de Osasco tornou-se pequena e obsoleta para o tráfego em cerca de vinte anos. Reformas e ampliações emergenciais foram realizadas entre 1906 e 1907, e em 1912 foi construído um novo prédio, de maior porte, para atender ao embarque de passageiros e aodespacho de cargas.[6]

Nos anos 1940, foi inaugurada a fábrica da Cobrasma, às margens da linha. Futuramente, ela iria fornecer os trens da Linha Oeste da Fepasa (atual Linha 8–Diamante da CPTM), que circulam até hoje. Em 1960 foi construído um novo prédio para a estação, que em pouco tempo já estaria saturado. Enquanto isso, o então bairro (afastado da capital) de Osasco, lutava e conseguia sua emancipação.

Em 1971 a FEPASA absorveu a Sorocabana e no fim daquela década reconstruiu a maioria das estações da Linha Oeste. Osasco recebeu uma nova estação, inaugurada em 25 de janeiro de 1979. No mesmo ano, Osasco foi escolhida para ser o ponto de partida da Linha Sul da Fepasa (atual Linha 9–Esmeralda da CPTM).

Em 1996 as linhas Oeste e Sul da FEPASA foram repassadas à CPTM.

TabelasEditar

Linha Terminais Comprimento (km) Estações Observações
8
Diamante
Júlio PrestesItapevi 35,283 20 Possui extensão operacional.
Antiga Linha B–Cinza / Antiga Linha Oeste do Trem Metropolitano da FEPASA.
9
Esmeralda
OsascoGrajaú 32,8 18 Antiga Linha C–Celeste / Antiga Linha Sul do Trem Metropolitano da FEPASA.
Sigla Estação Inauguração Integração Plataformas Posição Notas
OSA Osasco Agosto de 1895 Bilhete Único da SPTrans Centrais e laterais Superfície Estação reconstruída pela Fepasa em 25 de janeiro de 1979.

Referências

  1. «Subúrbios: um metrô de 200 km para Sã o Paulo». Folha de S. Paulo, Ano LV, edição 17060, seção Transportes, página 30. 26 de novembro de 1975. Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  2. «Portfólio» (PDF). Luiz Esteves Arquitetura. Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  3. «Durante um mês Osasco festejará seus 17 anos». Folha de S.Paulo, ano 57, edição 18215, Seção Interior página 22. 15 de fevereiro de 1979. Consultado em 30 de setembro de 2020 
  4. «Sobre». Hervy. Consultado em 30 de setembro de 2020 
  5. Jorge Seckler (1886). «S.Paulo-Boituva». Almanach Provincia de São Paulo: Administrativo, Commercial e Industrial para 1886, página 828 (13)/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 30 de setembro de 2020 
  6. Ralph Mennucci Giesbrecht. «Osasco». Estações ferroviárias do Brasil. Consultado em 30 de setembro de 2020 
  7. Jornal Primeira Hora (6 de abril de 1991). «"Quem Queimou o Coreto do Largo? E Por Quê?». Câmara Municipal de Osasco. Consultado em 30 de setembro de 2020 

Ligações externasEditar

 
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