Estação Ferroviária de Palmela

estação ferroviária em Portugal
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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a antiga estação de Palmela. Para a nova estação de Palmela, veja Estação Ferroviária de Palmela-A.
Palmela
Vista geral da antiga estação de Palmela, em 2010.
Linha(s) Linha do Sul (PK 22,732)
Coordenadas 38° 34′ 37,5″ N, 8° 52′ 26,49″ O
Concelho Palmela
Serviços Ferroviários Sem serviços
Horários em tempo real

A Estação Ferroviária de Palmela, originalmente denominada de Palmella, é uma interface encerrada da Linha do Sul, que servia a localidade de Palmela, no Distrito de Setúbal, em Portugal. Foi substituída pela Estação Ferroviária de Palmela-A.

DescriçãoEditar

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, contava com duas vias de circulação, ambas com 248 m de comprimento, e que não tinham quaisquer plataformas.[1]

HistóriaEditar

 
Anúncio de 1873 do Caminho de Ferro do Sueste, onde esta interface aparece com a denominação antiga, Palmella.

Século XIXEditar

O troço entre as estações de Pinhal Novo e Setúbal da Linha do Sul, onde se insere esta interface, entrou ao serviço em 1 de Fevereiro de 1861.[2][3]

Em 1913, existia um serviço de diligências entre a estação e a vila de Palmela.[4]

Após a integração dos antigos Caminhos de Ferro do Estado na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, em 1927, aquela empresa iniciou um programa de remodelação das antigas estações do Estado, incluindo a de Palmela.[5] Em 1934, a Companhia realizou grandes obras de reparação nesta estação.[6]

 
estação de Palmela, nos anos 80.

Século XXEditar

Esta estação é a terceira das quatro referidas por Fernando Pessoa no seu poema “Anti-Gazetilha” (Sol 1926.11.13; mais tarde incluída como “O Comboio Descendente” em numerosas antologias e musicada nos anos 1980 por Zé Mário Branco), que descreve um sinuoso e improvável «comboio descendente» que segue de «Queluz à Cruz Quebrada», «da Cruz Quebrada a Palmela», e «de Palmela a Portimão».[7][8]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. REIS et al, 2006:12
  3. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 6 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  4. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 6 de Abril de 2018 – via Biblioteca Nacional de Portugal 
  5. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 6 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  6. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 6 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  7. Jerónimo Pizarro: “Sobre a primeira gazetilha de Álvaro de CamposPessoa Plural 1: 320-334. ISSN 2212-4179
  8. Alice Áurea Penteado Martha: “Fernando Pessoa e Cecília Meireles: o encontro entre poesia e criançaEspéculo : Revista de estudios literarios (Universidad Complutense de Madrid) 30

BibliografiaEditar

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
 
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Ligações externasEditar



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