Estação Ferroviária de Sabugo

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação de Sabugo)

A Estação Ferroviária de Sabugo é uma gare da Linha do Oeste, que serve a freguesia de Almargem do Bispo, no distrito de Lisboa, em Portugal. Funcionava originalmente como ponto de entroncamento com o ramal particular Siemens-Sabugo.[carece de fontes?]

Sabugo
BSicon BAHN.svg
Estação de Sabugo em 2018.
Identificação:[1] 62091 SAO (Sabugo)
Denominação: Estação de Sabugo
Classificação: E (estação)[2]
Coordenadas:
38° 49′ 50,03″ N, 9° 18′ 00,17″ O
Concelho: bandeiraSintra
Linha(s): Linha do Oeste (PK 25,377)
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Pedra Furada
Leiria
Figueira
  CP Regional   Telhal
Lisboa S.Ap.
Pedra Furada
T. Vedras
C. Rainha
    Telhal
M.S.-Meleças

Conexões: 103 447
Equipamentos: Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Website:
Porta, relógio, e plataforma empedrada da Estação do Sabugo, em 2008.
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação na Linha do Oeste. se procura a antiga estação na Linha do Dão, veja Estação Ferroviária de Sabugosa. se procura o antigo apeadeiro na Linha da Beira Baixa, veja Apeadeiro de Sabugal.
Vista geral das vias, do lado norte, em 2017; à esquerda o acesso à Siemens.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se junto à Rua da Estação, na junção entre Almargem do Bispo e Pero Pinheiro, no concelho de Sintra.[3]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, contava com duas vias de circulação, com 318 e 320 m de comprimento; as gares apresentavam ambas 150 m de extensão, tendo a primeira 25 cm de altura, e a segunda, 30 cm.[4] Junto à estação existe um pontão[5] sobre a Ribeira dos Ferreiros.

 
Automotora 0592 no Sabugo, em 2017.

 ServiçosEditar

O apeadeiro é servido por todos os comboios do tramo sul da Linha do Oeste, todos eles de tipologia regional. É servida por oito comboios diários por sentido, três dos quais com início em Lisboa-Santa Apolónia e término em Leiria (vice-versa). O primeiro comboio em sentido Lisboa inicia em Torres Vedras, bem como aí termina o último no sentido Figueira da Foz.[6]

HistóriaEditar

Século XIXEditar

Esta interface faz parte do troço da Linha do Oeste entre Agualva - Cacém e Torres Vedras, que entrou ao serviço em 21 de Maio de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[7]

Século XXEditar

 
Estação de Sabugo, na Década de 1930.

Em 18 de Outubro de 1936, realizou-se uma festa de inauguração após várias terem sido feitas várias obras de modificação na estação do Sabugo, durante a qual se homenagearam três ferroviários da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[8] Estas alterações, organizadas pelo chefe da estação, Carlos José da Costa, contemplaram uma sala de espera, um gabinete de serviço, e um jardim.[9] A cerimónia iniciou-se com a chegada de Lima Henrique, director geral, e de outros altos funcionários da Companhia, e do presidente da Câmara Municipal de Sintra, Álvaro de Miranda e Vasconcelos, no comboio das 10 e 30, tendo-se seguido uma sessão solene onde foram descerrados os retratos dos ferroviários homenageados; a seguir, foram inaugurados os melhoramentos na estação, e visitados os jardins.[9] Depois visitaram-se as pedreiras em Pero Pinheiro, e o evento foi concluído com um almoço oferecido pelo chefe da estação.[9]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Em 26 de Dezembro de 1936, uma comissão de utentes do Sabugo tinha entregue uma petição à Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, com mais de uma centena de assinaturas de particulares e comerciais, pedindo que fosse atrelada uma carruagem mista a um comboio de mercadorias, para servir o Sabugo e outras localidades.[10][11] A comissão criticava o facto de não existir um comboio servindo aquelas localidades que chegasse a Lisboa antes das 9 da manhã, criando problemas aos estudantes e trabalhadores, levando à deslocalização dos habitantes para a capital.[10] Em 6 de Março de 1937, a Comissão de Proprietários do Sabugo e Vale de Lobos pediu novamente à CP para ser satisfeito o seu pedido, prevendo que esta medida iria aumentar consideravelmente o tráfego da estação do Sabugo, já no Verão seguinte.[10]

Em 25 de Março de 1937, foi realizada na estação do Sabugo uma cerimónia pelo cinquentenário da inauguração do lanço entre o Cacém e Torres Vedras, tendo a estação sido decorada para o efeito.[12] A cerimónia iniciou-se logo de manhã, com o lançamento de foguetes, e à noite houve um banquete, presidido pelo director da Gazeta dos Caminhos de Ferro, onde foi homenageado o chefe da estação, Carlos José da Costa.[12] Terminou com uma verbena junto da estação, com música de uma banda de jazz de Lisboa.[12]

 
Uma das passagens de nível a suprimir (PK 26+607) próximas da Estação do Sabugo.

Nos finais da década de 2010 foi finalmente aprovada a modernização e eletrificação da Linha do Oeste; no âmbito do projeto de 2018 para o troço a sul das Caldas da Rainha, a Estação do Sabugo irá ser alvo de remodelação a nível das plataformas e respetivo equipamento, sendo parte de um dos dois segmentos de a duplicar (Desvio Ativo 1: PKs 20+700 a 30+450), prevendo-se também a instalação de um sistema ATV — sinalização para atravessamento de via seguro (ao PK 25+396); serão igualmente construídas duas passagens superiores nas imediações de estação: a de Sabugo Sul (ao PK 25+080) e a de Sabugo Norte (ao PK 26+556), e serão eliminadas quatro passagens de nível (aos PK 24+991, 25+715, 26+607, e 28+420).[5]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56 º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Sabugo - Linha do Oeste». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 6 de Junho de 2016 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  5. a b ELABORAÇÃO DO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO OESTE – TROÇO MIRA SINTRA / MELEÇAS – CALDAS DA RAINHA, ENTRE OS KM 20+320 E 107+740 (PDF). Volume 00 – Projeto Geral. [S.l.: s.n.] 
  6. «COMBOIOS REGIONAIS > Linha do Oeste. Horários» (PDF). Comboios de Portugal. 24 junho 2017 
  7. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 7 de Maio de 2014 
  8. «Melhoramentos Ferroviários na estação do Sabugo» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1172). 16 de Outubro de 1936. p. 482. Consultado em 7 de Maio de 2014 
  9. a b c «Melhoramentos Ferroviários na Estação do Sabugo» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1173). 1 de Novembro de 1936. p. 510-511. Consultado em 7 de Maio de 2014 
  10. a b c «Pedido à C. P.» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1182). 16 de Março de 1937. p. 150. Consultado em 1 de Janeiro de 2018 
  11. «Pelos Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1177). 1 de Janeiro de 1937. p. 23. Consultado em 1 de Janeiro de 2018 
  12. a b c «Caminhos de Ferro Portugueses» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1187). 1 de Junho de 1937. p. 284. Consultado em 1 de Janeiro de 2018 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Sabugo

Ligações externasEditar

  Este artigo sobre uma estação, apeadeiro ou paragem ferroviária é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.