Estado Islâmico no Grande Saara

Estado Islâmico no Grande Saara é uma organização militar e terrorista de ideologia salafita jihadista, surgida em 15 de maio de 2015 a partir de uma cisão da al-Mourabitoune. O grupo jura lealdade ao Estado Islâmico e ao seu "califa", Abu Bakr al-Baghdadi, que oficialmente o reconhece em 30 de outubro de 2016.

A "bandeira negra"

Suas forças operam em países do noroeste da África, como Mali (onde fica seu centro de operações), Níger e Burkina Faso. Seu líder é Adnan Abu Walid al-Sahrawi, um nativo do Saara Ocidental.[1]

Antecedentes e fundaçãoEditar

O grupo jihadista al Murabitun surge em 22 de agosto de 2013 a partir da fusão do Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJAO) e do Al-Mulathameen.[2] Porém em 13 de maio de 2015, um dos dois componentes da al Murabitun anunciou lealdade ao Estado Islâmico em um comunicado assinado pelo emir Walid Abu Sahraoui.[3][4][5] Dois dias depois, Mokhtar Belmokhtar nega a aliança do al Murabitun com o Estado Islâmico e declara que o comunicado de Al-Sahraoui "não emana do Conselho da Shura".[6][7] Walid Abu Sahraoui denomina seu grupo de "Estado Islâmico no Grande Saara", mas durante vários meses não recebe resposta do califado.[8] Finalmente, em 30 de outubro de 2016, o Estado Islâmico reconhece oficialmente sua aliança com o grupo de Al-Sahraoui.[9]

OrganizaçãoEditar

O grupo é dirigido por Adnane Abou Walid Al-Sahraoui. No início de 2017, Marc Mémier, pesquisador do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), estima que o Estado Islâmico no Grande Saara possua algumas dezenas de homens - sem mencionar os simpatizantes - principalmente os malianos da região de Gao.[10] No final de 2015, a RFI indica que o número de combatentes que prestaram juramento ao Estado Islâmico seria de aproximadamente uma centena.[11] O grupo está baseado na região de Gao, perto de Ménaka.[12]

Ver tambémEditar

Referências