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Estrada do Pacífico

A Estrada do Pacífico, também conhecida como Rodovia Interoceânica é uma estrada binacional que liga o noroeste do Brasil ao litoral sul do Peru, através do estado brasileiro do Acre. A parte da Estrada do Pacífico que fica dentro do território brasileiro é identificada como BR-317 enquanto no Peru é chamada apenas de Carretera Interoceanica (em espanhol).

Dentro do Brasil a "Estrada do Pacífico" começa na BR-364 em Porto Velho (RO) e no Acre continua pela BR-317, que passa por Rio Branco e vai até a tríplice fronteira com o Peru e Bolívia, atravessando entre a cidade brasileira de Assis Brasil e a peruana Iñapari. No Peru, a Estrada do Pacífico se divide inicialmente em duas, uma em direção a Oeste, que no Peru segue pela rodovia PE-030, desde Nazca, passando por Cuzco, até o porto de San Juan de Marcona. A outra rota, em direção ao Sul, se subdivide em duas na região próxima ao Lago Titicaca, e segue pela PE-034 até o porto de Matarani e pela PE-036 até o porto de Ilo.

A Estrada do Pacífico, ligando o Brasil ao litoral do Peru no Oceano Pacífico (trecho em Rio Branco (AC).

A Estrada do Pacífico é o primeiro eixo multimodal Atlântico-Pacífico na América do Sul. Além de favorecer a integração sul-americana,[1][2] a circulação de pessoas, o turismo e o comércio bilateral entre o Brasil e o Peru,[3][4]a estrada vai garantir o acesso dos produtos peruanos ao oceano Atlântico e o acesso dos produtos brasileiros ao oceano Pacífico.

Distâncias

A distância entre Porto Velho e Assis Brasil (fronteira Brasil-Peru), utilizando a B-364 e a BR-317, é de 777 km. No lado peruano, a distância de Iñapari até Ilo é de 1.226 km, enquanto o trecho Iñapari-Matarani tem 1.419 km.

Índice

A construção da Estrada do PacíficoEditar

 
A Estrada do Pacífico, ligando o Brasil ao litoral do Peru no Oceano Pacífico (trecho próximo a Rio Branco (AC).

A construção da Estrada do Pacífico tornou-se viável após a criação da IIRSA em agosto de 2000, que criou o ambiente de previsibilidade institucional necessário para a realização de investimentos em infraestrutura entre os países sul-americanos.

A construção da Estrada do Pacífico começou oficialmente em 2002, mas a maior parte das obras tiveram início entre 2003 e 2005. Em 2006 foi inaugurada a ponte ligando o Acre ao Peru, na fronteira entre os municípios de Assis Brasil (Brasil) e Iñapari (Peru).[5]

A parte brasileira da Estrada do Pacífico foi inaugurada em 2007, quando foram concluídas as obras de asfaltamento e duplicações programadas. Entretanto, a estrada começou a funcionar plenamente, com todos os trechos asfaltados no lado peruano, apenas em dezembro de 2010.

A Estrada do Pacífico no contexto do "Eixo Peru-Bolívia-Brasil" de integraçãoEditar

A Estrada do Pacífico é uma das diversas obras que fazem parte da "Eixo Peru-Bolívia-Brasil" da IIRSA, que tem o objetivo de integrar a infraestrutura dos países do continente sul-americano. Além de rodovias, este Eixo de integração tem por objetivo construir uma infraestrutura de ferrovias e hidrovias[6] que integre os sistemas de transporte do Brasil, Peru e Bolívia, com a conexão das estradas até a infraestrutura portuária peruana no Oceano Pacífico, permitindo a expansão do comércio destes países com a região da Ásia-Pacífico.

A Estrada do Pacífico é na realidade, a primeira etapa de um conjunto de estradas ligando o Brasil aos portos peruanos de Oceano Pacífico, atravessando trechos do território peruano e boliviano no chamado "Eixo Peru-Bolívia-Brasil" de integração. Estão previstos ainda mais de 2600 quilômetros de estradas, incluindo rotas que partem dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Acre. Este é um dos projetos mais ambiciosos da Iniciativa de Integração Regional Sul-Americana (IIRSA) e irá requerer um investimento de mais de US$ 1,6 bilhão, dos quais parte significativa será financiada pelo Brasil.

A Estrada do Pacífico é a realização do projeto da Interoceânica Sul, é a primeira rota deste processo de integração completada no Eixo Peru-Bolívia-Brasil. A partir da BR-364 serão construídas mais duas estradas principais, uma estrada do Acre para o litoral central do Peru, a Interoceânica Central, terá como destino a cidade de Lima. A terceira estrada atravessando o Peru, partindo do estado do Amazonas para o centro-norte do país, até o porto, passando próximo ao Equador, a Interoceânica Norte, não faz parte do Eixo Peru-Bolívia-Brasil nos projetos da IIRSA, mas sim do Eixo do Amazonas.

Referências

  1. VIANA, Jorge (2009). "Um caminho sustentável para a integração". Agência de Notícas do Acre. 27/04/2009 [1]
  2. EFE. Interoceânica permite integração com outros países, afirma ministro peruano". UOL Notícias. EFE, 04/11/2010. [2]
  3. Assessoria Sebrae. "Rodada de Negócios Brasil/Peru supera expectativas". Agência de Notícas do Acre, 04/05/2009 [3]
  4. MORENA, Mariama (2009). "Lula e Alan García ficaram felizes por resultados do encontro no Acre". Agência de Notícias do Acre, 29/04/2009 [4]
  5. BRASIL (2006). "Presidente Lula inaugura ponte que liga o Acre ao Peru e ao Pacífico". Ministério dos Transportes. 20/01/2006. [5]
  6. ESTADÃO. "Usinas no Madeira são início de grande projeto amazônico - Estão previstas mais duas hidrelétricas e hidrovia que ligaria Brasil, Bolívia e Peru". O Estado de S. Paulo, 04 de dezembro de 2007. [6]

Ver tambémEditar