Eudóxia Macrembolitissa

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Eudóxia Macrembolitissa (em grego: Ευδοκία Μακρεμβολίτισσα) foi uma imperatriz-consorte bizantina, segunda esposa do imperador bizantino Constantino X Ducas. Depois da morte deste, em (1067), foi regente por um ano e casou-se com Romano IV Diógenes em 1068. Era sobrinha de Miguel Cerulário, patriarca de Constantinopla, cuja irmã se casara com João Macrembolites.

Eudóxia Macrembolitissa
Imperatriz bizantina (consorte)
Romanos et Eudoxie.JPG

Folha de um díptico representando Romano IV Diógenes e Eudóxia.
Reinado 24 de novembro de 105922 de maio de 1067
1 de janeiro de 10681071
Consorte Constantino X Ducas
Romano IV Diógenes
Antecessor(a) Catarina da Bulgária
Sucessor(a) Maria de Alânia
Herdeiro Miguel VII Ducas
Dinastia Macrembolites
Nascimento 1021
Morte 1096 (75 anos)
Filho(s) Com Constantino X:
Miguel VII Ducas
Andrónico Ducas
Constâncio Ducas
Ana Ducena
Teodora Ducena
Zoé Ducena
Com Romano:
Nicéforo Diógenes
Leão Diógenes

VidaEditar

Casou-se com Constantino pouco antes do ano de 1050. Com ele teve sete filhos; um morreu na infância e dois, Constâncio e Zoé, nasceram já depois de o pai ter subido ao trono em 1059. Quando Constantino faleceu, em 22 de maio de 1067, Eudóxia, já coroada augusta, tornou-se regente em nome dos seus filhos Miguel VII Ducas e Constâncio, juntamente com o irmão de Constantino, o césar João Ducas. Miguel VII atingira havia pouco a idade para governar em nome próprio, mas ainda assim era meramente considerado co-imperador com o seu irmão mais novo, enquanto Eudóxia dirigia o império.

Eudóxia jurara a Constantino, no seu leito de morte, não tornar a casar, e chegou a mandar prender Romano Diógenes, sobre o qual recaíam suspeitas de aspirar ao trono imperial. No entanto, apercebendo-se de que não seria capaz de impedir as invasões que ameaçavam a fronteira oriental, quebrou o juramento e desposou Romano, sem a aprovação de João Ducas, do patriarca João Xifilino e nem de Miguel VII. Eudóxia conversou com o patriarca, convenceu-o a entregar-lhe o juramento escrito que ela havia assinado e também a fazer uma declaração pública de que ele era a favor do segundo casamento "pelo bem do estado"[1]. O Senado bizantino então concordou em ratificar o casamento e a cerimônia realizou-se a 1 de janeiro de 1068. Romano foi imediatamente proclamado imperador com o nome de Romano IV.

Com a ajuda do marido Eudóxia conseguiu consolidar a sua posição no trono e teve com ele dois filhos, Nicéforo e Leão. Outro dos filhos de Eudóxia e de Constantino, Andrónico Ducas, foi elevado a co-imperador por Romano IV, embora tivesse sido afastado do poder pelos seus próprios pai, mãe e irmãos. Eudóxia não teve um casamento feliz com o marido, que era belicoso, afirmativo e pouco inclinado a deixá-la partilhar o execício do poder com ele. Quando foi feito prisioneiro dos turcos seljúcidas na batalha de Manziquerta (1071), Eudóxia e Miguel retomaram as rédeas do governo, até que se descobriu que Romano sobrevivera e regressava a Constantinopla. João Ducas e a Guarda Varegue obrigaram então Eudóxia a entregar todo o poder a Miguel e a retirar-se para um convento.

Depois de Miguel VII ter sido deposto em 1078 por Nicéforo III Botaniates, Eudóxia recebeu uma proposta de casamento do novo imperador. O plano não se concretizou devido à oposição do césar João Ducas, e Eudóxia faleceu ainda freira depois da subida ao trono de Aleixo I Comneno, em 1081.

ObrasEditar

Eudóxia compilou um dicionário de história e mitologia, que ela chamou de Ἰωνιά ("Coleção" ou "Cama de Violetas"). O prefácio era endereçado ao marido, Romano Diógenes, no qual ela descreve a obra como "uma coleção de genealogias de deuses, heróis e heroínas, de suas metamorfoses, e de fábulas e estórias sobre eles encontradas nos antigos; contendo também notas de vários filósofos". As fontes da obra foram, em grande medida, as mesmas das utilizadas no Suda.

O historiador Nicéforo Gregoras, um século depois, descreveu Eudóxia como sendo "uma segunda Hipátia".[2]

FamíliaEditar

Do seu primeiro casamento, com Constantino X Ducas, Eudóxia teve:

Do se segundo casamento, com Romano IV Diógenes, Eudóxia teve:

Miguel Pselo era muito próximo da família, e Eudóxia considerava-o um "tio". De acordo com Pselo, Eudóxia era nobre, bela e inteligente.

Ver tambémEditar

Eudóxia Macrembolitissa
Nascimento: 1021 Morte: 1096
Títulos reais
Precedido por:
Catarina da Bulgária
Imperatriz-consorte bizantina
1059–1067
1068–1071
Sucedido por:
Maria de Alânia
Precedido por:
Teófano
Imperatriz-mãe do Império Bizantino
1067–1078

Referências

  1. Norwich, pg. 344
  2. Dzielska 1995 p. 67

BibliografiaEditar

  • (fonte original) Miguel Pselo. Cronografia.
  • The Oxford Dictionary of Byzantium, Oxford University Press, 1991.
  • Lynda Garland, Byzantine Empresses: Woman and Power in Byzantium, AD 527-1204. Routledge, 1999.