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Papa Formoso e Estêvão VI, pintura a óleo de Jean-Paul Laurens, datada de 1870, representa o Sínodo do Cadáver, quando após um julgamento, houve a execução póstuma do cadáver do Papa Formoso, em janeiro de 897.

Execução póstuma é o ritual ou mutilação cerimonial de um cadáver com caráter punitivo. Sua realização tinha o objetivo de mostrar que mesmo após a morte, não se pode escapar da justiça.

Dissecação como punição na InglaterraEditar

Alguns cristãos creem que a ressurreição dos mortos no Dia do Julgamento exige que o corpo seja enterrado íntegro de face para o leste, de modo que se levante diante de Deus.[1][2] Se o esquartejamento impedir a possibilidade de ressurreição de um corpo intacto, então a execução póstuma tornava-se uma forma efetiva de punir um criminoso.[3][4]

Na Inglaterra, Henrique VIII concedia o direito anual aos cadáveres de quatro criminosos enforcados. Carlos II mais tarde aumentou o número para seis ... A dissecação era agora uma punição reconhecida, um destino pior que a morte a ser adicionado ao enforcamento para os piores criminosos. As dissecações realizadas em criminosos enforcados eram públicas: certamente, parte da punição era a entrega do enforcado aos cirurgiões no cadafalso em seguida à execução e mais tarde a exibição pública do corpo aberto ... em 1752, uma lei foi aprovada permitindo a dissecação de todos os assassinos como alternativa ao enforcamento com exibição pública. Este era um destino aterrador, o corpo suspenso numa gaiola até que se partisse em pedaços. O objetivo deste tipo de punição e da dissecação era negar o direito a uma sepultura ... A dissecação era descrita como "um terror adicional e peculiar marca de infâmia" e "em nenhum caso absolutamente deve o corpo de qualquer assassino ser enterrado". O resgate, consumado ou tentado, do cadáver era punível com o transporte penal por sete anos.
— Dr D. R. Johnson, Introductory Anatomy.[5]

Casos conhecidosEditar

 
A execução póstuma de Gilles van Ledenberg em 1619

Referências

  1. Barbara Yorke (2006), The Conversion of Britain Pearson Education, ISBN 0-582-77292-3, ISBN 978-0-582-77292-2. p. 215
  2. Fiona Haslam (1996),From Hogarth to Rowlandson: Medicine in Art in Eighteenth-century Britain,Liverpool University Press, ISBN 0-85323-640-2, ISBN 978-0-85323-640-5 p. 280 (Thomas Rowlandson, "The Resurrection or an Internal View of the Museum in W-D M-LL street on the last day Arquivado em 26 de abril de 2009, no Wayback Machine.", 1782)
  3. Staff. Resurrection of the Body Arquivado em 23 dde outubro de 2008 no Wayback Machine. [dead link], Retrieved 2008-11-17
  4. Mary Abbott (1996). Life Cycles in England, 1560–1720: Cradle to Grave, Routledge, ISBN 0-415-10842-X, 9780415108423. p. 33
  5. Dr D.R.Johnson, Introductory Anatomy , Centre for Human Biology, (now renamed Faculty of Biological Sciences, Leeds University), Acesso em: 17 de novembro de 2008.
  6. «Sínodo do Cadáver». O Arquivo. Consultado em 2 de outubro de 2018 
  7. Encyclopædia Britannica
  8. Frusher, J. (2010). «Hanging, Drawing and Quartering: the Anatomy of an Execution». Consultado em 30 de junho de 2010. Arquivado do original em 12 de julho de 2011 
  9. Henderson 1897, p. 19.
  10. Juhala 2004.
  11. Journal of the House of Commons: volume 8: 1660–1667 (1802), pp. 26–7 Câmara dos Comuns A legislação retroagiu a 1 de janeiro de 1649 (1648 no calendário anterior).
  12. Bradshaw, Richard Lee (2010), God's Battleaxe, ISBN 978-1-4535-8392-0, Xlibris Corporation, pp. 379–381 
  13. «Cópia arquivada». Consultado em 2 de outubro de 2018. Arquivado do original em 5 de fevereiro de 2012 
  14. Brooke, James; Times, Special to the New York (9 de fevereiro de 1986). «HAITIANS TAKE OUT 28 YEARS OF ANGER ON CRYPT». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 17 de outubro de 2017 

BibliografiaEditar