Abrir menu principal

Expiação (visão governamental)

SignificadoEditar

A teoria governamental surgiu em oposição ao socinianismo [1]. Grocius escreveu Defensio fidei catholicae de satisfactione Christi, na qual utilizou-se da semântica de "governamental" tirada de sua formação em direito e sua visão geral de Deus como governador (governante) moral do universo. Grocius demonstrou que a expiação satisfazia a Deus em seu papel como rei divino cósmico e juiz, e sobretudo que Deus não poderia ter simplesmente ignorado o pecado como os socinianistas reivindicavam.

Apesar de sua origem, a visão de Grocius é freqüentemente comparada com a do teoria de satisfação formulada inicialmente por Santo Anselmo, a qual é preferida pela Igreja Católica, e posteriormente desenvolvida para a teoria da substituição penal mantida pela maioria dos calvinistas. Também pode ser contrastada com a compreensão de Christus Victor a qual é preferida pela maioria dos ortodoxos e muitos cristãos luteranos. As teorias de satisfação e substituição argumentam que Jesus recebeu o castigo completo e real por homens e mulheres, enquanto a visão de Christus Victor enfatiza a libertação da humanidade da escravidão do pecado, morte, e do Diabo.

Em contrapartida, a teoria governamental sustenta que o sofrimento de Cristo foi uma substituição verdadeira e significativa pelo castigo humano merecido, mas não era constituída de Cristo recebendo o exato castigo devido ao povo pecador. Em vez disso, Deus demonstrou publicamente seu descontentamento com o pecado através do sofrimento de seu próprio Filho sem pecado e obediente como uma propiciação. O sofrimento e a morte de Cristo serviu como uma substituição pelos castigos humanos que poderiam ser recebidos. Nesta base, Deus é capaz de estender o perdão, mantendo a ordem divina, tendo demonstrado a gravidade do pecado e permitindo assim que a sua ira "passase".

ÂmbitoEditar

Uma segunda característica da teoria governamental é o âmbito da expiação. Segundo as teorias não governamentais, a morte de Cristo não se aplica diretamente aos indivíduos, mas à Igreja como uma entidade corporativa. Os indivíduos, em seguida, participam da expiação por estarem ligados à Igreja através da fé. Também é possível, portanto, cair para fora do alcance da expiação através da perda da fé. Esta visão contrasta particularmente com a teoria de castigo, que afirma que a morte de Jesus serviu como uma substituição pelos pecados dos indivíduos diretamente (veja também expiação limitada).

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

PróEditar

ContraEditar