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Ezequiel

profeta do Antigo Testamento
Ezequiel
יְחֶזְקֵאל, Y'khizqel
O profeta Ezequiel, por Michelangelo, entre 1509-1510, na Capela Sistina, Vaticano.
Nascimento 622 a.C.
Jerusalém, território da Tribo de Judá, Reino de Judá.
Morte 570 a.C.
Babilônia, Segundo Império Babilônico.
Cidadania israelita
Ocupação Profeta da Bíblia; Sacerdote.
Magnum opus Livro de Ezequiel

Ezequiel (em hebraico: יְחֶזְקֵאל, transl. Y'khizqel, IPA[jəħ.ezˈqel]), "A Força de Deus ou Deus Fortalece", de חזק, khazaq, IPA[kħaˈzaq], "força", e אל, el, IPA[ʔel], "Deus"), foi um sacerdote que profetizou por 22 anos durante o século VI a.C., através de visões que teve durante o exílio da Babilônia, tal como registrado no Livro de Ezequiel.

O cristianismo vê Ezequiel como um profeta, e o judaismo considera o seu livro como parte de seu cânone, considerando-o o terceiro dos principais profetas. O islamismo fala de um profeta chamado Dhul-Kifl, que costuma ser associado com Ezequiel.

VidaEditar

Ezequiel, era um sacerdote[1] que foi chamado para profetizar durante o Exílio do povo judeu na Babilônia, tendo exercido sua atividade entre os anos 593 a 571 AC[1]. Diz-se que fundou uma escola de profetas e que ensinava a Lei à beira do Rio Quebar[2] que corta a cidade de Babilônia.

São curiosas as visões que o profeta teve sobre a glória de Jeová e os sinais que aconteceram em sua própria vida demonstrando que as ações de Deus são fortes e marcantes. Ezequiel perdeu a sua esposa como sinal da queda de Jerusalém.

A comunidade, em meio à qual ele vivia, acreditava que em breve tudo voltaria a ser como antes, para seus contemporâneos o projeto de Deus era mero sistema que lhe dava segurança. Ezequiel, no entanto, sabe que o sistema passado estava agonizando de maneira irrecuperável, pois Jerusalém seria destruída.

Segundo ele, a sociedade sofria de doença crônica e incurável, pois havia abandonado o projeto de Jeová em troca de uma vida luxuosa e fascinante. Por isso, Ezequiel vê o próprio Deus deixando o Templo (11:22-24) e largando os rebeldes ao bel-prazer dos amantes.

Isso era causa de sofrimento para o profeta, mas não de desânimo e desespero. Para ele, o futuro seria de ressurreição (caps. 36-37) e novidade radical. Com sua linguagem simbólica, Ezequiel indicava os passos para a construção do mundo novo:

 
Visão de Ezequiel da ressurreição dos ossos (Ezequiel 37: 1-14), óleo sobre tela, autor desconhecido, escola alemã do século XVII.
  • Assumir a responsabilidade pelo fracasso histórico de um sistema que se corrompeu completamente, provocando a ruína de toda a nação.
  • Compreender que a simples reforma de um sistema corrompido não gera nenhuma sociedade nova; apenas reanima o velho sistema que, cedo ou tarde, acabará sempre nos mesmos vícios.
  • Converter-se a Jeová, assumindo o seu projeto; e, a partir daí, construir uma sociedade justa e fraterna, voltada para a liberdade e a vida.

Com esse programa profético, vislumbrava-se um futuro novo: Deus voltaria para o meio de seu povo (43:1-7), provocando o surgimento de uma sociedade radicalmente nova. Aí todos poderão participar igualmente dos bens e decisões que constroem a relação social a partir da justiça. Desse modo, todos poderão reconhecer que a partir desse dia, o nome da cidade será: Jeová está aí (48:35)[1].

A doutrina deste profeta tem por núcleo a renovação interior: é preciso criar para si um coração novo e um espírito novo (18:31); ou ainda, o próprio Deus dará "outro" coração, um coração "novo", e infudirá no homem um espírito "novo" (11:19; 36:26)[3].

Uma curiosidade sobre Ezequiel é que ele e o profeta Daniel são os únicos além de Jesus que foram chamados de filho do homem.

Ezequiel dá origem à corrente apocalíptica, suas grandiosas visões antecipam as de Daniel e as do autor de Apocalipse[3].

Ezequiel e o Proposito do seu LivroEditar

O propósito das profecias de Ezequiel foi duplo (1) entregar a mensagem divina do juízo ao povo apóstata de Judá e Jerusalém (1-----24) e às sete nações estrangeiras ao seu redor (25---32); e (2) conservar a fé do Remanescente fiel a Deus no exílio,concernente à restauração de seu povo segundo o concerto e à gloria final do reino de Deus (33---48).O Profeta também ressaltava a responsabilidade pessoal de cada indivíduo diante de Deus, ao invés de somente culpar os antepassados e seus pecados como a causa do exílio como julgamento(18.1-32;33.10-20)

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c Ezequiel Arquivado em 11 de dezembro de 2009, no Wayback Machine.Edição Pastoral da Bíblia, acessado em 17 de agosto de 2010
  2. Tradução Ecumênica da Bíblia, Ed. Loyola, São Paulo, 1994, p 803
  3. a b Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.244
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Ezekiel».

Ligações externasEditar

 
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