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Família Bonaparte

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A história européia é marcada pelo domínio de famílias reais em várias épocas. Na França destacou-se a família Bonaparte, a que pertenceu Napoleão. Família da Córsega, de origem italiana, os Buonaparte (o nome afrancesado Bonaparte só foi adotado por Napoleão I em 1796) remontam à Idade Média e, no século XIII, já possuíam ramos em várias regiões da Itália. Um de seus membros, Francesco Bonaparte fixou-se no século XVI na Córsega, onde seus descendentes passaram a exercer a advocacia.

Índice

Carlo Maria BuonaparteEditar

Pai de Napoleão I, nasceu em 1746. Jurista formado em Pisa, lutou contra os franceses pela independência da Córsega, mas deixou a causa e foi nomeado conselheiro real da capital, Ajaccio. Casou-se com Maria Letícia Ramolino, com quem teve 13 filhos, e faleceu em Montpellier em 1785. Chamada Madame Mère no império napoleônico, Letícia nasceu em Ajaccio em 1750. Juntou-se ao filho, Napoleão, na ilha de Elba, voltando com ele a Paris durante os Cem Dias. Após Waterloo, pôs-se sob a proteção do papa Pio VII em Roma, morrendo em 1836. José, irmão mais velho de Napoleão I, nasceu em 1768. Lutou ao lado dos revolucionários franceses na conquista da Córsega. Em 1797, foi nomeado embaixador em Parma e em Roma pelo Diretório. Participou do Conselho dos Quinhentos, como deputado da Córsega. Apesar de desentendimentos, Napoleão o nomeou rei de Nápoles (1806-1808) e da Espanha (1808-1813). Com a derrota de Napoleão em 1815, José retirou-se para os Estados Unidos, e em 1832 viajou para a Inglaterra, Gênova e Florença, onde morreu em 1844.

LucianoEditar

Nascido em 1775. Segundo irmão de Napoleão I, foi presidente do Conselho dos Quinhentos, colaborando efetivamente para o golpe de estado do 18 Brumário em (1799). Sob o consulado de Napoleão, foi ministro do Interior e embaixador em Madri. Indispondo-se com o irmão após recusar as coroas da Itália e da Espanha, retirou-se em 1804 para Roma, recebendo do papa Pio VII um principado perto de Viterbo. Viajou para os Estados Unidos em 1810, mas, preso pelos ingleses, só foi libertado em 1814. Após Waterloo, passou a residir na Itália, onde morreu em 1840, na cidade de Viterbo.

Mariana ElisaEditar

A mais velha das irmãs de Napoleão I, nasceu em 1777. Tornou-se princesa de Lucca e de Piombino em 1805, e grã-duquesa da Toscana em 1809. Após a queda de Napoleão, foi prisioneira dos austríacos. Morreu perto de Trieste em 1820.

LuísEditar

Terceiro irmão de Napoleão I, nasceu em 1778. Participou da campanha italiana de 1796-1797 com Napoleão e foi seu ajudante-de-campo no Egito. General em 1804, foi governador de Paris em 1805 e rei da Holanda em 1806, abdicando em 1810, quando Napoleão ocupou o reino. A partir de então, passou a maior parte do tempo na Itália, com o nome de conde de St.-Leu, dedicando-se à história contemporânea e à literatura. Morreu em Livorno em 1846. Seu terceiro filho, Carlos Luís Napoleão, presidiu a II República francesa e fundou o II Império (1848-1871)

PaulinaEditar

Segunda irmã de Napoleão I, nasceu em 1780. Casou-se com o general Leclerc em 1797 e, depois da morte deste, casou-se com o príncipe romano Camillo Borghese, de quem se separou poucos anos depois, voltando a Paris. Napoleão deu-lhe o título de condessa de Guastalla, mas afastou-a da corte em 1810, porque ela se desentendeu com a imperatriz Maria Luísa. Paulina acompanhou a mãe à ilha de Elba, em 1814, e morreu em Florença em 1825, após se reaproximar do marido.

Maria Anunciata CarolinaEditar

Carolina, irmã mais moça de Napoleão I, nasceu em 1782. Rainha de Nápoles, exerceu profunda influência sobre Murat, com quem se casou em 1800, sendo acusada de concorrer, por ambição, para a traição do esposo, que se aliou à Áustria contra Napoleão em 1814. Morreu em Florença em 1839.

JerônimoEditar

Irmão caçula de Napoleão I, nasceu em 1784. Serviu na Marinha e abandonou o serviço nas Índias Ocidentais em 1803. Casou-se nos Estados Unidos com Elizabeth Patterson, filha de um comerciante. Em 1807 voltou à França, mas Napoleão só o acolheu quando concordou em abandonar a mulher e casar-se novamente com a princesa Catarina de Wurttemberg. No mesmo ano ganhou o título de rei da Vestfália. Depois de Waterloo, refugiou-se junto ao sogro, que o fez, em 1816, príncipe de Monfort. Napoleão III, em 1852, devolveu-lhe o título de príncipe imperial. Faleceu em Seine-et-Oise em 1860.