Os Famks

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Os Famks foi um conjunto musical brasileiro formado no Rio de Janeiro em 1967.[2][3][4]

Os Famks
Informação geral
Origem Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Pop
Período em atividade 1968-1979
Gravadora(s) EMI-Odeon e Selo Continental.
Integrantes Serginho
Paulinho
Kiko
Nando
Ricardo Feghali
Cleberson Horsth
Ex-integrantes Osmar
Kiko (Francisco Roberto Cataldo)
Alceu (Alceu Roberto Cataldo)
Mauro (Mauro Salgado) Marcos (Marcos Leal Leite
Marcelo (Marcelo C. Finocci)[1]

História

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Início

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Fundado pela família Cataldo em 1967, a primeira formação de Os Famks tinha como integrantes Alceu Cataldo (guitarra e voz), Newson Cataldo (guitarra contra-solo), Francisco Cataldo (guitarra solo), Marcelo (bateria e percussão), Marquinhos (teclado) e Túlio (contrabaixo). Na época, a banda era muito requisitada para animar bailes cariocas e foi aproveitada para gravações de inúmeras vinhetas,[5] além de tocar em clubes.[6]

Em 1968, Marquinhos foi substituído no teclado por Mauro Salgado, ex-membro da banda Os Beatos e com passagem rápida por Renato e seus Blue Caps, na qual havia ajudado na formação. Marcelo foi substituído na bateria por Fernando (Fefeu), vindo da banda Die Panzers, e Túlio foi substituído por Luís Carlos Serpa, também ex-Beatos, ambos convidados por Mauro.

Primeiras gravações

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Na década de 1970, o grupo também se destacava por seu vocal diferenciado e pelo estilo de rock pesado, tocando músicas estrangeiras em seus bailes e shows. As músicas, na maioria, eram inéditas no Brasil e trazidas pelo famoso disk jockey Big Boy, da Rádio Mundial.

Em 1971, Nando substituiu Luís Carlos no contrabaixo e Cleberson Horsth foi convidado para tocar órgão, substituindo Mauro Salgado. Com essa formação, os Famks gravaram um compacto com músicas de Zé Rodrix, sendo uma delas A Lenda da Porca. Newson Cataldo deixou a banda após a gravação do compacto.

Outros componentes foram deixando o grupo a partir dessa época e, em 1975, o vocalista Osmar, da formação original, decidiu seguir carreira solo nos Estados Unidos. Além de Nando e Cleberson, que permaneceram, a formação contava com ex-integrantes da banda Los Panchos Villa: Kiko na guitarra, Ricardo Feghali nos teclados e Paulinho na percussão, mais o baterista Serginho.[2][7]

Discos de estúdio e covers

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Com o sexteto formado por Cleberson, Nando, Kiko, Ricardo, Serginho e Paulinho, Os Famks gravaram os álbuns de estúdio Famks (1975) e Famks (1978), marcadamente influenciados pelo rock internacional da época.[8][9] Eles também gravaram vários LPs com versões covers de sucessos daquela época, embora sob o pseudônimo Os Motokas.[10] Cada disco trazia na capa uma mulher posando em uma motocicleta e consistia em dez faixas, cada qual um medley formado por três canções. Para gravar os vocais femininos, foram incluídas cantoras como Claudia Telles, Lílian e Jane Duboc.[11]

Em 1980, eles gravaram um compacto do funk-rap "O Melô do Mão Branca", canção cantada por Gerson King Combo e escrita por Paulo Coelho após sugestão de Roberto Livi, que queria abordar em música algo que tinha lido no jornal Ultima Hora sobre um suposto justiceiro que teria matado diversos criminosos na Baixada Fluminense. A PolyGram acabou recolhendo-o das lojas posteriormente apesar do sucesso, por temer que a canção fosse considerada apologia ao crime.[12]

O surgimento do Roupa Nova

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Em 1980, os integrantes decidiram parar de tocar apenas regravações e decidiram partir para o trabalho autoral.[6] Essa mudança de rumos artísticos implicou no nascimento do Roupa Nova,[13] dando início a uma das carreiras mais bem-sucedidas do pop brasileiro.[14]

Discografia

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Ver também

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Referências

  1. «Macaé Rock». macaerock.com.br. Consultado em 23 de julho de 2010 [ligação inativa] [ligação inativa]
  2. a b Mauro Ferreira (14 de dezembro de 2020). «Voz enérgica de Paulinho, marca da longevidade do grupo Roupa Nova, ecoa no coração do Brasil». G1. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  3. João Teles (12 de junho de 2016). «Roupa Nova volta ao tempo dos Famks». Jornal da Cidade. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  4. Sandro Moser (13 de abril de 2017). «Cinco coisas que talvez você não saiba sobre o Roupa Nova». Gazeta do Povo. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  5. «Roupa Nova - Através dos Tempos». atempos.kit.net. Consultado em 23 de julho de 2010 [ligação inativa] 
  6. a b Barcinski 2014, p. 151.
  7. «Roupa Nova - Dados Artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  8. «Os Famks - Dados Artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  9. «Os Famks». IMMUB. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  10. «Os Motokas». IMMUB. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  11. Barcinski 2014, p. 152.
  12. Barcinski 2014, p. 108.
  13. «Os Fanks -Dados Artísticos - Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira». dicionariompb.com.br. Consultado em 23 de julho de 2010 
  14. Mauro Ferreira (14 de dezembro de 2020). «Voz enérgica de Paulinho, marca da longevidade do grupo Roupa Nova, ecoa no coração do Brasil». G1. Consultado em 15 de dezembro de 2020 

Bibliografia consultada

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