Abrir menu principal

Farnésio

família italiana influente durante o Renascimento
(Redirecionado de Farnese)
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde abril de 2017). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Disambig grey.svg Nota: Se procura para a localidade italiana, veja Farnese (Lácio).
Brasão familiar dos Farnese: de or, seis flores de liz de azure colocadas em 3, 2 e 1.
Brasão a partir de 1537, ano em que Pedro Luís Farnésio é nomeado Gonfaloneiro da Igreja.
Brasão entre 1592 e 1731: o escudo original dos Farnese é combinado com o símbolo dos Gonfaloneiro da Santa Sé (cargo na posse da família), tendo as Armas de Portugal sobre o todo, dado Ranuccio I ser o legítimo herdeiro dos Aviz.

A família Farnese, também conhecida sob a grafia portuguesa Farnésio, foi uma influente família italiana da aristocracia que ostentou o Ducado de Castro entre 1537 e 1649 e o Ducado de Parma e Placência entre 1545 e 1731. Os seus importantes membros incluíram o papa Paulo III e os duques de Parma.[1]

O poderio dos Farnésio e a sua ligação com as mais ilustres famílias romanas teve lugar em tempos de Ranuccio Farnese, o Velho, protegido do papa Eugênio IV. Ranuccio casou o seu filho Gabrielle Francesco com Isabella Orsini, e o seu filho Pier Luigi, continuador da estirpe, com Giovanella Caetani. Desse matrimónio nasceram o papa Paulo III e Júlia Farnésio.[2]

Entre os séculos XVI e XVII os Farnésio distinguiram-se pela sua protecção às artes, e a eles se deve a construção do Palácio Farnésio em Roma, da Villa Farnese, em Caprarola, da Igreja de Jesus em Roma e do Palácio della Pilotta em Parma, actualmente a Galeria Nacional de Parma.

O último Farnésio soberano de Parma foi António Farnésio (Antonio Farnese) (1679-1731); ao morrer sem sucessão directa, o ducado passou para o filho da sua sobrinha Isabel Farnésio (Elisabeta Farnese) e do monarca espanhol Filipe V, o terceiro filho varão infante Filipe de Bourbon, que fundou a Casa de Bourbon-Parma.

Os Farnésio, herdeiros da dinastia de AvizEditar

 Ver artigo principal: Dinastia de Avis

Com a morte do cardeal-rei Henrique I de Portugal, Rainúncio I Farnésio era o único candidato ao trono de Reino de Portugal que descendia por via legítima de um varão de D. Manuel I: D. Maria, filha mais velha do infante D. Duarte, quarto Duque de Guimarães, era mãe de Rainúncio.

Mas Rainúncio era ainda criança (em 1580 tinha apenas 11 anos) e seu pai, Alexandre Farnésio de Parma e Placência era governador dos Países Baixos Espanhóis, formalmente um súbdito de Filipe II de Espanha, facto que veio a preterir os Farnésio durante a Crise de sucessão de 1580.

Contudo, os Farnésio colocaram no centro do seu brasão, um escudete com as Armas de Portugal, demonstrando o seu direito inalianável ao trono do país (ver brasão à direita), que passou a ser o brasão da família até à morte do último duque Farnésio, António I.

Lista dos membros mais importantes da família FarneseEditar

 
Cardeal Ranuccio Farnese
Ticiano, 1542, Galeria Nacional de Arte, Washington, D.C.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Farnese Family». Encyclopædia Britannica. Arquivado do original em 4 de novembro de 2013 
  2. «Farnése ‹-se›». Enciclopedia Treccani 

Ligações externasEditar