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Fatou Bensouda
Procuradora-Chefe da Corte Penal Internacional
Período 15 de junho de 2012
até a atualidade
Presidente Song Sang-Hyun
Silvia Fernández de Gurmendi
Antecessor Luis Moreno Ocampo
Ministra da Justiça de Gâmbia
Procuradora-geral
Período 1998 até 2000
Presidente Yahya Jammeh
Antecessor Hawa Sisay-Sabally
Sucessor Pap Cheyassin Secka
Dados pessoais
Nascimento 31 de janeiro de 1961 (58 anos)
Banjul, Gâmbia
Religião Islã

Fatou Bom Bensouda, nascida Nyang, (pronúncia: /fɑːˈt/ /bɛnˈsəʊdə/; Banjul, 31 de janeiro de 1961) é uma advogada e jurista gâmbia, ex-assessora do presidente Yahya Jammeh, e atualmente procuradora de justiça criminal internacional e consultora jurídica.

Bensouda é a procuradora-chefe da Corte Penal Internacional desde junho de 2012, depois de ter servido como procuradora-adjunta desde 2004 e de ter sido ministra da Justiça de Gâmbia. Ela ocupou, também, as funções de assessora jurídica e advogada de julgamentos no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda.

Início da vida e educaçãoEditar

Nascida em 31 de janeiro de 1961, em Banjul (então Bathurst), Gâmbia, Bensouda é filha de Omar Gaye Nyang, um promotor de wrestling. Ela frequentou a escola primária e secundária na Gâmbia, antes de mudar-se para a Nigéria, onde graduou-se em 1986 na Universidade de IFE com um Bacharel em Leis. No ano seguinte, recebeu sua qualificação profissional de Barrister pela Faculdade de Direito da Nigéria. Mais tarde, tornou-se a primeira especialista em direito marítimo de Gana após se tornar mestre em leis pelo Instituto de Direito, em Malta.[1]

Bensouda é casada com o empresário gambiano-marroquino Phillip Bensouda. Eles têm três filhos, um dos quais é adotado.[2]

CarreiraEditar

Fatou Bensouda desempenhou um papel central nos primeiros anos do regime de Yahya Jammeh em Gâmbia, sendo escolhida como sua consultora jurídica em 1994 e ministra da Justiça, desempenhando esta função entre 1998 a 2000. Jammeh foi recorrentemente denunciado por seu desrespeito aos direitos humanos, sendo seu país considerado como uma das "piores ditaduras do mundo".[3][4]

A carreira internacional de Bensouda em órgãos não-governamentais civis iniciou-se formalmente no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde trabalhou como consultora jurídica e advogada antes de se tornar assessora jurídica e chefe da assessoria jurídica. Em 8 de agosto de 2004, foi eleita vice-procuradora de processos, com maioria esmagadora de votos pela Assembleia dos estados Partes da Corte Penal Internacional. Em 1 de novembro de 2004, Bensouda foi empossada neste cargo.[5]

Em 1 de dezembro de 2011, a Assembleia dos Estados Partes do Tribunal Internacional Penal anunciou que um acordo informal foi atingido para fazer com que Bensouda fosse a escolha de consenso para suceder Luis Moreno Ocampo como procuradora do tribunal.[6] Ela foi formalmente eleita por consenso, em 12 de dezembro de 2011.[7] Seu mandato começou em junho de 2012.[8]

Referências

  1. Perfect, David. Historical Dictionary of The Gambia. [S.l.]: Rowman & Littlefield Publishers. p. 59. ISBN 978-1-4422-6526-4 
  2. Mike Gitau (8 de dezembro de 2014). «The Essence of Fatou Bensouda». Nairobi Sun. Consultado em 7 de março de 2017 
  3. Esther Addley (5 de junho de 2016). «Fatou Bensouda, the woman who hunts tyrants». The Guardian. Consultado em 7 de março de 2017 
  4. «Gambia: Why Is Fatou Bensouda, The ICC Chief Prosecutor, Still Silent About The Crimes Yahya Jammeh Is Commuting ?». Freedom Newspaper. 19 de maio de 2016. Consultado em 7 de março de 2017 
  5. Emmanuel Kwaku Akyeampong e Henry Louis Gates (2012). «Dictionary of African Biography». OUP USA. p. 436. ISBN 978-0-19-538207-5. Consultado em 6 de março de 2017 
  6. «Fatou Bensouda in Line to Become Next International Criminal Court Prosecuto» (PDF). International Criminal Court. 1 de dezembro de 2011. Consultado em 6 de março de 2017 
  7. Farouk Chothia (12 de dezembro de 2011). «Africa's Fatou Bensouda is new ICC chief prosecutor». BBC. Consultado em 6 de março de 2017 
  8. «Fatou Bensouda é a nova procuradora do Tribunal Penal Internacional em Haia». DW. 15 de junho de 2012. Consultado em 6 de março de 2017