Fazenda Chapadão

(Campinas/SP) Fazenda Chapadão. Em sua sesmaria, o capitão Joaquim José Teixeira Nogueira, fundou este engenho de açúcar, um dos pioneiros da indústria açucareira em Campinas, com produção, em 1798, de 1.000 arrobas de açúcar, no qual construiu o mais antigo dos grandes solares do açúcar Atualmente no Solar encontra-se a Companhia de Comando da 11ª Bda Inf L. Sucedeu-o o filho Major Luciano Teixeira Nogueira que construiu nova sede que serve, atualmente, ao Comando da 11ª Brigada de Infantaria Leve, do Exército Nacional . Nesta casa nasceu seu filho Francisco de Paula Nogueira que incentivado pela Coluna Expedicionária do Mato Grosso que acampou em Campinas antes seguir para Laguna[1], alistou-se como Voluntário da Pátria para a Guerra do Paraguai em 24 de abril de 1865, sendo promovido ao posto de Alferes do 7º Corpo de Voluntários da Pátria, em 11 de maio de 1865.

O Alferes Francisco de Paula Nogueira participou da Batalha da ilha da Redenção em 10 de abril de 1866, da Batalha de Tuiuti em 24 de maio de 1866, da Batalha de Boquerón em 16 de julho e da Batalha do Sauce em 18 de julho quando o 7º CVP sofre pesadas baixas, entre elas do Alferes Francisco de Paula Nogueira.

Tendo o Major Luciano sido um dos chefes da ‘’Revolução Liberal de 1842’’, nesta casa se acomodaram seus voluntários, tendo suas terras sido percorridas pela cavalaria que o Coronel José Vicente de Amorim Bezerra enviou para o Combate da Venda Grande contra os revolucionários acantonados no sobrado do engenho da Lagoa, enquanto a infantaria atacava pelo flanco através do engenho do Monjolinho , propriedade do presidente da Província.

Pelos anos de 1850, com produção de 5 mil arrobas, foi o engenho vendido a Tomás Luís Alves, gerente do Banco do Brasil, em São Paulo.

Em outubro de 1869, já como fazenda de café, foi vendida ao barão de Itapura, Joaquim Policarpo Aranha, com o sítio anexado Estiva; em 1885 tinha 110 mil pés de café em terra roxa, máquina de benefício a vapor e terreiros atijolados.

Em 1890, o barão de Itapura e a baronesa consorte, Libânia de Sousa Aranha, por inventário amigável, transferiram a propriedade aos filhos José Francisco e Alberto Egídio de Sousa Aranha, tornando-se depois, este último, seu proprietário exclusivo.

Com o falecimento de Alberto Egídio de Sousa Aranha, ficou esta fazenda, e a fazenda Bom Retiro, para sua viúva, Isolina Barbosa Aranha e seu filho único, Carlos Alberto Barbosa Aranha, tendo, em 1900, uma produção de doze mil arrobas de café.

Estes últimos proprietários, premidos por seus credores, a firma Teles, Quirino & Nogueira, pagaram-nos transferindo a propriedade da fazenda que, em 1914, tinha 600 alqueires de terras com 500 mil pés de café.

Transferido o imóvel a Antônio Carlos da Silva Teles, casado com Olímpia Nogueira, irmã de José Paulino Nogueira, herdam a fazenda os filhos do casal, Olímpia, casada com Joaquim Bento Alves Lima, e Ana, casada com Otaviano Alves Lima Filho, tendo este último, já proprietário exclusivo, vendido, em 1942, ao Exército Brasileiro, sendo atualmente o Forte Anhanguera, sede da 11ª Brigada de Infantaria Leve.

No Casarão sede da Fazenda Chapadão há o Museu do Forte Anhanguera que apresenta objetos históricos da Fazenda Chapadão e exposição sobre História do Exército em Campinas.

BibliografiaEditar

  • PUPO, Celso Maria de Melo: Campinas, Município do Império – Imprensa Oficial do Estado, São Paulo, 1983, pág.178
  1. Taunay, Alfredo d'Escragnolle (1874). A retirada de Laguna. Rio de Janeiro: Typ. Americana. 226 páginas