Felippe Moraes

artista brasileiro

Felippe Moraes[1] é um artista plástico, pesquisador e curador independente nascido no Rio de Janeiro, Brasil em 9 de julho de 1988. Atualmente é doutorando em Arte Contemporânea no Colégio das Artes[2] na Universidade de Coimbra e possui um MA Fine Art pela The University of Northampton.

Felippe Moraes
Retrato do artista Felippe Moraes em 2018
Nome completo Felippe Moraes Cardoso
Nascimento 09 de julho de 1988 (31 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Ocupação artista visual, pesquisador e curador independente
Página oficial
http://www.felippemoraes.com

Felippe Moraes no Instagram

BiografiaEditar

 
Escultura Monumento ao Horizonte do artista plástico Felippe Moraes em frente ao Teatro Popular de Niterói no Caminho Niemeyer.

Nascido no Rio de Janeiro em 9 de Julho de 1988, bacharelou-se em Design de Produto no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo[3]. Como artista plástico esteve em exposições em instituições nacionais e internacionais. Sua primeira exposição individual em uma instituição foi Construção no Paço das Artes em 2011 com acompanhamento crítico da curadora Fernanda Lopes como resultado da sua seleção na Temporada de Projetos. No mesmo ano mudou-se para a cidade de Northampton no Reino Unido para cursar o mestrado na University of Northampton. Em 2012 teve sua primeira exposição individual internacional intitulada Matter[4] com texto do crítico Raphael Fonseca. Em 2012 retornou ao Brasil e tornou-se um dos artistas e conselheiros da Despina - Largo das Artes, onde desenvolveu a plataforma LargoLAB de acompanhamento artístico de projetos dos artistas nacionais e internacionais do programa de residências da instituição.[5] Em 2013 na mesma instituição desenvolveu a exposição Hipotética em dupla com o artista Jonas Arrabal[6] e esteve na exposição Mutatis Mutandis em diálogo com a obra de Vera Chaves Barcellos com curadoria de Bernardo de Souza e Bruna Fetter.

Em 2014 apresentou a exposição individual Ordem[7][8][9] com curadoria de Adriano Casanova na Baró Galeria. No mesmo ano foi um dos dez finalistas do Prêmio EDP nas Artes 2014 no Instituto Tomie Ohtake[10] e esteve na Trienal Frestas em Sorocaba com curadoria de Josué Mattos[11][12]. Em 2015 esteve nas mostras coletivas Escala Humana com curadoria de Fernando Sicco[13] no EAC Montevideo e Coisas Sem Nome no Instituto Tomie Ohtake.

Em 2016 foi o primeiro colocado no prêmio ArteMonumento2016 da FUNARTE levando à construção da obra pública permanente Monumento ao Horizonte[14][15][16] no Caminho Niemeyer em Niterói. No mesmo ano apresentou a mostra individual Os Elementos com curadoria de Alexandre Sá no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica[17][18] e Progressão[19][20][21] no Museu de Arte Contemporânea de Niterói com curadoria de Michelle Sommer.

Em 2017 foi um dos vencedores do prêmio KARA 2017[22], ganhando uma residência em Teerã no Irã na Kooshk Residency. Em seguida participou da residência In Context na cidade Slănic Moldova na Romênia[23]. Como legado à cidade criou a instalação permanente Monumento a Euclides (2017), uma espécie de monumento neolítico que reflete sobre as descrições geométricas elaboradas na obra Os Elementos do matemático grego Euclides[24]. No mesmo ano apresentou a exposição individual Cosmografia[25][26] na Baró Galeria em São Paulo com curadoria de Julia Lima, onde estreou os filmes The Drag That Said Phi (2017) estrelado pela drag queen norte-americana Alaska Thunderfuck[27] e Harmonices Mundi (2017) com a banda iraniana Bomrani[28], inspirado no conceito de "Música das Esferas" descrito no livro "Harmonices Mundi"de Johannes Kepler.

 
Vista geral da instalação permanente Monumento a Euclides (2017) por Felippe Moraes na cidade de Slanic Moldova na Romênia.

Em 2018 Moraes realizou a mostra individual Proporción (Proporção) no Espacio de Arte Contemporáneo em Montevideu.[29] No mesmo ano apresentou a exposição individual panorâmica IMENSURÁVEL, com curadoria de Alexandre Sá, na Caixa Cultural de Fortaleza.[30] Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste diz que "a mostra é uma reflexão sobre a obra como um todo nesse momento em que completo dez anos de carreira."[31] Em 2019 o artista realizou a exposição individual Solfejo no Centro Cultural FIESP em São Paulo tratando sobre o som.[32]

O artista define seu trabalho como "uma celebração da experiência do tangível e de como essa vivência, e somente ela, pode promover uma apreensão do intangível e do imaterial com tamanha eloquência retórica e poética. Trata-se de uma revelação que se dá pela ausência, pelas reticências, pelo espaço entre caracteres epistemológicos e pela contemplação daquilo que é infinito, invisível, oculto, que se esconde atrás do horizonte e que é, por fim, imensurável."[30]

 
Vista Geral da exposição IMENSURÁVEL de Felippe Moraes com curadoria de Alexandre Sá na Caixa Cultural de Fortaleza em 2018. AA imagem apresenta em primeiro plano a obra "Movimento Pendular" (2014), à direita "Hermes" (2011), à esquerda fotografias da série "Movimento Pendular" (2015-17) e ao fundo as obras "π" (2016), "φ" (2016) e "Primos" (2016). Foto de Felippe Moraes

Como curador e pesquisador tem trabalhado em diversas frentes: em 2016 foi o curador da exposição Cidades Invisíveis[33] na Despina - Largo das Artes. Em 2016 fundou o projeto HARP (Humanitarian Art Research Platform) orientando a pesquisa visual de artistas refugiados da Síria, República Democrática do Congo e Colômbia, desenvolvendo a curadoria das exposições Horizontes Possíveis[34][35][36][37][38] no Museu do Amanhã e Tradução Provisória[39][40][41] na Fábrica Bhering, ambas no Rio de Janeiro.

 
Imagem da instalação Progressão (2016) do artista Felippe Moraes no Museu de Arte Contemporânea de Niterói em 2016.


Ligações ExternasEditar


ReferênciasEditar

  1. «felippe moraes art news» (em inglês). designboom. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  2. «Motel Coimbra - Felippe Moraes». Universidade de Coimbra. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  3. «Formados na Belas Artes participam da SP-Arte/Foto | Notícias | Belas Artes». www.belasartes.br. Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  4. «MK Gallery – Showcase 2012: Felippe Moraes». www.mkgallery.org (em inglês). MK Gallery. Consultado em 12 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 13 de fevereiro de 2017 
  5. «LAB especial reúne ex-residentes | Despina». despina.org. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  6. «Hipotética». barogaleria.com. Baró Galeria. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  7. «Abertura de exposições na galeria Baró - 12/02/2017 - Ilustrada - Fotografia - Folha de S.Paulo». Folha de S.Paulo 
  8. «Coletiva Residentes». Baró Galeria. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  9. «felippe moraes makes geometric drawings using pendulum». designboom (em inglês). 29 de julho de 2014. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  10. «Instituto Tomie Ohtake». Prêmio EDP nas Artes 2014. Instituto Tomie Ohtake. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  11. MATTOS, Josué (2015). Frestas Trienal de Artes. São Paulo: SESC. pp. 137 – 139 
  12. «Revista E - Outubro de 2014 - ANO 21 - Nº 4». issuu (em inglês) 
  13. «Espacio de Arte Contemporáneo». www.eac.gub.uy (em espanhol). Espacio Arte Contemporáneo. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  14. «felippe moraes erects a 'monument to the horizon' in rio». designboom | architecture & design magazine (em inglês). 25 de janeiro de 2017 
  15. «Inauguração de obra pública de Felippe Moraes - seLecT». seLecT. 9 de setembro de 2016 
  16. «Obras em ferro ocupam a paisagem». O FLuminense. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  17. «Felippe Moraes – Os Elementos – PPGAV–EBA–UFRJ». www.ppgav.eba.ufrj.br. PPGAV - UFRJ. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  18. «[ Baró ] » Felippe Moraes | Os Elementos | Abertura 09.04, das 10h às 18h, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica | Rio de Janeiro, RJ». barogaleria.com (em inglês). Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  19. «MAC-Niteroi abre exposição sobre Baía da Guanabara». Rádios EBC. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  20. «Arte em 4 tempos». O Fluminense. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  21. «felippe moraes progression flags at niterói contemporary art museum». designboom (em inglês). 26 de janeiro de 2017 
  22. «Winners of KARA 2017 have been announced - Kooshk Residency». Kooshk Residency (em inglês) 
  23. Insider, Ro (26 de junho de 2017). «Brazilian artists turn eastern Romanian city into living museum». Romania Insider (em inglês) 
  24. «Felippe Moraes, Adi Bulboacă · Monument to Euclid». Divisare (em inglês). Consultado em 31 de dezembro de 2017 
  25. «Artista carioca Felippe Moraes mostra obras produzidas no Irã». Guia Folha. 6 de dezembro de 2017 
  26. «Felippe Moraes | Baró Galeria | DASartes». dasartes.com. Consultado em 29 de dezembro de 2017 
  27. «Exposição Cosmografia de Felippe Moraes traz 'The Drag that Said Phi', protagonizado pela drag queen Alaska Thunderfuck, estrela do RuPaul's Drag Race» 
  28. «Canal Contemporâneo | Blog do Canal | Felippe Moraes na Baró, São Paulo». www.canalcontemporaneo.art.br. Consultado em 29 de dezembro de 2017 
  29. «T29» (PDF). Espacio de Arte Contemporáneo. 9 de março de 2018. Consultado em 21 de junho de 2018 
  30. a b MORAES, Felippe; SÁ, Alexandre (2018). Imensurável - Felippe Moraes. Fortaleza: Caixa Cultural Fortaleza. 64 páginas. Consultado em 21 de junho de 2018 
  31. «Tentando mensurar o imensurável - Caderno 3 - Diário do Nordeste». Diário do Nordeste. Consultado em 21 de junho de 2018 
  32. Balbi, Clara (2 de abril de 2019). «Ciência e magia se misturam em individual de Felippe Moraes». Jornal. Folha de S. Paulo. Consultado em 23 de julho de 2019 
  33. «Cidades invisíveis, quinteto de fagotes e mais cinco indicações culturais - 07/08/2016 - Ilustríssima». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  34. «Museu do Amanhã recebe exposição com obras de refugiados no Rio». G1. 13 de setembro de 2016 
  35. «Refugiados do Congo e da Síria que vivem no Rio abrem mostra que trata dos pesares da expatriação - Cultura - Estadão». Estadão 
  36. «Exposição no Museu do Amanhã revela o talento de artistas refugiados». ONU Brasil. 26 de setembro de 2016 
  37. «Exposição no Museu do Amanhã revela o talento de artistas refugiados». ACNUR - ONU 
  38. «Museu do Amanhã abre exposição "Respeito", a partir de concurso internacional». EBC - Agência Brasil 
  39. «O que os artistas refugiados no Brasil têm a nos dizer? – arte ref». arteref.com. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  40. «Exposição apresenta trabalhos de artistas refugiados no Rio». G1. 7 de maio de 2016 
  41. «Exposição reúne trabalhos de artistas refugiados na Zona Portuária do Rio». ONU Brasil. 5 de maio de 2016