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Fernando de Meneses, 2.º Conde da Ericeira

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Gravura de D. Fernando de Meneses.

D. Fernando de Meneses, 2.° Conde da Ericeira (27 de novembro de 1614Lisboa, 22 de junho de 1699) foi um nobre português, do século XVII, muito versado em geometria, geografia e arquitetura militar.

BiografiaEditar

Família e educaçãoEditar

D. Fernando era o filho primogénito de D. Henrique de Meneses, 5.° senhor de Louriçal, e de sua esposa D. Margarida de Lima, filha de João Gonçalves de Ataíde, o 4.° Conde de Atouguia.

Em 1625, ele herdou o título nobiliárquico de seu tio-avô D. Diogo de Meneses, o 1.° Conde da Ericeira, irmão mais novo de seu avô paterno, tornando-se o 2.° Conde da Ericeira. Com a morte do pai, tornou-se ainda o 6.° senhor de Louriçal.

Aprendeu os preceitos da língua latina com o frei Francisco de Santo Agostinho de Macedo, e as disciplinas matemáticas com os padres jesuítas Inácio Stafford e Cristóvão Barros.

Carreira militarEditar

D. João IV de Portugal, tendo sido aclamado rei, reconhecendo o elevado valor militar de D. Fernando de Meneses para a Guerra da Restauração que se ia desenrolar contra Filipe III de Portugal, encarregou-o de fortificar os portos marítimos contra a invasão dos castelhanos, missão esta que ele prontamente executou, aumentando com maior número de artilharia o Castelo de Outão de Setúbal e levantando alguns fortes em Aveiro, Buarcos, Peniche e outros lugares marítimos.

Nas batalhas de Montijo, Valverde e Barcarrota, Meneses se tornou distinto e livrou a cidade de Évora do cerco a que tinha sido submetida pelo general castelhano Marquês de Legañez. Sendo governador da praça de Peniche, impediu o desembarque da armada inglesa no porto. Em 1656, foi nomeado governador e capitão-general de Tânger, para onde partiu em 17 de fevereiro, sendo recebido naquela praça com multiplicadas descargas de artilharia pelo seu antecessor D. Rodrigo de Lencastre.

Comendas e ofíciosEditar

Comendador das comendas de São Pedro de Elvas e de Santa Cristina de Serzedelo, D. Fernando foi conselheiro de guerra; gentil-homem da câmara do infante D. Pedro, depois D. Pedro II de Portugal; deputado da Junta dos Três Estados; vereador do Senado de Lisboa; regedor da Casa da Suplicação; e por fim conselheiro de Estado, rejeitando o governo do reino do Algarve e a vedoria da Fazenda, lugares que lhe foram oferecidos.

FamíliaEditar

D. Fernando de Meneses foi casado com D. Leonor Filipa de Noronha, uma das damas da rainha D. Luísa de Gusmão, filha de Fernão de Saldanha, capitão-general da ilha da Madeira e comendador de São Martinho de Santarém, e de D. Joana de Noronha.

Eles tiveram apenas uma filha: D. Joana Josefa de Meneses (1651-1709), 3.° Condessa da Ericeira que se casou com seu tio D. Luís de Meneses.

ObrasEditar

  • Vida e acções de el-rei D. João I, offerecida à memoria posthuma do Serenissimo Principe D. Theodosio», Lisboa, 1677;
  • Historia de Tanger, que comprehende as noticias desde a sua primeira conquista até á sua ultima ruina», Lisboa, 1732; saiu póstuma, por diligência do editor Miguel Lopes Ferreira;
  • Novena da Encarnação e exercicios espirituaes para os devotos que a tomarem», Lisboa, 1682, sem o nome do autor;
  • Historiarum Lusitanorum ab anno MDCXL ad MDCLVII», Lisboa, 1737, 2 tomos; traz o seu retrato gravado a buril.

Deixou outras obras de menos importância, em prosa e em verso, e muitos volumes manuscritos, que nunca foram publicados.

Ligações externasEditar

Referências