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Figuras de construção

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A gramática normativa, partindo de aspectos lógicos e gerais observados na língua culta, aponta princípios que presidem às relações de dependência ou interdependência e de ordem das palavras na frase. Ensina-nos, entretanto, que aqueles aspectos lógicos e gerais não são exclusivos; ocasionalmente, outros fatores podem influir e, em função deles, a concordância, a regência ou a colocação (planos em que se faz o estudo da estrutura da frase) apresentam-se, às vezes, alteradas. Tais alterações denominam-se figuras de construção' também chamadas de figuras sintáticas. Também Existe A Figura de construção que faz parte da figura de linguagem.

Figuras sintáticas ou figuras de construção:

Figuras de construçãoEditar

Elipse: consiste na omissão de um termo ou expressão, mas que seja facilmente identificada. “Visitando minha casa, bom dia, e nada mais!” (Houve omissão do verbo dizer.)

Zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. "Lúcia escreve narrativas; eu, poemas". (omissão do verbo 'escrever'). "Os adultos possuem poder de decisão; os jovens, incertezas e conflitos. "Nos jardins, flores sem vida."

Polissíndeto: consiste na repetição de conjunções. "Sete quedas por nós passaram / E não soubemos amá-las / E todas sete foram mortas / E todas sete somam no ar,(..)" "A criança pula e canta e ri."

Assíndeto: ao contrário do polissíndeto, é a omissão de conjunções. "Pedi, falei, implorei, nada consegui de volta."

Silepse: consiste na concordância ideológica. Leva-se em consideração o que se subentende. A silepse pode ser:

  • De gênero

“Vossa Excelência está preocupado.”

  • De número

“Os Lusíadas marcou a história de Portugal.”

  • De pessoa

“Os alunos somos interessados em criar um D.A.”

Anacoluto: consiste em deixar um termo solto e dar a impressão de que a frase esteja quebrada. "É, então... não sei se gostaria, mas.. talvez fosse melhor que estivesse aqui." "Quem ama o feio, bonito lhe parece." "Quem anda sem dinheiro, não arranja companheiro." "Comprei três sapatos, um é preto."

Inversão: consiste na colocação das palavras na frase na ordem inversa. "De mãos dadas com ela vinha o homem."

Pleonasmo: consiste numa repetição de um termo, cuja finalidade é dar reforço ao enunciado. "Morrerás morte vil da mão de um forte."(Gonçalves Dias) "Ao pobre não lhe devo nada." "Eu, ninguém me engana."

Anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. “ A vós pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, para chamar-me.” (Gregório de Matos)

"Vi uma estrela tão alta, / Vi uma estrela tão fria! / Vi uma estrela luzindo, / Na minha vida vazia". (Manoel Bandeira)

Antítese e Paradoxo

Paradoxo é a aproximação de ideias contrárias.

  • Ex.: Já estou cheio de me sentir vazio.

Antítese consiste na exposição de palavras contrárias.

  • Ex.: Ele não odeia, ama.

Na explicação do professor Paulo Hernandes fica evidente a diferença entre estas duas figuras de linguagem frequentemente confundidas:

"Como podemos ver, na antítese, apresentam-se ideias contrárias em oposição. No paradoxo, as ideias aparentam ser contraditórias, mas podem ter explicação que transcende os limites da expressão verbal."

Catacrese

É a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver outra palavra apropriada - ou a palavra apropriada não ser de uso comum.

  • Ex.: Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.

Sinestesia

Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.

  • Ex.: Aquela criança tem um olhar tão doce.

Comparação

Como o próprio nome diz, essa figura de linguagem é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo.

  • Ex.: O Amor queima como o fogo.
  • Ex.: Carcará / Lá no sertão / É um bicho que avoa que nem avião (...)[1]

Metáfora

É a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam

Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem cria a metáfora.

Disfemismo ou Cacofemismo

É uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao eufemismo. Expressões disfêmicas são freqüentemente usadas para criar situações de humor.

  • Ex.: Comer capim pela raiz.

Hipérbole ou Auxese[2]

É a figura de linguagem que consiste no exagero.

Metonímia ou Transnominação

É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.

Definição básica: Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda.

  • Ex.: Lemos Machado de Assis por interesse. (Ninguém, na verdade, lê o autor, mas as obras dele em geral.)

Personificação ou Prosopopeia[3]

É uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.

  • Ex.: (...) Eu vi a Estrela Polar / Chorando em cima do mar (...)[4]

Perífrase[5]

Consiste no emprego de palavras para indicar o ser através de algumas de suas características ou qualidades.

  • Ex.: O rei dos animais (Leão)[6]
  • Ex.: Visitamos a cidade-luz (Paris)

Ironia[7]

Consiste em apresentar um termo em sentido oposto.

  • Ex.: Meu irmão é um santinho (malcriado).

Eufemismo[8]

Consiste em suavizar um contexto.

  • Ex.: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu).


Referências