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Foi um Boticário espanhol, que aportou na capitania de Porto Seguro em 1536, se destacando como minerólogo e sertanista.

BiografiaEditar

Felipe Guillén,(aportuguesado para Guilhen),"Castelhano da Nação"[1] era cristão-novo[2] e nasceu em 1487, em Servilha, Espanha onde foi Boticário.[3]

Em 1519, encontra-se na Côrte Portuguesa. Em 1528, recebe o Hábito da Ordem de Cristo por aperfeiçoar à bússola.[4]

"(…)Todos aprovar am a arte (de Felipe Guilhem) per boa,fez-lhe EIRey por isso mer ce de cem mil reis de tença, cö habito e a corretagem da casa da India, que valia muy to.(…)" Em 1535, encontrava-se em direção ao Brasil por desterro a bordo do Caravela Glória,[5] a mesma que transportava o donatário Pêro de Campos Tourinho a Capitania de Porto Seguro.

Já em Porto Seguro dedicou-se a minerologia e a descoberta de ouro e diamantes no interior da Capitania.

Deixou três filhas como cita em sua carta enviada ao Rei D. João III em 1550, sem mais notícias: "(…) carta ao rei de 1550" logo de chegado morreu minha mulher e um filho, fincado 3 filhas já mulheres sendo a mais moça com 17 anos(…)"[6]

Em 1551, foi feito pelo Rei D. João III, Provedor da Fazenda Real/ Juízes da Alfândega de Porto Seguro.

Em 1571, ainda é dado como vivo, conforme testemunho do Padre Antônio Dias, da Compahia de Jesus, que o denunciou a mesa inquisitorial por blasfêmia e judaismo.[7]


Referências

  1. - Visão do paraíso Por Sérgio Buarque de Holanda - pág 35
  2. Os judaizantes nas capitanias de cima Por Elias Lipiner pág.216
  3. História geral do Brasil Por Francisco Adolfo de Varnhagen, Rodolpho Garcia
  4. Antologia poética de Frei Luis de Léon Por Luiz Antônio de Figueiredo pág.17
  5. VILA VELHA - Seu passado e sua gente - Autor: Dijairo Gonçalves Lima
  6. O Instituto Por Instituto de Coimbra pág. 538
  7. La fundación de Brasil Por Darcy Ribeiro, Carlos de Araújo Moreira Neto, Gisele Jacon de A. Moreira pág.209