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Real Força Aérea Neerlandesa

(Redirecionado de Força Aérea Holandesa)
Koninklijke Luchtmacht (KLu)
Medalhão da Real Força Aérea Neerlandesa
País Países Baixos Os Países Baixos
Força Força Aérea
Efetivo Março de 1953 - presente (Tamanho: 181)
Estrutura Os Países Baixos / OTAN
Centro de Comando Forças Armadas dos Países Baixos
Lema Uma equipe, uma tarefa[1]
Batalhas Segunda Guerra Mundial

Guerra do Golfo
Guerra do Kosovo
Guerra do Afeganistão
Invasão do Iraque

Website http://www.luchtmacht.nl/

A Real Força Aérea Holandesa (RNLAF), em holandês: Koninklijke Luchtmacht (KLu), é a força aérea destacada das Forças Armadas dos Países Baixos. Seu antecessor, o Luchtvaartafdeeling (departamento de aviação) foi fundada em 1 de julho de 1913, com apenas quatro pilotos. O time de exibições acrobáticas da força aérea é a Solo Display Team.

HistóriaEditar

O início (1913)Editar

 
Farman

A Real Força Aérea Holandesa é a segunda parte operacional mais jovem das Forças Armadas dos Países Baixos, no qual consiste de quatro partes: Marinha, Exército, Força Aérea e Polícia Militar.

Seu poder aéreo teve início em julho de 1913 com a fundação do Grupo de Aviação do Exército (Luchtvaartafdeeling ou pela abreviação: LVA) no campo de pouso Soesterberg (vliegbasis Soesterberg). Quando começou, o grupo operou apenas uma aeronave, a Brik, no qual foi complementada com três francesas Farman um mês depois.

Estas aeronaves foram logos desatualizadas e o governo holandês ordenou vários Nieuport e Caudron com funções de caças e de reconhecimento para substituí-los.

Primeira Guerra Mundial (1914-1918)Editar

Os holandeses mantiveram uma posição neutra durante a Primeira Guerra Mundial e o Grupo de Aviação do Exército não participou de qualquer ação, em vez disso, desenvolveu suas capacidades de força.

A formação de pilotos foram disponíveis para os oficiais de classe baixa, e estabeleceram setores de técnicos, de fotografia aérea, meteorologia e navegações aérea (Torres de comandos).

Novos aeroportos foram construídos em Arnhem, na base aérea de Gilze-Rijen, Venlo e Vlissingen.

Entre as guerrasEditar

 
Um Fokker G.I holandês.

Após o término da Primeira guerra, o governo dos Países Baixos cortaram o orçamento de defesa e construíram mantiveram o Grupo de Aviação do Exército, que estava quase dissolvida. Como as tensões políticas na Europa aumentaram durante o final da década de 30, o governo tentou reconstruir as forças armadas novamente em 1938, porém encontraram muitos problemas, como o escasso número de instrutores de voo, navegadores e pilotos para voar nas novas aeronaves da época. A falta de normalização e a pouca capacidade de manutenção adicionou-se na complexa tarefa de reconstrução da força aérea do país.

Segunda Guerra Mundial (1939-1945)Editar

Antes do início das hostilidades começarem na Europa, a aviação militar holandesa (Luchtvaartbrigade) estava sob direção do exército. Apesar da iminência da guerra, o orçamento era limitado e apenas 186 aeronaves estavam disponíveis para a luta.

 
Um Curtiss P-40 holandês

Em 1940, a Alemanha Nazista lançou uma invasão em larga escala dos Países Baixos. Em apenas cinco dias, a força aérea alemã sobrepujou a aviação holandesa e o país se rendeu em uma semana. Cerca de 350 aviões alemães foram derrubados, a maioria por fogo anti-aéreo.

Com a rendição da Holanda, muitos militares e aviadores fugiram para o Reino Unido. Pilotos holandeses se uniram em grandes números a Royal Air Force (ou RAF, a força aérea inglesa). Uma escola de voo para neerlandeses também foi aberta nos Estados Unidos, a partir de 1941.

Os holandeses combateram na Europa e na Ásia. Suas principais campanhas foram a reconquista da Nova Guiné (no Pacífico) e a Batalha da Normandia (na França). Em maio de 1945, a guerra no continente europeu acabou com a derrota da Alemanha.

Guerra Fria (1948-1991)Editar

 
Um F-84F Thunderstreak.

A 27 de março de 1953, a força aérea neerlandesa se tornou um braço independente das forças armadas. Naquela altura, seus equipamentos eram obsoletos. Isso mudou quando o país se juntou a OTAN e eles receberam armamentos melhores, como caças Hawker Hunter e F-86. Entre 1950 e 1962, a nação disputou a posse da Nova Guiné com a Indonésia, mas acabou perdendo. Neste conflito, a força aérea teve uma pequena e nada eficaz participação.

Na década de 1960, novos aviões como o F-104 Starfighter e Canadair CF-5 foram adquiridos. A partir do fim dos anos 70, modernos caças F-16 foram comprados dos americanos.

AtualidadeEditar

Durante as guerras civis na Iugoslávia, a Holanda apoiou a OTAN nas operações Força Deliberada, Forças Aliadas e Deny Flight. Durante uma patrulha sobre o Kosovo, um caça F-16 holandês derrubou um Mig-29 iugoslavo. Aviões de suporte KDC-10 abasteciam aeronaves de vários países, garantindo fluides nas missões aéreas.

Depois dos atentados terroristas de 2001 em Nova Iorque, Estados Unidos, o governo holandês se juntou a chamada Operação Liberdade Duradoura. O foco das operações (tanto no ar, quanto em terra) foi no Afeganistão. Várias missões de combate aéreo foram reportadas durante a guerra.

Em 2013, o país contribuiu com aviões de reabastecimento para as forças francesas que lutavam no Mali.

Com a crise econômica no final da década de 2000, cortes de orçamentos foram feitos. Esquadrões foram dispersados e aeronaves obsoletas aposentadas. Mesmo assim, alguns planos de modernização estão em andamento. Mais de trinta caças F-35 Lightning foram encomendados dos Estados Unidos.[2]

Galeria de equipamentos modernosEditar

Referências

  1. «Home of Duch F16 display team RNLAF 2007 2009» (em inglês). Consultado em 1 de agosto de 2009. Arquivado do original em 7 de outubro de 2011 
  2. "Dutch orders for F-35 likely to be scaled back -sources". Página acessada em 20 de setembro de 2014.

Ligações externasEditar