Forte de Nossa Senhora de Nazaré de Alcobaça

O forte de Nossa Senhora de Nazaré de Alcobaça localizava-se à margem esquerda do rio Tocantins, atual cidade de Tucuruí, no interior do estado do Pará, no Brasil.

HistóriaEditar

Aires de Casal menciona um forte nesta localidade, sem maiores detalhes (Corografia Brasílica. 1817. Tomo II, p. 266. apud SOUZA, 1885:68).

O vigésimo-terceiro Governador e Capitão-general da Capitania do Grão-Pará e Rio Negro, José de Nápoles Telo de Meneses, em 1780, determinou fundar a povoação de Nossa Senhora de Nazaré de Alcobaça, juntamente com um forte de faxina para a sua defesa. As obras da povoação e forte ficaram a cargo do Major Engenheiro João Vasco Manoel de Braun, tendo este último ficado artilhado com seis peças de pequeno calibre. (OLIVEIRA, 1968:747) Artur Viana refere que esses estabelecimentos tinham as finalidades de coibir o contrabando de ouro por aquela via fluvial, impedir a fuga de escravos de Cametá para o Sul e afugentar os indígenas Timbiras, Carajás, Apinajés, Gaviões e outros, que assolavam aquele trecho do rio (OLIVEIRA, 1968:748).

Em 1797 o governador Francisco de Sousa Coutinho determinou ao Alferes Joaquim José Máximo, demolisse o forte de Alcobaça, reunisse os seus habitantes com os de São Bernardo e e fundasse nova povoação para servir de Registro, e que foi São João do Araguaia, junto à Cachoeira de Itaboca. (OLIVEIRA, 1968:748). Ali seria fundada uma Colônia Militar (ver Forte da Cachoeira de Itaboca) (GARRIDO, 1940:30).

BibliografiaEditar

  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368 p.
  • GARRIDO, Carlos Miguez. Fortificações do Brasil. Separata do Vol. III dos Subsídios para a História Marítima do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1940.
  • OLIVEIRA, José Lopes de (Cel.). "Fortificações da Amazônia". in: ROCQUE, Carlos (org.). Grande Enciclopédia da Amazônia (6 v.). Belém do Pará, Amazônia Editora Ltda, 1968.
  • SOUSA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brazil. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo XLVIII, Parte II, 1885. p. 5-140.

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