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François Hartog
Nascimento 1946 (73 anos)
França
Nacionalidade francês
Ocupação Historiador
Professor
Principais trabalhos
  • O espelho de Heródoto (1980)
  • Regimes de historicidade (2003)
Prêmios Prêmio de História François Millepierres (2006)
Principais interesses Teoria da história
Historiografia grega
Instituições

François Hartog (1946) é um historiador francês especializado em Historiografia grega, Historiografia romana e Historiografia Moderna. Professor da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS), na França, estudou na Escola Normal Superior de Paris.[1] Suas principais áreas de pesquisa são História Intelectual da Grécia Antiga, Historiografia e Temporalidade.

Autor de uma série de livros publicados na França e traduzidos ao redor do mundo, Hartog tem promovido uma série de reflexões acerca da noção de regime de historicidade contribuído também para as análises em outras áreas da historiografia como a História Contemporânea e a História do Tempo Presente,[2] em especial pela sua noção de presentismo enquanto um regime de historicidade.[3] Hartog entende o regime de historicidade como uma ferramenta heurística para compreensão das relações desenvolvidas pelas sociedades ocidentais com as dimensões temporais passado, presente e futuro.[4]

Regime de HistoricidadeEditar

Regime de historicidade é uma categoria utilizada por Hartog para designar formas específicas de experiência do tempo, nas quais existem a dominância de uma das instâncias temporais - passado, presente ou futuro - sobre as outras.[5][6] Assim, em um contexto em que o passado é considerado dominante, corresponderá um "regime de historicidade passadista", e assim por diante. A noção de um regime de historicidade foi construída a partir de duas influências centrais: a historiografia de Reinhart Koselleck e a antropologia de Marshall Sahlins.[7] Segundo o autor, trata-se de um instrumento heurístico, próximo do conceito de tipo ideal (Idealtyp) weberiano, cuja função é articular as instâncias do tempo, expondo suas relações hierárquicas que acabam promovendo certas formas de experiência, enquanto inibem outras.[8][9] Enquanto se afirma que a Europa viveu um regime de historicidade futurista a partir do século XVIII, o autor usa a data simbólica de 1989 para marcar a ascensão do presentismo como regime de historicidade a nível global.[10][11][12]

Principais Obras PublicadasEditar

Na FrançaEditar

  • 1980: Le Miroir d'Hérodote. Essai sur la représentation de l'autre
  • 1988: Le xixe siècle et l'histoire. Le cas Fustel de Coulanges
  • 1996: Mémoire d'Ulysse : récits sur la frontière en Grèce ancienne
  • 1998: Pierre Vidal-Naquet un historien dans la cité (juntamente a Alain Schnapp e Pauline Schmitt-Pantel)
  • 2001: Les Usages politiques du passé (juntamente a Jacques Revel)
  • 2003: Régimes d'historicité. Présentisme et expériences du temps
  • 2005: Anciens, modernes, sauvages
  • 2005: Évidence de l'histoire. Ce que voient les historiens
  • 2007: Vidal-Naquet, historien en personne
  • 2013: Croire en l'histoire
  • 2015: Partir pour la Grèce
  • 2017: La nation, la religion, l'avenir : Sur les traces d'Ernest Renan

No BrasilEditar

  • 1999: O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro
  • 2001: A história de Homero a Santo Agostinho.
  • 2003: Os antigos, o passado e o presente (Coletânea organizada por José Otávio Guimarães)
  • 2003: O século XIX e a história: o caso Fustel de Coulanges
  • 2004: Memória de Ulisses: narrativas sobre a fronteira na Grécia antiga
  • 2011: Evidência da história: o que os historiadores veem
  • 2013: Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo
  • 2017: Crer em História

Referências

  1. ROMERO 2015, p. 1.
  2. NICOLAZZI 2010.
  3. HARTOG 2013, pp. 14-15.
  4. HARTOG 2013, p. 11; 37.
  5. HARTOG 2013b, p. 139.
  6. ARAUJO & PEREIRA 2016, p. 278.
  7. HARTOG 2013a, p. 28.
  8. HARTOG 2013b, p. 11-13.
  9. CEZAR 2014.
  10. HARTOG 2013b, p. 136.
  11. HARTOG 2013a, p. 178.
  12. ARAUJO & PEREIRA 2016, p. 275.

BibliografiaEditar