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Francisco Carlos
Nascimento 5 de abril de 1928
Rio de Janeiro
Morte 19 de agosto de 2003 (75 anos)
Rio de Janeiro
Ocupação Ator, Cantor, Compositor e Pintor

Francisco Carlos, nascido Francisco Rodrigues Filho (Rio de Janeiro, 5 de abril de 1928 — Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2003) foi um ator, cantor, compositor e pintor brasileiro.[1]

Biografia e carreiraEditar

Francisco Carlos era carioca, mas passou a infância em Recife, retornando ao Rio aos 11 anos, onde graduou-se pela Escola Nacional de Belas Artes. Ainda estudante, apresentou-se no Programa Casé, da Rádio Mayrink Veiga. Em 1946, foi contratado como cantor profissional pela Rádio Tamoio e logo depois transferiu-se para a Rádio Globo. Um de seus primeiros discos,[2]gravado em 1950 pela RCA Victor, trazia a marcha carnavalesca Meu Brotinho, de grande sucesso, e o samba Me Deixa em Paz, ambos compostos por Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga. Na década de 1950 atuou no cinema em filmes como Aviso aos navegantes, Colégio de brotos e Carnaval na Atlântida. Em 1953, Francisco Carlos foi escolhido pelos ouvintes da Rádio Nacional como o melhor cantor do ano, superando Francisco Alves, falecido no ano anterior. Em 1958, foi eleito o "Rei do Rádio" e recebeu o apelido de El Broto. [3] Outro êxito do cantor foi a música Não Quero Mais Amar, lançada pela RCA Victor em 1960, versão de Ramalho Neto da canção I'll Never Fall In Love Again, do cantor norte-americano Johnnie Ray.[4]

Ainda na década de 1960, no auge da carreira, o "Cantor Namorado do Brasil" abandonou a música e na década seguinte passou a se dedicar inteiramente à pintura. No início dos anos 1980, Francisco Carlos tentou retornar à vida artística, a exemplo do que ocorreu com Cauby Peixoto, que ressurgiu no cenário musical com o sucesso Bastidores, de Chico Buarque de Holanda, mas não obteve êxito, o que o levou a encerrar a carreira de vez[5].

MorteEditar

Francisco Carlos faleceu aos 75 anos em 19 de agosto de 2003, no Hospital do Câncer do Rio de Janeiro, após quase um mês de internação[6], vítima de complicações decorrentes de um linfoma. Foi velado no Cemitério do Caju e cremado no dia seguinte.[7]

Referências

  1. «Francisco Carlos». dicionariompb.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2015 
  2. Jonas Vieira (2012). Francisco Carlos (PDF). o maior ídolo dos anos dourados. São Paulo, SP: Imprensa Oficial. ISBN 978-85-401-0022-0 
  3. «Morre no Rio o cantor Francisco Carlos - Cultura». Estadão. Consultado em 21 de setembro de 2019 
  4. «Francisco Carlos - Discografia» 
  5. «Morre no Rio o cantor Francisco Carlos - Cultura». Estadão. Consultado em 21 de setembro de 2019 
  6. «Morre no Rio o cantor Francisco Carlos - Cultura». Estadão. Consultado em 21 de setembro de 2019 
  7. Jonas Vieira (2012). Francisco Carlos (PDF). o maior ídolo dos anos dourados. São Paulo, SP: Imprensa Oficial. p. 138. ISBN 978-85-401-0022-0 
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