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Francisco Fernández del Riego

Francisco Fernández del Riego
Nascimento 7 de janeiro de 1913
Lourenzá
Morte 26 de novembro de 2010 (97 anos)
Vigo
Cidadania Espanha
Alma mater Universidade de Santiago de Compostela
Ocupação escritor, político
Prêmios Medalha Castelao

Francisco Fernández del Riego, nascido no lugar de Vilanova de Lourenzá (Lourenzá) a 7 de janeiro de 1913, e finado em Vigo a 26 de novembro de 2010 aos 97 anos,[1] foi um intelectual galego. Desenvolveu desde os anos 30 um trabalho constante e reconhecido em prol da cultura galega que continuou até os seus últimos meses e que fez dele uma das personalidades mais destacadas da Galiza.

TrajetóriaEditar

 
Carta enviada a Vicente Risco avisando-o de que a censura aprovara a sua obra Leria.

Foi um dos principais artífices da editorial Galaxia e diretor junto a Ramón Piñeiro da revista Grial nos seus primeiros cem números. Ensaísta e narrador, é autor de uma extensa obra centrada sobretudo na cultura e na literatura galega. Fernández del Riego pertence à geração de intelectuais surgidos em redor do grupo Nós.

Após acabar o segundo grau matriculou-se em direito na Universidade Complutense de Madrid, a proclamação da República pegou-o nessa cidade, pouco depois traslada-se a Santiago e segue os seus estudos na sua universidade ao tempo que realizava filosofia, entrou no Seminário de Estudos Galegos e no Partido Galeguista,[2] e fez parte do Conselho galego de Galeusca (1934).

Foi com Ramón Piñeiro e Xaime Illa Couto um dos principais impulsionadores da Editorial Galaxia (1950), empresa que liderou o processo de restauração cultural no pós-guerra. Em 1963 surgiu desta editorial a revista Grial, que Dele Riego codirigiu e para a que escreveu de forma assídua recessões literárias e artigos.

Ingressou em 1960 na Real Academia Galega com um discurso intitulado ‘‘Un país e unha cultura. A idea de Galicia nos nosos escritores’’. Em 1997 presidiu esta instituição.

O seu trabalho no âmbito cultural e a sua extensa obra tornam-no num dos principais intelectuais galeguistas do século XX e começos do XXI. Entre os seus livros destacam-se ensaios sobre a cultura e a literatura galegas como Historia da literatura galega (1984), Galiza no espello, Diccionario de escritores en lingua galega, A xeración Galaxia e estranxeiras, como Letras do nosso tempo.

Cultivou também a narrativa (O cego de Pumardedón) e a literatura de viagens (As peregrinacións xacobeas, O camiño de Santiago e Galicia). Editou antológias poéticas e livros de vocabulário, escreveu grande número de artigos poéticos e biografias. Também é autor de um livro de memórias, O río do tempo (1991). Em 2003 recopila a sua correspondência com Cunqueiro e a edita em Galaxia com o título Cartas ao meu amigo. Epistolario Mindoniense. Em 2004 publica com Galaxia as suas memórias sob o título de Camiño andado.

Em 1995 doou a cidade de Vigo a sua coleção de livros, que constitui a Biblioteca-Museo Francisco Fernández del Riego. Foi diretor da Biblioteca da Fundação Penzol, em Vigo.

Galardões e reconhecimentosEditar

Como uma das principais figuras da Galiza, foi reconhecido com numerosos galardões, como o Prêmio Trasalba, o Pedrão de Ouro, a Medalha de Ouro da Cidade de Vigo, o Prêmio de criação Cultural da Junta da Galiza, o Prêmio Celanova, o prêmio A casa dos Poetas, uma Medalha Castelao, o Prêmio das Artes e das Letras da Galiza e outros.

Foi nomeado Doutor Honoris Causa pela Universidade de Vigo e Galego Egrégio pela Fundação dos Prêmios da Crítica.

Vida pessoalEditar

Esteve casado, mas não teve filhos. À sua morte, foi incinerado, e as suas cinças guardadas no cemitério da Ramallosa (Nigrán).[3]

Referências

  1. «Portada do Diário de Pontevedra: Adeus a Francisco Fernández del Riego» (PDF). Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 4 de janeiro de 2012 
  2. «Biografia de Fernández del Riego em Praça das letras da Conselharia de Cultura.». Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 26 de outubro de 2011 
  3. As imagens do último adeus a Francisco Fernández del Riego Arquivado em 3 de fevereiro de 2011, no Wayback Machine., ‘‘Jornal da Galiza’’.

Ligações externasEditar