Francisco Maria Supico

Francisco Maria Supico (Lousã, 1 de Novembro de 1830 - Rosto de Cão, 20 de Agosto de 1911) foi um jornalista, investigador, maçom e político português. Deixou uma vasta colaboração na imprensa regional e nacional. Da sua obra, destacam-se : Almanaque do Arquipélago dos Açores, Estatístico, Histórico e Noticioso, Poucas Linhas Sobre o Tabaco (1864), sobre a introdução e o desenvolvimento desta cultura em São Miguel, Mocidade de Teófilo - Subsídios Bio-bibliográficos Para o Estudo da Obra de Teófilo Braga (1920).

Francisco Maria Supico
Nascimento 1 de novembro de 1830
Lousã
Morte 20 de agosto de 1911
Ilha de São Miguel
Cidadania Portugal
Ocupação político, jornalista

VidaEditar

Fez o curso de Farmácia Prática na Universidade de Coimbra, concluído em 1851. Veio para a ilha de São Miguel, Açores, em 1852, onde residiu o resto da vida. Inicialmente, foi administrador da Farmácia do Hospital de Ponta Delgada. Formou uma tertúlia com os seus amigos Gulherme Read Cabral, Teófilo Braga e Antero de Quental. A sua actividade foi de grande destaque na imprensa de Ponta Delgada da segunda metade do século XIX.

Foi fundador do quinzenário de literatura moral e religiosa Tempo (1856-1859), colaborador e redactor efectivo do Estrela Oriental, da Ribeira Grande, de 1856 a 1859, director do Correio Michaelense (1858), e fundador e director político do jornal literário-político Santelmo (1859-1860).

O jornal que o imortalizou foi o semanário A Persuasão, do qual foi proprietário, editor e redactor, durante toda a sua publicação, de 1862 a 1911. Este periódico desempenhou as funções de porta-voz distrital do Partido Regenerador, apesar de ter chegado a demonstrar simpatias republicanas. A sua vertente de investigador está inteiramente comprovada na rubrica "Escavações", onde se passavam em revista acontecimentos e personalidades do passado regional recente. Esta rubrica só seria coligida e publicada, com a mesma designação, em 3 volumes, em 1995, sendo de importância fundamental para a investigação sobre a História de S. Miguel e dos Açores do século XIX. O jornal publicava todos os anos o seu balanço cultural dos Açores, que por si só constitui um testemunho histórico inestimável sobre a vida cultural da região no seu tempo, ainda inédito.

Adepto do primeiro movimento de autonomia, seguiu, mesmo assim, a posição oficial do Partido Regenerador, de não apoiar as candidaturas autonomistas do Partido Progressista para as eleições legislativas de 1893. Em termos políticos, desempenhou as funções de vogal e de Presidente da Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada.

Ligações externasEditar