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Francisco Xavier de Oliveira
Nascimento 21 de março de 1702
Lisboa, Portugal
Morte 18 de outubro de 1783
Hackney, Inglaterra
Nacionalidade Portugal Portugal
Ocupação Embaixador

Escritor

Francisco Xavier de Oliveira (Lisboa, 21 de Março de 1702 - Hackney, Inglaterra, 18 de Outubro de 1783), conhecido como o Cavaleiro de Oliveira, foi um escritor português.

VidaEditar

Nasceu em Lisboa a 21 de Março de 1702, filho mais velho de José de Oliveira e Sousa e Isabel da Silva Neves. O pai foi contador dos Contos do Reino e da Casa, esteve ao serviço do Marquês de Alegrete como escrivão e foi Secretário de D. João Gomes da Silva, conde de Tarouca, primeiramente em Utrecht e, a partir de 1725, em Viena.

Em 1716, com quatorze anos, Francisco Xavier de Oliveira foi admitido no Tribunal dos Contos do Reino, provavelmente por intermédio e em reconhecimento dos serviços prestados pelo seu pai nessa instituição.

Em Dezembro de 1729, com 27 anos, é feito Cavaleiro da Ordem de Cristo e a 25 de fevereiro de 1730 casa-se com Ana Inês de Almeida, que veio a falecer em 1734. Deste casamento nasceram duas filhas que morreram na infância e em 1733, um rapaz de nome José Anastácio. Em 1732 visita Madrid onde um seu tio, o Padre Manuel Ribeiro, da Congregação do Oratório exercia temporariamente a função de encarregado de Negócios, por ausência do então embaixador português, o marquês de Abrantes.

Com a morte do seu pai, em 1734, Francisco Xavier de Oliveira é nomeado pelo Conde de Tarouca, embaixador de Portugal em Viena desde 1725, para o substituir. A sua viagem, primeiramente para Haia e a chegada a Viena é profusamente relatada no seu livro Memórias das Viagens de Francisco Xavier d'Oliveira. Incompatibilizado com o embaixador, que reprovava a sua vida pessoal, estabelece amizade com os Príncipes de Valáquia, sendo mesmo padrinho de baptismo do primeiro filho do casal. Aparentemente, durante 3 anos, 1736-1739) terá tido uma relação sentimental com a princesa, mulher de Constantine Mavrocordato, um fanariota.

A 26 de Junho de 1739 casa-se com Maria Euphrosine de Punchberg que veio a falecer nove meses depois.

Em 1740 muda-se para a Holanda e no ano seguinte publica uma Carta ao Senhor Isaac de Sousa Brito, com os privilégios concedidos em Nápoles e Sicília à Nação hebrea traduzidos do original italiano em Nápoles no anno de 1740.

Em 1741 e 1742 a inquisição proíbe a divulgação das suas obras em Portugal. Em 1744 viaja para Londres procurando obter apoio do novo embaixador, Sebastião José de Carvalho e Melo, numa disputa pelo reconhecimento junto da corte os serviços por si prestados.

Casa-se novamente em 1746 com Frances (ou Françoise) Hamon, da qual teria uma filha, falecida pouco depois de nascer.

A 22 de Julho de 1746 abjura oficialmente o catolicismo, convertendo-se ao protestantismo. Entre 11 de Dezembro de 1746 e 22 de Setembro de 1748 esteve preso por dívidas.

Durante o ano de 1751 publica, em fascículos mensais o Amusement Périodique e passa, em 1753 a viver, por razões de saúde, em Kentish Town.

Por ocasião do terramoto de 1755 escreveu o "Discours pathétique au sujet des calamités" (1756, seguido, por força da polémica que o mesmo originou, de "Suite du discours pathétique" (1757).

Entre 1758 e 1760 colabora, com informações sobre autores portugueses na Bibliothéque Curieuse, de David Clément.

A 20 de Setembro de 1761 é condenando pela Inquisição, que na sua ausência, queima a sua efígie em auto-de-fé. Tal facto dá origem à obra Le Chevalier d'oliveyra brulé comme herétique, de 1762. Nesse mesmo ano muda-se para Knighstbridge e em 1775 para Hackney. Publica em 1767 uma obra contra a Inquisição e certas práticas do catolicismo, denominado Reflexões de Félix Vieira Corvina dos Arcos e em 1768 um outro, embora tenha ficado manuscrito Tratado do princípio, progresso, durançam e ruína do reinado do anticristo.

ObraEditar

A sua obra pode ser dividida em dois períodos: o de Haia e o de Londres. Ao primeiro, correspondem as obras "Mémoires de Portugal" (1741), "Memórias das Viagens" (1741), "Mille et Une Observations" (1741) e as "Cartas Familiares" (1741-1742). As obras deste período são especialmente destinadas a esclarecer portugueses e estrangeiros sobre alguns valores nacionais geralmente menosprezados.

Do segundo período temos , "Discours Pathétique" (1756), "Suite" (1757), "Le Chevalier d'Oliveyra Brulé en Effigie" (1762) "As Reflexões de Félix Vieyra Corvina de Arcos" (1767), e "Amusement Périodique" (1751), cuja versão em português chamou-se Recreação Periódica (1751) . Estas obras caracterizam-se, sobretudo. pela exposição das suas ideias em matéria religiosa.

O Cavaleiro de Oliveira foi sobretudo um homem do mundo e um defensor da liberdade. Em 1942, foram editados os seus "Opúsculos Contra o Santo Ofício". A sua obra permanece como um dos mais violentos ataques proferidos contra a Inquisição, instituição que abominava e que responsabilizava pelo atraso em que Portugal se encontrava.

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