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Gabriel Mbilingi
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo de Lubango
Hierarquia
Papa Francisco
Atividade Eclesiástica
Congregação Congregação do Espírito Santo
Diocese Arquidiocese de Lubango
Entrada solene 5 de setembro de 2009
Predecessor Zacarias Kamwenho
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 26 de fevereiro de 1984
Nomeação episcopal 15 de outubro de 1999
Ordenação episcopal 6 de janeiro de 2000
Basílica de São Pedro
por Papa João Paulo II
Nomeado arcebispo 11 de dezembro de 2006
Dados pessoais
Nascimento Bândua
17 de janeiro de 1958 (61 anos)
Nacionalidade angolano
Funções exercidas Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé
Presidente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar
dados em catholic-hierarchy.org
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Gabriel Mbilingi C.S.Sp. (nascido em 17 de janeiro de 1958 em Bândua, Bié, Angola) é o arcebispo de Lubango. Foi presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST)[1] durante seis anos, de novembro de 2009 a novembro de 2015.

VidaEditar

Em 26 de fevereiro de 1984 Gabriel Mbilingi ingressou na Congregação do Espírito Santo, (latim: Congregatio Sancti Spiritus; CSSp) e recebeu a ordenação. Em 15 de outubro de 1999 ele foi nomeado pelo Papa João Paulo II como Bispo-coadjutor da Diocese de Lwena, em 6 de Janeiro de 2000, quando o próprio Papa o consagrou como bispo. Mais tarde, ele seguiu a renúncia de seu antecessor, José da Ascensão Próspero Puaty como bispo de Lwena, na província do Huambo. Em 2006 foi nomeado arcebispo-coadjutor da Arquidiocese do Lubango.[2]

Em 22 de julho de 2007 a Assembléia Geral da Conferência dos Bispos para a África Austral em Luanda, elegeu-o como novo presidente da Assembleia Inter-Regional dos Bispos da África Austral (IMBISA).[3]

Com a renúncia de Dom Zacarias Kamwenho em 06 de setembro de 2009, ele se tornou o novo Arcebispo de Lubango.[4] Em 29 de junho de 2010, ele recebi do Papa Bento XVI o Pálio como o novo Metropolita da Província Eclesiástica de Lubango na Basílica de São Pedro.[5]

Desde setembro de 2013, é o presidente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar.

Em abril de 2015, uma semana após o massacre do Monte Sumi, participou num comício popular promovido pelo Governador da Província do Lubango, Kundy Paihama, legitimando o genocídio cometido pelo Governo angolano, segundo denúncia do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Apesar da sua gravidade, o caso foi abafado no seio das Nações Unidas (não há qualquer referência posterior a não ser uma cópia deste pequeno texto em «News» na página dedicada ao país, apesar da humilhação do seu representante Rupert Colville, pelo Governo angolano, que fez a exigência de um pedido formal de desculpas), levantando legítimas dúvidas sobre o seu funcionamento. O agravamento da repressão, já no Verão, levou depois o jornalista angolano e director de vários jornais William Tonet a criticar, em artigo de opinião, a cumplicidade da igreja com as atrocidades cometidas pelo regime: «Estou preocupado com os novos monstros, aqueles que, sadicamente, fazem saltar a rolha da garrafa de champanhe para celebrar a eliminação do adversário ou inimigo e sem pejo ainda vão à igreja encontrar um padre, ou bispo qualquer, que os benza em troca de uns “dólares de sangue”» retomando assim o célebre título do jornalista e activista Rafael Marques, Diamantes de Sangue.

Referências

Ligações externasEditar