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Gabriel Medina

Surfista brasileiro
Gabriel Medina
Surfista
Gabriel Medina 2.jpg
Dados Pessoais
Nome completo Gabriel Medina Pinto Ferreira[1]
Apelido Medina
Nacionalidade brasileiro
Nascimento 22 de dezembro de 1993
São Sebastião
Residência atual São Sebastião, São Paulo
Ocupação Surfista (d)
Altura 1,80 m[1]
Peso 77 kg
Posição World Surf League
Patrocinador (es) Rip Curl, Guaraná Antarctica, Oi, Coppertone, Audi, Samsung, Vult Cosmetica
Carreira profissional
Torneios 2009–presente
Títulos Bi Campeão Mundial do WCT
Maresia Surf Internacional
Super Surf Internacional
Fiji Pro Namotu
Quicksilver Pro
Billabong Pro
entre outros...
Website www.gabrielmedinaoficial.com.br

Gabriel Medina Pinto Ferreira (São Sebastião,[2] 22 de dezembro de 1993 ) é um surfista profissional brasileiro.[3] Mais conhecido por ser o bi-campeão mundial de surf da ASP World Tour de 2014 e 2018, sendo o primeiro brasileiro a vencer um mundial de Surf.[4] Ele também é o mais jovem brasileiro a ingressar no seleto ASP World Tour (WCT).[5]

Em 2014, aos 20 anos, tornou-se campeão mundial antecipadamente, durante a última etapa do circuito no Havaí, ao ver seus adversários diretos ao título não conseguirem atingir as quartas de final da etapa.[6] Além desta façanha, em 2012, durante um treino, ele foi o segundo surfista do mundo a realizar uma das manobras raras mais difíceis do esporte: o back flip (um mortal de costas). Essa manobra foi repetida na competição Oi Rio Pro 2016 no dia 14 de Maio, sendo assim, o primeiro a realizá-la em uma competição oficial.[7] Em 2015, Medina figurou na lista das 100 pessoas mais influentes do ano no mundo segundo a revista Time (categoria: Ícones).[8][9]

BiografiaEditar

CarreiraEditar

Gabriel começou a surfar aos nove anos. Aos onze, venceu seu primeiro campeonato em nível nacional, a etapa Rip Curl Grom Search na categoria Sub-12, disputada em Búzios, Rio de Janeiro. A partir daí, venceu campeonatos do Brasileiro Amador e foi campeão dos circuitos Volcom Sub-14, Quicksilver King of Groms, Rip Curl Grom Search e tricampeão Paulista. Na Califórnia (EUA), foi vice do Volcom Internacional Sub-14 e, no Equador, vice-campeão do Mundial Amador Sub-16. Aos catorze anos já fazia as finais nas competições do Paulista Profissional e participou de etapas do Mundial Profissonal, quando, em Ubatuba, São Paulo, conseguiu derrotar seu ídolo Adriano Mineirinho.[10]

Em julho de 2009, Gabriel Medina fechou um contrato com a empresa australiana Rip Curl e profissionalizou-se. Dez dias depois, venceu a etapa do Mundial Profissional.[11]

Em 2011 veio a sequência que o levou à condição de partilhar as ondas com os tops do Mundo, o WQS 6 estrelas Prime em Imbituba, Santa Catarina, os dois WQS 6 estrelas na França e na Espanha. Soma-se também a vitória na etapa do Mundial Pro Júnior, também em ondas francesas.[12] É o primeiro brasileiro a ganhar uma etapa australiana de Backside (Gold Coast Australia)[13] e o surfista do Brasil que mais tempo liderou o ranking mundial na história.[14] Ingressou na elite do surf mundial (World Tour) em 2011, com apenas 17 anos.

Em 2011 venceu duas etapas do ASP World Tour, nos eventos realizados na França e nos Estados Unidos. Nesse ano ganhou grande repercussão na mídia por completar uma manobra designada backflip, uma espécie de salto mortal de costas.[15][16] Em 2014 sagrou-se campeão mundial do WCT.[17]

Em 2015 foi vice-campeão da etapa de Pipe Masters, perdendo para o brasileiro Adriano de Souza em uma final inédita brasileira, terminando o campeonato mundial em terceiro lugar, atrás do australiano Mick Fanning.[18] Nesse ano também conquistou o Vans Triple Crown (Tríplice Coroa Havaiana), considerado o segundo maior título do surfe profissional, se tornando assim o primeiro brasileiro a conquistá-lo.[19]

Em 2017 foi vice-campeão mundial de surfe em uma batalha contra o seu grande rival John John Florence, após um inicio de temporada com uma lesão no joelho, Gabriel se recuperou durante a temporada, vencendo inclusive duas etapas consecutivas ( França e Portugal) no circuito mundial, chegando a Pipe Master como um dos postulantes ao titulo, após grandes baterias, Medina foi eliminado nas quartas de final do evento para Jérémy Flores, perdendo o titulo mundial para Florence.[20][21]

Em 2018, fez um ano vitorioso, ganhando 3 etapas e se mantendo em boa posição nas demais, sagrou-se Campeão Mundial da WSL, derrotando nas semifinais o australiano Jordy Smith, assim repetindo a final de 2014 contra Julian Wilson, dessa vez foi vitorioso e pela primeira vez campeão do Pipe Masters, uma das maiores etapas do circuito mundial.[22]

Bicampeão Mundial de SurfeEditar

 
Medina foi o primeiro brasileiro e lusófono campeão mundial de surfe

Sagrou-se campeão mundial em Pipeline, Havaí, na última etapa do circuito mundial.[23] Em 19 de dezembro de 2014, foi o primeiro brasileiro a ser campeão mundial de surfe, vencendo a luta pelo título contra o australiano Mick Fanning, três vezes campeão mundial e o norte-americano Kelly Slater, onze vezes campeão mundial. Os dois únicos que ainda tinham condições de derrotar Medina. Porém ele foi campeão antecipado ainda durante as quartas-de-final de Pipeline, por que foi ajudado por outro brasileiro, o catarinense Alejo Muniz, que derrotou tanto Slater quanto Fanning em duas baterias das quartas-de-final. Enquanto Medina vencia o brasileiro Filipe Toledo e o havaiano Dusty Payne nas suas. Foi vice-campeão dessa etapa de Pipe Masters, perdendo para o australiano Julian Wilson na final por apenas 0,43 pontos.[24][25]

Em 2018, durante o ano disputou o título com Felipe Toledo e Julian Wilson, sagrando-se campeão do WSL pela segunda vez na ultima etapa em Pipe Line ao vencer o australiano Jordy Smith nas semifinais por 0,44 de diferença[26][22][27]

Vida pessoalEditar

Em 2015, começou a namorar sua amiga de infância, a modelo e também surfista Tayna Hanada.[28] O relacionamento chegou ao fim em 2017, após dois anos juntos.[29]

Estatísticas e resultadosEditar

ASP World Championship TourEditar

Torneio/Etapa 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Quiksilver Pro Gold Coast DNP 25º 13º 13º 13º 13º
Drug Aware Margaret River Pro 5 º 25º 25º -
Rip Curl Pro Bells Beach 25º 13º 13º 13º 13º
OI Pro Rio DNP 25º 13º 13º
Fiji Pro 25º 13º 13º -
J-Bay Open DNP
Billabong Pro Teahupoo DNP 13º
Hurley Pro at Trestles 13º 13º 13º 13º
Quiksilver Pro France
Moche Rip Curl Pro Portugal 13º 2 º 25º 13º 13º
Billabong Pipeline Masters 5 º 13º 2 º 2 º 13º 5 º
Rip Curl Pro Search 1 º -
Oakley Pro Bali 13º -
O'Neill Coldwater Classic 5 º -
Ranking final 12º 14º
Pontos 28700 41350 25000 62800 43350 45450 53700 62490

VitóriasEditar

Número de vitórias no circuito Mundial: 13
Vitórias no ASP World Tour
Ano Evento Local/Praia País
2011 Rip Curl Pro Search São Francisco, CA   Estados Unidos
2011 Quiksilver Pro France Soorts-Hossegor   França
2014 Fiji Pro Tavarua, Namotu   Fiji
2014 Quiksilver Pro Gold Coast Gold Coast, Queensland   Austrália
2014 Billabong Pro Tahiti Teahupo'o   Polinésia Francesa
2015 Quiksilver Pro France Soorts-Hossegor   França
2016 Fiji Pro Tavarua, Namotu   Fiji
2017 Quiksilver Pro France Soorts-Hossegor   França
2017 Moche Rip Curl Pro Portugal Peniche   MEO Rip Curl Pro, Peniche
2018 Tahiti Pro Teahupo'o Teahupo'o   Tahiti Pro Teahupoo, Teahupo'o, Tahiti
2018 Surf Ranch Pro Califórnia (Ondas Artificiais)   Estados Unidos
2018 Bilabong Pipeline Master Hawai   Billabong Pipeline Masters, Banzai Pipeline
2019 Corona Open J-Bay África do Sul   Corona Open J-Bay, Jeffreys Bay

Conquistas e honrariasEditar

2009
2011
  • Super Surf International, Imbituba (Brazil) (WQS Prime)
  • Airwalk Lacanau Pro Junior, Lacanau (França) (WQS)
  • Sooruz Lacanau Pro, Lacanau (França) (WQS)
  • San Miguel Pro, Zarautz (País Basco) (WQS)
  • Quiksilver Pro France, Hossegor (França) (WCT)
  • Rip Curl Pro Search, São Francisco CA (EUA) (WCT)
2012
  • Nike Lowers Pro, Trestles CA (EUA) (WQS Prime)
2013
2014

2015

RecordesEditar

  • 2012 - Segundo surfista a realizar o back flip, um mortal de costas.[7]
  • 2016 - Primeiro surfista a realizar o back flip em uma etapa oficial (WCT).

Referências

  1. a b «Gabriel Medina». Mitsubishi Motors - Atletas 4x4. Consultado em 28 de setembro de 2014. Arquivado do original em 10 de outubro de 2014 
  2. Guilherme Dorini (8 de novembro de 2014). «Por globalização, associação de surfe prefere Medina campeão». Terra Esportes. Consultado em 10 de dezembro de 2014 
  3. «Conheça um pouco da história do campeão Gabriel Medina». Jornal Nacional. 20 de dezembro de 2014. Consultado em 11 de maio de 2019 
  4. «É campeão! Fanning cai, e Medina conquista o histórico título mundial». globoesporte.com. 19 de dezembro de 2014. Consultado em 19 de dezembro de 2014 
  5. Maradei, Fábio. «Gabriel Medina é o Mais Jovem Surfista Brasileiro a Ingressar no WT - Notícias». Surfguru. Consultado em 11 de maio de 2019 
  6. «Gabriel Medina é o primeiro brasileiro campeão mundial de surf». ESPN. Consultado em 11 de maio de 2019 
  7. a b «O voo de Gabriel Medina, o jovem ídolo do surfe brasileiro». Veja.abril.com.br. Veja 
  8. «Gabriel Medina aparece na lista dos mais influentes da revista Time». GaúchaZH. 16 de abril de 2015. Consultado em 11 de maio de 2019 
  9. «Jorge Paulo Lemann e Gabriel Medina estão entre os 100 mais influentes da 'Time'». O Globo. 16 de abril de 2015. Consultado em 11 de maio de 2019 
  10. «A trajetória de Gabriel Medina rumo à disputa do título mundial no Havaí». ESPN. Consultado em 11 de maio de 2019 
  11. «Gabriel Medina triplica o faturamento com patrocínios em 2015». GQ. Consultado em 11 de maio de 2019 
  12. «Gabriel Medina é campeão mundial do HD World Junior Championship». Almasurf. Consultado em 11 de maio de 2019 
  13. Renato de Alexandrino (11 de março de 2014). «Gabriel Medina vence o WCT da Gold Coast». Globo.com/Radicais. Consultado em 10 de dezembro de 2014 
  14. Marjoriê Cristine (26 de agosto de 2014). «Mãe do surfista Gabriel Medina já sonha com título do WCT: 'Agora faltam só quatro etapas'». Extra. Consultado em 10 de dezembro de 2014 
  15. «Gabriel Medina completa manobra 'impossível' no Havaí: o backflip». globoesporte.com. Consultado em 28 de setembro de 2014 
  16. «Medina faz história com manobra inédita e nota 10 no WCT». O Globo. 14 de maio de 2016. Consultado em 11 de maio de 2019 
  17. GloboEsporte.comTaiarapu, Por; Taiti. «Medina vence Slater por 3 centésimos de diferença e leva o WCT do Taiti». globoesporte.com. Consultado em 11 de maio de 2019 
  18. «Em resultado polêmico, Gabriel Medina é vice em etapa portuguesa de surfe | Escola Riviera». Consultado em 11 de maio de 2019 
  19. «Gabriel Medina conquista o Pipe Masters e Jesse Mendes ganha a Tríplice Coroa Havaiana - Esportes». Estadão. Consultado em 11 de maio de 2019 
  20. Lancenet (6 de abril de 2019). «Gabriel Medina vence Yago Dora e avança às quartas na Austrália». Gazeta Online. Consultado em 11 de maio de 2019 
  21. «No minuto final, Gabriel Medina é campeão em Portugal». Terra. Consultado em 11 de maio de 2019 
  22. a b «Gabriel Medina é bicampeão mundial de surfe no Havaí». Globoesporte. Consultado em 17 de dezembro de 2018 
  23. «Gabriel Medina é o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe - 19/12/2014 - Esporte». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de maio de 2019 
  24. «Gabriel Medina é campeão mundial de surfe». O Globo. Consultado em 20 de dezembro de 2014 
  25. «Rival é eliminado e Gabriel Medina vence título do Mundial de surfe». Folha de S Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2014 
  26. «Com nota 10, Medina vira, vai à semi e fica a uma bateria de ser bicampeão». esporte.uol.com.br. Consultado em 17 de dezembro de 2018 
  27. «Gabriel Medina é campeão mundial de surfe pela segunda vez». Folha de S.Paulo. 17 de dezembro de 2018. Consultado em 11 de maio de 2019 
  28. «Gabriel Medina, campeão mundial de surfe, assume namoro com Tayná Hanada, surfista e modelo». Futebol Interior. Consultado em 11 de maio de 2019 
  29. «Gabriel Medina termina namoro, confirma assessoria». Capricho. Consultado em 11 de maio de 2019 

Ligações externasEditar

 
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