Gangliosídio

Os gangliosídios são os esfingolipídios com extremidades ("cabeças") polares muito grandes formadas por unidades de oligossacarídeos carregadas negativamente, e que possuem uma ou mais unidades de ácido N-acetilneuramínico ou ácido siálico que têm uma carga negativa a pH 7. Os gangliósidos diferem de outros glicoesfingolipídios por possuirem este ácido.

Estrutura química de um gangliósido

Estão concentrados em grande quantidade nas células ganglionares do sistema nervoso central, especialmente nas terminações nervosas. Os gangliósidios constituem até 6% dos lípidos de membrana da substância cinzenta do cérebro humano e se encontram em menor quantidade nas membranas da maioria dos tecidos animais não nervosos. Se apresentam na zona externa da membrana e servem para o reconhecimento entre as células, portanto são considerados receptores de membrana.

O acúmulo de um tipo de gangliosídio - Gm2 - nos neurônios é consequência de um distúrbio metabólico de origem genética nomeado de Doença de Tay-Sachs, a qual é expressa, sobretudo, em recém-nascidos a partir do 5º mês, quando começam a se desenvolver sintomas como cegueira, dificuldade na deglutição, bem como completa deterioração das funções físicas e mentais.

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