Gayatri Chakravorty Spivak

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Gayatri Chakravorty Spivak ( Calcutá, 24 de fevereiro de 1942) é uma crítica e teórica indiana, mais conhecida por seu artigo "Can the Subaltern Speak?" ("Pode o subalterno falar?" na versão em português[1]) considerado um texto fundamental sobre o pós-colonialismo, e por sua tradução de Of Grammatology de Jacques Derrida. Spivak leciona na Columbia University, na qual atingiu o mais alto nível do corpo docente em março de 2007. Erudita prolífica, ela viaja e ministra palestras por todo o mundo. É membro-visitante do Centre for Studies in Social Sciences de Calcutá.

Formação acadêmicaEditar

Graduou-se em inglês pela Universidade de Calcutá. Posteriormente fez seu mestrado e doutorado na Universidade de Cornell nos Estados Unidos. Sua tese, focada na obra e na vida do poeta irlandês Yeats, foi orientada pelo renomado crítico literário Paul de Man.[2]

Reconhecida primeiramente por suas traduções de Derrida, tem por característica a transição por diferentes áreas do conhecimento. A professora titular da área de Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Regina Goulart Almeida, uma das tradutoras de "Pode o subalterno falar?" para o português, no prefácio da mesma afirma: "Sua crítica [de Spivak], de base marxista, pós-estruturalista e marcadamente desconstrucionista, frequentemente se alia a posturas teóricas que abordam o feminismo contemporâneo, o pós-colonialismo e, mais recentemente, as teorias do multiculturalismo e da globalização."[2]

ObrasEditar

AcadêmicasEditar

  • Myself, I Must Remake: The Life and Poetry of W.B. Yeats (1974).
  • Of Grammatology (tradução com introdução crítica do texto de Derrida) (1976)
  • Can the Subaltern Speak? (1985) [Tradução brasileira: Spivak, Gayatri. Pode o subalterno falar?. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010]
  • In Other Worlds: Essays in Cultural Politics (1987).
  • Selected Subaltern Studies (editado com Ranajit Guha) (1988)
  • The Post-Colonial Critic (1990)
  • Outside in the Teaching Machine (1993).
  • The Spivak Reader (1995).
  • A Critique of Postcolonial Reason: Towards a History of the Vanishing Present (1999).
  • Death of a Discipline (2003).
  • Other Asias (2007).
  • An Aesthetic Education in the Era of Globalization (2012).
  • Readings (2014).

LiteráriasEditar

  • Imaginary Maps (tradução com introdução crítica de três histórias de Mahasweta Devi) (1994)
  • Breast Stories (tradução com introdução crítica de três histórias de Mahasweta Devi) (1997)
  • Old Women (tradução com introdução crítica de duas histórias de Mahasweta Devi) (1999)
  • Song for Kali: A Cycle (tradução com introdução da história de Ramproshad Sen) (2000)
  • Chotti Munda and His Arrow (tradução com introdução crítica do romance de Mahasweta Devi) (2002)

Ver tambémEditar

Referências

  1. SPIVAK, Gayatri (2010). Pode o subalterno falar?. Belo Horizonte: Editora UFMG 
  2. a b Spivak, Gayatri (2010). Pode o subalterno falar?. Belo Horizonte: Editora UFMG. p. 10 

Ligações externasEditar

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