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General Gogol
Personagem da série James Bond
Wg003.jpg
Organização KGB
Profissão espião, militar
Categoria aliado de James Bond
Status indefinido
Interpretado(a) por Walter Gotell
Filmes 007 O Espião Que Me Amava
007 contra o Foguete da Morte
007 Somente Para Seus Olhos
007 contra Octopussy
007 Na Mira dos Assassinos
007 Marcado para a Morte

General Anatol Alexis Gogol é uma personagem fictícia dos filmes de James Bond, que aparece em seis filmes da série cinematográfica. Em todos eles Gogol é o chefe da KGB, o serviço secreto soviético, a exceção do último, 007 Marcado para a Morte, de 1987, quando é um funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

Apesar da presunção do público de que se trata de um vilão da era da Guerra Fria, nos filmes passados nesta época Gogol nunca é descrito como um verdadeiro vilão. Quando tem uma participação mais hostil, no máximo é um competidor respeitoso, mas mais frequentemente aparece com um aliado, do MI-6, de M e de James Bond, em busca de uma cooperação entre as nações.

Ele é representado, em todas suas aparições, pelo ator alemão Walter Gotell, que, na franquia de 007 também aparece no segundo filme, Moscou contra 007, de 1963, fazendo outro personagem secundário, Morzeny.

FilmesEditar

Gogol aparece pela primeira vez no filme 007 O Espião Que Me Amava, de 1977, como um aliado do MI-6. No início do filme ele manda a agente da KGB Anya Amasova recuperar um importante microfilme roubado. Depois, ele e M formam uma aliança e promovem o encontro de Bond e Amasova, mandando-os para um missão conjunta anglo-soviética.[1]

Ele é visto novamente no filme seguinte, 007 contra o Foguete da Morte (1979), falando com oficiais norte-americanos sobre a estação espacial secreta de Hugo Drax, o vilão do filme. Ele os avisa que se a missão dos americanos contra a estação falhar, a União Soviética assumirá a ação.[2]

Em 007 Somente Para Seus Olhos (1981), Gogol quer comprar o comunicador ATAC do vilão Aristotle Kristatos. Quando Bond no fim do filme joga o aparelho da escarpa onde se encontra, para que ele não caia em mãos dos soviéticos, que aparecem liderados por Gogol, ele impede seus homens de matarem 007 e filosofa que a destruição do revolucionário aparelho mantém a política da détente e o relativo status quo pacífico entre as nações.[3]

Em Octopussy (1983), quando o fanático general Orlov propõe a invasão soviética do Oeste, Gogol é a maior voz de oposição ao imprudente plano militar, assegurando que ele provocaria uma guerra nuclear e que a URSS quer a paz e não a guerra. No filme, ele investiga as atividades de traição de Orlov de enfraquecer a OTAN ao mesmo tempo que Bond, mas a morte do traidor Orlov por guardas da Alemanha Oriental no fim do filme o impede de conhecer todos os detalhes do plano. Ele descobre, entretanto, o plano de Orlov de contrabandear as inestimáveis jóias da coroa russa em proveito próprio e pede a Bond que devolva a estrela Romanov, a mais valiosa das jóias roubadas pelo general.[4]

Em 007 Na Mira dos Assassinos (1985), Gogol, na sua última participação como chefe da espionagem soviética, tenta impedir Max Zorin, um ex-agente da KGB, de destruir o Vale do Silício, na Califórnia. Quando Zorin desafia a ordem de Gogol, ele envia a agente Pola Ivanova para investigar o que Zorin está planejando. Pola rouba uma fita de Bond que mostra Zorin e seus associados combinando seus planos, quando se encontram numa banheira de hotel, mas leva a Gogol uma fita errada, trocada por Bond. No fim do filme, ele condecora James Bond - que impediu a destrição do Vale, o que não interessava aos soviéticos, pois eles roubavam as tecnologias de microshipsdesenvolvidas ali - com a Ordem de Lenin, enfatizando que ele era o primeiro cidadão não-soviético a recebê-la.[5]

A última participação de Gogol num filme de James Bond é em 007 Marcado para a Morte, de 1987, em que ele aparece quase ao fim do filme, agora como um diplomata integrante do Ministério das Relações Exteriores soviético. Ele vai com M ao concerto de Kara Milovy, a bond-girl do filme, e oferece à música um visto que lhe permite deixar o bloco oriental se desejar.[6]

Referências