Abrir menu principal

Planeta gasoso

(Redirecionado de Gigantes gasosos)
Os quatro planetas gasosos do sistema solar. Do topo para baixo: Netuno, Urano, Saturno e Júpiter

Planeta gasoso, planeta gigante gasoso, planeta joviano ou planeta gigante de gás é um planeta de grandes dimensões (quer em diâmetro, quer em massa) que é composto principalmente por gás (Hidrogénio, Hélio, Metano)[1] e que possui um pequeno núcleo sólido rochoso no seu interior.[2]

CaracterísticasEditar

A sua composição é semelhante à da nebulosa original que deu formação ao sistema solar. Existem quatro desses planetas no sistema solar: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, que se diferenciam dos restantes membros do Sistema Solar pelas suas dimensões e também pela sua composição química e estrutural.

O termo planetas jovianos significa planetas com características similares às do planeta Júpiter, sendo portanto um sinônimo para gigante gasoso.[3]

Super JúpiterEditar

 
Uma concepção artística de 79 Ceti b, o primeiro planeta gigante extrassolar encontrado com massa inferior à massa de Saturno.

Planetas extrassolares, que possuem mais de 50 vezes a massa do planeta Júpiter, os super-jupíteres, são planetas gigantes gasosos cujo estado do gás que o compõe é semelhante ao estado do gás das estrelas anãs marrons (isto é, gás comprimido, devido à própria massa do planeta e consequentemente devido ao campo gravitacional do gigante de gás que exerce compressão sobre os átomos e moléculas do gás que compõe o planeta, de modo a exercer pressão no interior que aproxima os núcleos atômicos e as nuvens eletrônicas do gás, fazendo com que haja destruição parcial de núcleos atômicos, processo esse que gera radiação eletromagnética).

Esses planetas extrassolares são muito comuns. São os mais abundantes em relação à lista de planetas extrassolares até agora descobertos pelos astrônomos. Por terem semelhança com as anãs marrons, muitas vezes eles podem ser classificados como estas, isto porque acima de 50 vezes a massa de Júpiter, na faixa de 60 a 70 massas de Júpiter, esses corpos celestes apresentarão um núcleo comprimido de modo suficiente para começar a emitir radiação própria no espectro do infravermelho. Os super-jupíteres são a transição entre planetas gigantes gasosos como Júpiter, Saturno, etc. e anãs marrons que emitem radiação de maior frequência que ondas de rádio (visto que os gigantes gasosos emitem ondas de rádio por causa da presença de elétrons livres no núcleo de hidrogênio metálico desses planetas, esses elétrons em movimento geram um campo magnético intenso e emitem ondas de rádio).

Ver tambémEditar

Referências

  1. D'Angelo, G.; Lissauer, J. J. (2018). «Formation of Giant Planets». In: Deeg H., Belmonte J. Handbook of Exoplanets. [S.l.]: Springer International Publishing AG, part of Springer Nature. pp. 2319–2343. Bibcode:2018haex.bookE.140D. ISBN 978-3-319-55332-0. arXiv:1806.05649 . doi:10.1007/978-3-319-55333-7_140 
  2. The Interior of Jupiter, Guillot et al., in Jupiter: The Planet, Satellites and Magnetosphere, Bagenal et al., editors, Cambridge University Press, 2004
  3. D'Angelo, G.; Durisen, R. H.; Lissauer, J. J. (2011). «Giant Planet Formation». In: S. Seager. Exoplanets. [S.l.]: University of Arizona Press, Tucson, AZ. pp. 319–346. Bibcode:2010exop.book..319D. arXiv:1006.5486  

Ligações externasEditar

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
  Citações no Wikiquote
  Categoria no Commons
  Este artigo sobre astronomia é um esboço relacionado ao Projeto Astronomia. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.