Gigantone

Gigantone é um boneco de figura humana com 3,5 a 4 metros de altura, típico das festas populares portuguesas, romarias e cortejos de carnaval. O boneco tem uma estrutura que permite ser “vestido” e manuseado por uma pessoa no seu interior. A cabeça de grandes dimensões, feita de pasta de papel, e o resto da estrutura podem atingir trinta quilos, peso suportado pelos ombros do manuseador e que faz com que a amplitude de movimentos do boneco seja limitada.

Gigantone no cortejo de carnaval da Aldeia Típica de José Franco, Mafra.

Os gigantones não aparecem sozinhos, mas em par ou grupos de casais, envergando trajes de cerimónia ou populares, e desfilando ao ritmo de música tocada por zés-pereiras. Podem ser acompanhados por cabeçudos, bonecos mais pequenos (tamanho de uma pessoa) com uma cabeça enorme e desproporcional relativamente ao corpo. A cabeça, também feita em pasta de papel, é usada como uma espécie de capacete, e as roupas são mais informais e coloridas que as dos gigantones, podendo mesmo personificar monstros ou demónios. Com maior liberdade de movimentos que os gigantones, os cabeçudos dançam e movimentam-se alegremente como um rancho de filhos ou uma corte animada ao seu redor. No Minho também são conhecidos por almajonas ou armazonas.

HistóriaEditar

 
Gigantones em Viana do Castelo

O registo, em território nacional,mais antigo onde é referido um gigante processional tem a haver com a procissão do Corpo de Deus de Évora de 1265, simbolizando, juntamente com a serpente, o demónio e o dragão, os vícios que Cristo Sacramentado tinha vencido. De resto são abundantes as referências, ao longo dos séculos, que registam a sua grande popularidade no nosso país. De notar que, erroneamente no Norte do país, se tem associado a introdução do gigantone em Portugal vindo da Galiza nos fins do séc. XIX, princípios do séc. XX.

Ver tambémEditar

FontesEditar

  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de. «Festividades cíclicas em Portugal». Lisboa: Publicações D. Quixote,1984.

Ligações externasEditar