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Go-Komyo

imperador do Japão
Imperador Go-Komyo
後光明天皇
Go-Kōmyō por Otagi Michitomi
Imperador de Flag of Japan.svg Japão
Período 1643 até 1654
Antecessor Imperatriz Meisho
Sucessor Imperador Go-Sai
Dados pessoais
Nascimento 1633
Morte 1654 (21 anos)
linkWP:PPO#Japão

Imperador Go-Kōmyō (後光明天皇 'Go-Kōmyō-tennō'?, 16331654) foi o 110º imperador do Japão, na lista tradicional de sucessão. [1] Seu reinado abrangeu os anos de 1643 a 1654.

VidaEditar

Antes da ascensão ao Trono do Crisântemo, seu nome pessoal (sua imina) era Tsuguhito e seu título de pré-ascensão era Suga-no-miya. Em 14 de novembro de 1643, no 15º ano do reinado de Meishō tennō, a imperatriz abdicou e a sucessão (senso) foi recebida pelo seu meio-irmão mais novo Tsuguhito e logo em seguida, foi proclamado Imperador Go-Kōmyō (sokui). Go-Kōmyō tinha 11 anos quando ascendeu ao trono. [2]

Meishō tinha vinte e um anos de idade nessa época e renunciou ao trono presumivelmente porque Go-Kōmyō, um sucessor do sexo masculino, havia atingido a idade apropriada para substituí-la. Go-Kōmyō, era o segundo filho de Go-Mizunoo. [3] Sua mãe era Sono Mitsuko (1602–1656, que depois ficou conhecida por seu nome budista Mibu'in) que pertencia a um ramo do Clã Fujiwara. [4]

Go-Kōmyō era fascinado pelo estudo de todos os assuntos da arte de governar e preferia o confucionismo ao budismo, não há dúvida de que essa por trás dessa predileção existia a ambição de recuperar a autoridade administrativa do Shogun. Go-Kōmyō passava muito tempo envolvido em exercícios de esgrima. [5] [6]

Apesar de estar cercado pelos altos sacerdotes dos cinco templos budistas, Go-Kōmyō desprezava o budismo, dizendo que era um ensino inútil para soberanos e senhores feudais, que, como chefes de Estado, deviam adotar algum ensinamento útil. Em sua opinião, o confucionismo era um estudo muito mais necessário para os governantes, mas afirmava que a antiga forma dos chineses abordarem o confucionismo era absoluto demais, e que deveriam organizar uma nova maneira de interpretá-lo, que se deveria fazer um novo começo a partir de seu tempo.Go-Kōmyō também criticou severamente os poemas japoneses, e o famoso antigo romance da corte, Genji Monogatari. Afirmava que nenhum dos grandes imperadores e sábios ministros da antiguidade se importava com a poesia, e que esta servia apenas para corromper a mente do povo em geral, além de gerar imoralidade e que a decadência do poder imperial estava ligada a isso. [7]

Em 1645 o Shōgun Iemitsu foi elevado ao posto de Sadaijin. [2]

Em 1649 ocorreu um grande terremoto em Edo. [2]

Em 1651 Tokugawa Ietsuna foi nomeado Shōgun. Em meados desse ano o Imperador Aposentado Go-Mizunoo fez tonsura e se tornou um monge budista, passando o Insei para Meishō. [2]

Em 1652 o Nihon Odai Ichiran (Annales des empereurs du Japon) é publicado pela primeira vez em Quioto, sob o patrocínio do tairo Sakai Tadakatsu, senhor do Domínio de Obama da Província de Wakasa. [2]

Em 1653 um violento incêndio destruiu uma grande parte do palácio imperial e muitos templos que estavam por perto, pouco tempo depois, várias meninas, com idades entre 12-14 anos, ficaram presas por outro incêndio em Quioto. [2]

Em 1654 Ingen, um monge budista que viria a ser muito influente, chegou a Nagasaki vindo da China. Sua intenção era implementar uma nova escola budista (Ōbaku) que viesse a desenvolver a prática do Zenbudismo no Japão. [2]

Em 30 de outubro de 1654 o Imperador Go-Kōmyō veio a falecer vitima de varíola [5]. Ele foi enterrado no Sennyū-ji e passou a ser consagrado no mausoléu imperial (misasagi) nomeado Tsukinowa no misasagi, Higashiyama-ku, Quioto. [1] E como não tinha filhos foi Sucedido pelo seu irmão, o futuro Imperador Go-Sai. [5]

Shōguns do reinadoEditar

Daijō-kanEditar

Ver artigo principal: Daijō-kan



Precedido por
Meisho
  -- 110º Imperador do Japão
1643 - 1654
Sucedido por
Go-Sai


Referências

  1. a b Agência da Casa Imperial: Go-Kōmyō-tennō (110) (em japonês)
  2. a b c d e f g Klaproth, Julius von (1834). Annales des empereurs du Japon (em francês). [S.l.]: Oriental Translation Fund, p. 412-413 
  3. Lillehoj, Elizabeth (2011). Art and Palace Politics in Early Modern Japan,. 1580s-1680s (em inglês). [S.l.]: BRILL, p. 209. ISBN 9789004211261 
  4. Walthall, Anne (2002). The Human Tradition in Modern Japan (em inglês). [S.l.]: Rowman & Littlefield, p. 5. ISBN 9780842029124 
  5. a b c Hopkins, Donald R. (2002). The Greatest Killer:. Smallpox in History (em inglês). [S.l.]: University of Chicago Pres, p. 116s. ISBN 9780226351681 
  6. Brinkley, Frank & Kikuchi (1912). A History of the Japanese People From the Earliest Times to the End of the Meiji Era (em inglês). [S.l.]: Library of Alexandria, p. 1017. ISBN 9781465513045 
  7. Takekoshi, Yosaburō (2004). The Economic Aspects of the History of the Civilization of Japan (em inglês). [S.l.]: Taylor & Francis, pp. 8-9. ISBN 9780415323802 

Ver tambémEditar