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Go (linguagem de programação)

linguagem de programação

DescriçãoEditar

A sintaxe de Go é semelhante a C e suas declarações são feitas com base em Pascal limpo; uma variação é a declaração de tipos, a ausência de parênteses em volta das estruturas for e if. Possui coletor de lixo. Seu modelo de concorrência é baseado no CSP de Tony Hoare,[4] além de possuir características do cálculo pi, como passagem por canal.

Algumas funcionalidades ausentes são tratamento de exceção, Herança, programação genérica, assert e sobrecarga de métodos.[4] Os autores expressam abertura para discutir programação genérica, mas argumentam abertamente contra asserções e defendem a omissão de herança de tipos em favor da eficiência.[4] Ao contrário de Java, vetores associativos são parte intrínseca da linguagem, assim como strings.

ImplementaçõesEditar

Atualmente, há dois compiladores para Go. 6g e ferramentas complementares - conhecidos em conjunto como gc - são escritos em C, usando yacc e bison para análise sintática. Além do gc, há o gccgo, um compilador de Go com front-end C++ (utilizando um analisador sintático descendente recursivo) associado ao back-end padrão do GCC.[2]

Hello WorldEditar

Abaixo, segue-se o Programa Olá Mundo em Go:

package main

import "fmt"

func main() {
    fmt.Printf("Olá, Mundo!\n")
}

Orientado a Objeto?Editar

É possível programar orientado a objetos, mas não da forma mais comum, pois Go não utiliza classes e sim estruturas. Na orientação a objetos, são criados métodos sem classes, interface sem hierarquia, e reutilização de código sem herança.

type Pessoa struct {
 
  Nome string
 
  idade int
 
}
package main

import "fmt"

type Animal struct{
    
}

func (a Animal) Comer() {
    fmt.Println("Comendo")
}

type MembroFamilia struct{
    
}
func (fm MembroFamilia) Nome() {
    fmt.Println("Meu nome não é Johnny")
}
type Cachorro struct {
    Animal // Struct incorporada/embedada
    MembroFamilia // Struct incorporada/embedada
}
func main() {
    d := Cachorro{}
    d.Comer() // Printa "Comendo"
    d.Nome() // Printa "Meu nome não é Johnny"
}

FunçõesEditar

Go também possui funções como outras linguagem, as funções podem retornar valores únicos, múltiplos e até mesmo retornar outra função.

package main

import "fmt"

func somar (a int ,b int) int{
    return a + b
}

func main(){
    res := somar(1, 2)
    fmt.Println("1 + 2 = ", res)
}

Exemplo de múltiplos retornos:

 1 package main
 2 
 3 import "fmt"
 4 
 5 func atribuiValor (int, int){
 6     return 15,22
 7 }
 8 
 9 func main(){
10     //Aqui queremos atribuir dois valores nas
11     //variaveis a e b
12     a, b:= atribuiValor()
13     fmt.Println("A = ", a)
14     fmt.Println("B = ", b)
15     
16     //Podemos também apenas escolher um valor
17     //a ser retornado
18     _, c := atribuiValor()
19     fmt.Println("C = ", c)
20 }

Em Go uma função pode receber um numero variável de parâmetros, ou seja, não se sabe ao certo quantos parâmetros serão recebidos.

package main

import "fmt"

func variaveis(nums ...int)soma{
    //Imprimindo os valores recebidos
    fmt.Print(nums," ")
    total := 0
    
    for _, num := range nums{
        //Fazendo a soma dos valores recebidos
        total += num
    }
    fmt.Println("Total = ", num)
}

func main(){
    variaveis(1,4,7)// Resultado impresso "12"
    variaveis(4,2)// Resultado impresso "6"
    
    //Pode se enviar um vetor como parametro
    v := []int{0,1,2,3,4,5,6}// Resultado impresso "21"
    variaveis(v...)
}

Funções também podem receber outras funções como parâmetros.

package main

import "fmt" 

func intSeq() func() int {
    i := 0
    return func() int {
        i += 1
        return i 
    }
}

func main() {
    nextInt := intSeq() // Aqui "nextInt" recebe como valor a função intSeq
    fmt.Println(nextInt()) // Printa 1
    fmt.Println(nextInt()) // Printa 2
    fmt.Println(nextInt()) // Printa 3
    newInts := intSeq()
    fmt.Println(newInts()) // Printa 1 
}

ExceçõesEditar

O Go (ao contrário do Java) não possui exceções como try / catch / finally blocks. Ele possui tratamento estrito de erros com funções chamadas de panic e recover e uma instrução chamada defer.

PANICEditar

Um uso comum de pânico é abortar se uma função retornar um valor de erro que não sabemos como (ou queremos) manipular. Executar este programa fará com que ele entre em pânico, imprima uma mensagem de erro e rastreie goroutine e saia com um status diferente de zero.

package main
import "os"
func main() {
    panic("a problem")

    _, err := os.Create("/tmp/file")
    if err != nil {
        panic(err)
    }
}

RECOVEREditar

É uma função embutida que recupera o controle de uma gorout em pânico. Recuperar só é útil dentro de funções diferidas. Durante a execução normal, uma chamada para recuperar retornará nula e não terá outro efeito. Se a gorout atual estiver em pânico, uma chamada para recuperar capturará o valor dado ao pânico e retomará a execução normal.

DEFEREditar

Um defer empurra uma chamada de função para uma lista. A lista de chamadas salvas é executada após a função circundante retornar. Adiar é comumente usado para simplificar funções que executam várias ações de limpeza.

package main
import "fmt"
import "os"

func main() {
    f := createFile("/tmp/defer.txt")
    defer closeFile(f)
    writeFile(f)
}
func createFile(p string) *os.File {
    fmt.Println("creating")
    f, err := os.Create(p)
    if err != nil {
        panic(err)
    }
    return f
}
func writeFile(f *os.File) {
    fmt.Println("writing")
    fmt.Fprintln(f, "data")
}
func closeFile(f *os.File) {
    fmt.Println("closing")
    f.Close()
}

MétodosEditar

Go suporta métodos definidos em tipos struct. Métodos podem ser definidos para qualquer tipo de receptor ponteiro ou valor. Go trata automaticamente conversões entre valores e ponteiros para métodos de chamada. Você pode querer usar um ponteiro do tipo receptor para evitar a cópia de um método de chamada ou para permitir que o método faça mutação da estrutura recebida.

package main
import "fmt"
type rect struct {
    width, height int
}

func (r *rect) area() int {
    return r.width * r.height
}

func (r rect) perim() int {
    return 2*r.width + 2*r.height
}
func main() {
    r := rect{width: 10, height: 5}
    fmt.Println("area: ", r.area()) // Printa area: 50
    fmt.Println("perim:", r.perim()) // Printa perim: 30
    rp := &r
    fmt.Println("area: ", rp.area()) // Printa area: 50
    fmt.Println("perim:", rp.perim()) // Printa perim: 30
}

InterfaceEditar

Interface nada mais é que um conjunto de métodos.

package main
import "fmt"
import "math"

type geometria interface {
    area() float64
    perim() float64
}

type quadrado struct {
    largura, altura float64
}

type círculo struct {
    raio float64
}

func (q quadrado) area() float64 {
    return q.largura * q.altura
}

func (q quadrado) perim() float64 {
    return 2*q.largura + 2*q.altura
}

func (c círculo) area() float64 {
    return math.Pi * c.raio * c.raio
}

func (c círculo) perim() float64 {
    return 2 * math.Pi * c.raio
}

func medir(g geometria) {
    fmt.Println(g) // Printa os valores da forma geometrica recebida ex: quadrado = altura e largura
    fmt.Println(g.area()) // Printa a area da forma recebida
    fmt.Println(g.perim()) // Printa o perimetro da forma recebida
}
func main() {
    q := quadrado{largura: 3, altura: 4}
    c := círculo{raio: 5}
    medir(q)
    medir(c)
}

GoroutinesEditar

Goroutine é uma forma de implementação paralela, o comando usado é go, ele passa como parâmetro uma função para que ela seja executada em paralelo.

package main

import "fmt"
func f(from string) { 
	for i := 0; i <3; i++{ 
		fmt.Println(from,":",i)
	}
}
func main() { 
	f("direct") 
	go f("goroutine") // Será executado por uma thread
	go func(msg string) { // Será executado por outra thread 
		fmt.Println(msg) 
	}("going")
	var input string 
	fmt.Scanln(&input) 
	fmt.Println("done")
}

Formatação automática de códigoEditar

A comunidade Go considera muito importante o uso da ferramenta 'gofmt' para realizar a formatação do código-fonte uniforme e automaticamente. [6][7]

Exemplo para o gofmtEditar

Vide abaixo um arquivo mal formatado:

package     main

   import "fmt"

func    main()    {
            fmt.Printf("Olá, Mundo!\n")
    }

Para aplicar o 'gofmt' em um arquivo chamado 'main.go' basta executar o seguinte comando:

gofmt -w main.go

Agora vide abaixo o mesmo arquivo corrigido pelo 'gofmt':

package main

import "fmt"

func main() {
        fmt.Printf("Olá, Mundo!\n")
}

ExemplosEditar

Exemplo de uma implementação do echo do Unix:[8]

package main

import (
    "os"
    "flag" // analisador sintático da linha de comando
)

var omitNewline = flag.Bool("n", false, "don't print final newline")

const (
    Space   = " "
    Newline = "\n"
)

func main() {
    flag.Parse() // escaneia a lista de argumentos e configura as bandeiras
    var s string = ""

    for i := 0; i < flag.NArg(); i++ {
        if i > 0 {
            s += Space
        }

        s += flag.Arg(i)
    }

    if !*omitNewline {
        s += Newline
    }

    os.Stdout.WriteString(s)
}

Disputa sobre o nomeEditar

Poucos dias após o lançamento da linguagem, Fancis McCabe, desenvolvedor da linguagem chamada Go!, solicitou uma mudança de nome da linguagem do Google, para evitar confusões. McCabe criou Go! em 2003, mas não registrou o nome.[9]

Histórico de versõesEditar

Go foi criado em 2009 e desde então vem recebendo muitas atualizações, sendo sua ultima em 25 de Fevereiro de 2019, a versão Go 1.12, veja mais informaçoes sobre suas versoes anteriores em TimeLineGo.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Della Valle, James (12 de novembro de 2009). «Google apresenta linguagem GO». INFO Online. Editora Abril. Consultado em 12 de novembro de 2009 
  2. a b «FAQ» (em inglês). Consultado em 12 de novembro de 2009 
  3. a b c «Installing Go» (em inglês). Consultado em 14 de setembro de 2012 
  4. a b c d e f «Language Design FAQ» (em inglês). Consultado em 9 de julho de 2016 
  5. «5.c - go - Project Hosting on Google Code». Consultado em 12 de novembro de 2009 
  6. «go fmt your code» (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2019 
  7. «Gofmt knows best» (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2019 
  8. «A Tutorial for the Go Programming Language» (em inglês). Consultado em 12 de novembro de 2009 
  9. Claburn, Thomas (11 de novembro de 2009). «Google 'Go' Name Brings Accusations Of 'Evil'». InformationWeek (em inglês). United Business Media. Consultado em 12 de novembro de 2009 

Ligações externasEditar