Gonçalo Vasques de Azevedo

Gonçalo Vasques de Azevedo
Nascimento 1332
Morte 14 de agosto de 1385 (53 anos)
Ocupação diplomata

Gonçalo Vasques de Azevedo (c. 1332 - Batalha de Aljubarrota, 14 de Agosto de 1385), 1.º Senhor da Lourinhã, de Figueiró dos Vinhos e de Pedrógão Grande, Alcaide-Mor de Santarém e de Torres Novas. Foi o 1.º Marechal do Reino de Portugal[1].

BiografiaEditar

Era filho sacrílego de D. Fernando Pires, Dom Prior-Mor do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, e de Teresa Vasques de Azevedo, nascida em 1280 ou c. 1302, Freira no Mosteiro de Lorvão, filha de Vasco Pais de Azevedo, 7.º Senhor do Couto de Azevedo, e de Maria Rodrigues de Vasconcelos, 5.ª Senhora de Santa Maria da Torre de Vasconcelos.

Muito privado deste Rei, teve o Senhorio e a Alcaidaria-Mor da Lourinhã, e os Senhorios de Figueiró dos Vinhos e de Pedrógão Grande de D. Fernando I de Portugal em 1373 e foi legitimado por Carta Real do mesmo Rei de 27 de Fevereiro de 1375. Foi o 1.º Marechal do Reino de Portugal em 1383, Embaixador a Castela em 1383, Alcaide-Mor de Santarém e de Torres Novas, etc.[2]

Foi um dos mais fiéis partidários da Rainha D. Leonor Teles e seguiu as partes de D. Beatriz de Portugal, mulher de D. João I de Castela.[3] Em consequência disso, depois de lhe ter dado, a 1 de Abril de 1384, todos os bens que Gonçalo Vasques de Azevedo tinha em Almada, a 17 de Setembro de 1384 o Mestre de Avis deu a Estêvão Lourenço uma Quinta que Gonçalo Vasques de Azevedo tinha em Arantela, que chamam de Cocena, a 6 de Outubro de 1384 o Mestre dá a Afonso Furtado a Quinta da Telhada, que foi de Gonçalo Vasques de Azevedo, «que he e foe em nosso desrujço e foe e he em detrujçom destes regnos» e o Mestre de Avis doou a 1 de Maio e a 10 de Outubro de 1385 ao 27.º Arcebispo de Braga Primaz das Espanhas D. Lourenço Vicente, bem como todos os bens que ele e sua mulher aí tinham. Morreu na Batalha de Aljubarrota[4] contra o Mestre de Avis com o seu filho mais velho.

Casou com Inês Afonso,[5] Dama da Rainha D. Leonor Teles, da qual teve:

Referências

  1. A sociologia da representação político-diplomática no Portugal de D. João I, por Maria Alice Pereira dos Santos, Doutoramento em História Medieval, Universidade Aberta, Lisboa – Janeiro de 2015, nota pág. 52, cf. Manuel Severim de Faria, Notícias de Portugal, op. cit., Discurso II, § III, p. 38
  2. "Nobiliário das Famílias de Portugal", Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, 1.ª Edição, Braga, 1938-41, Vol. I, p. 111 (tt.º Azevedos)
  3. "Nobiliário das Famílias de Portugal", Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, 1.ª Edição, Braga, 1938-41, Vol. I, p. 111 (tt.º Azevedos)
  4. "Nobiliário das Famílias de Portugal", Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, 1.ª Edição, Braga, 1938-41, Vol. I, p. 111 (tt.º Azevedos)
  5. "Nobiliário das Famílias de Portugal", Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, 1.ª Edição, Braga, 1938-41, Vol. I, p. 111 (tt.º Azevedos)
  6. "Nobiliário das Famílias de Portugal", Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, 1.ª Edição, Braga, 1938-41, Vol. I, p. 111 (tt.º Azevedos)
  7. "Nobiliário das Famílias de Portugal", Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, 1.ª Edição, Braga, 1938-41, Vol. I, p. 111 (tt.º Azevedos)