Grão-de-bico

Grão-de-bico, no Brasil também chamado de gravanço, ervanço, ervilha-de-galinha ou ervilha-de-bengala ou grão-de-pato, é uma leguminosa da família das fabáceas,[1] muito distribuída na Índia e no Mediterrâneo.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaGrão-de-bico
Grão-de-bico branco e verde
Grão-de-bico branco e verde
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Faboideae
Género: Cicer
Espécie: C. arietinum
Nome binomial
Cicer arietinum
Carolus Linnaeus

Tal como o chícharo e o feijão, o seu cultivo é muito difundido para consumo humano, consumindo-se geralmente cozido, ou após moagem fina, em preparados a partir da sua farinha.

EtimologiaEditar

Os termos associados grão+bico advêm do Latim[2] granum e do préstimo Celta[3] latinizado beccu. Os termos "Gravanço" e "ervanço" usados no Brasil, originam do espanhol garbanzo.[4]

DescriçãoEditar

Trata-se de uma planta herbácea, que mede entre 20 e 50 centímetros de altura, de flores brancas que desenvolvem uma bainha, em cujo interior se encontram 2 ou 3 grãos, no máximo. Os grãos de cor castanho-claro (ou também verde) são arredondados, tendo uma pequena "espora". A sua periodicidade é anual.

 
Cicer arietinum preto no Museu de Toulouse.

NutriçãoEditar

O grão-de-bico é uma leguminosa com importantes qualidades culinárias e nutritivas, sendo rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B. Além disso, devido à grande quantidade de celulose contida na casca, o grão-de-bico estimula o bom funcionamento dos intestinos.

O grão-de-bico, do ponto de vista nutricional, é um excelente alimento.[5]

Devido à sua grande quantidade de amido, é usado pelo nosso organismo como fonte de energia. É pobre em água e gorduras, e está isento de colesterol. Cada 100 gramas de grão contém 6 gramas de fibras, sendo nas sua maioria fibras solúveis, ajudando de uma forma bastante eficaz o nosso organismo a eliminar açúcares, gorduras e o colesterol.

O ácido fólico pode-se encontrar em doses generosas no grão.

Vários estudos referem a importância desta leguminosa na prevenção de doenças cardiovasculares, assim como no tratamento de vários tipos de anemia. Contém uma generosa quantidade de cálcio, ferro e magnésio, minerais que desempenham funções importantes no nosso organismo. É indispensável numa dieta alimentar equilibrada. O grão-de-bico também possui uma grande quantidade de triptofano, utilizado pra produzir serotonina, responsável pela ativação dos centros cerebrais que dão a sensação de bem-estar, satisfação e confiança.[6]

Sua casca é rica em fibras. No entanto, por concentrar também substâncias que dificultam a absorção de nutrientes, a maioria das receitas pede a semente descascada.

CulináriaEditar

O grão-de-bico é usado para o preparo de uma pasta árabe chamada Homus.

Sendo um alimento relativamente barato, oferece uma grande versatilidade na culinária.

 
Planta
 
Bainha com grãos.
 
Grãos prontos para o consumo.
 
Doce de grão-de-bico.

Produção mundialEditar

País Produção em 2018
(toneladas anuais)
  Índia 11.380.000
  Austrália 998.231
  Turquia 630.000
  Rússia 620.400
  Estados Unidos 577.970
  Etiópia 515.642
  Mianmar 509.856
  México 351.796
  Paquistão 323.364
  Canadá 311.300
Fonte: Food and Agriculture Organization[7]

Ver tambémEditar

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Referências

  1. Tropicos
  2. https://dicionario.priberam.org/grão
  3. https://www.littre.org/definition/bec
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 866.
  5. «Valores nutricionais do Grão de bico». Consultado em 16 de janeiro de 2008. Arquivado do original em 26 de janeiro de 2008 
  6. «Grão-de-bico espanta a depressão». Consultado em 21 de julho de 2009. Arquivado do original em 18 de fevereiro de 2009 
  7. fao.org (FAOSTAT). «Ckickpea production in 2018, Crops/World regions/Production quantity (from pick lists)». Consultado em 20 de outubro de 2020 
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